segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A voz do jovem no debate educacional.
Foto: Shutterstock

Por Marina Lopes, do Porvir –

Movimento Mapa Educação apresenta resultados obtidos pela pesquisa que ouviu o que estudantes de diversas regiões do país esperam e pensam sobre educação.

Após apontar os principais gargalos e desafios do ensino público no Brasil, o Movimento Mapa Educação lançou um manifesto que pretende trazer a voz do jovem para o centro do debate educacional. Com a proposta de ampliar o protagonismo e a participação dos estudantes na agenda política nacional, o manifesto apresenta os resultados de uma pesquisa que rodou o país para identificar as opiniões e perspectivas do jovem em relação à educação.

Entre os 11.519 jovens brasileiros que responderam a pesquisa, 95% disseram ter vontade de mudar a educação brasileira. Distribuídos em diversas regiões do país, com idades entre 9 e 24 anos, eles apresentaram quais são as suas principais dificuldades educacionais e também destacaram outros temas, como a influência da participação da família, a relação com os professores e a infraestrutura das escolas.

Embora os respondentes sejam uma amostra específica dos jovens brasileiros, por se tratar de uma pesquisa online que foi divulgada com a ajuda de embaixadores e parceiros, os resultados apontam que a qualidade da escola e o interesse nos estudos podem variar conforme a renda e tipo de escola do estudante (pública ou privada).

A forma como os alunos avaliam a infraestrutura das suas escolas também muda de acordo com o perfil socioeconômico, indicando que os alunos com maior renda dizem com mais frequência que as instalações escolares não são ruins e não faltam materiais didáticos. Em contrapartida, outras variáveis não apresentam influência clara de renda, como a avaliação do conteúdo escolar.

Além dos resultados da pesquisa, o manifesto também reúne percepções dos jovens que foram identificadas por meio de entrevistas com estudantes de diferentes contextos e perfis. “Nas entrevistas, encontramos alunos bem insatisfeitos com a questão dos conteúdos [apresentados] em sala de aula. Eles consideram que o conteudismo atrapalha bastante e que as aulas estão muito saturadas”, observa a universitária Janaína Bergoli Galeazzi, graduanda na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e coordenadora de logística do Movimento Mapa Educação.

No mesmo caminho, o manifesto também aponta que os jovens demonstram estar interessados em participar da construção dos seus próprios conhecimentos e de alguma forma contribuírem para a melhoria da educação. “O jovem quer e pode ser protagonista da educação no Brasil. Ele pode colocar a educação como prioridade na agenda política nacional”, destaca Janaína, ao mencionar sobre os objetivos que motivaram a criação do manifesto.

Nos próximos meses, o Movimento Mapa Educação também pretende levar a educação para o debate político durante as eleições municipais. Serão gravados vídeos com os principais candidatos de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, que irão responder perguntas feitas por jovens de todo o país.


Fonte: Porvir

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