quarta-feira, 6 de junho de 2018


Resíduo industrial é ainda o grande vilão do meio ambiente.

Apesar da constante evolução tecnológica, a classificação de resíduos ainda é um grande desafio no mercado industrial brasileiro. De acordo com o engenheiro ambiental e suporte técnico do Freitag Laboratórios, Richard L. Vailati, o descarte de forma incorreta dos resíduos industriais é um dos grandes responsáveis pelas maiores agressões ao meio ambiente.

Em razão da intensa atividade industrial, o volume de ‘sobras’ da produção também se torna expressivo. Mas esse não seria um grande problema se houvesse uma devida classificação dos resíduos. “Na maioria das vezes, essas ‘sobras’ não são descartadas de maneira adequada, o que traz consequências desastrosas, não só para o meio ambiente, mas também para a saúde pública”, explica Richard.

Outro fator importante é que grande parte da indústria não se atém a algumas exigências técnicas para que essa classificação seja realizada devidamente. “Há de se levar em consideração que as pessoas que manipulam de alguma maneira estes resíduos necessitam de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) adequados ao seu grau de periculosidade, sendo extremamente necessária nestes casos uma avaliação completa”, afirma.

A classificação dos resíduos pode ser feita diretamente pelo gerador, através da identificação do processo produtivo, enquadrando o resíduo nas listagens dos anexos A ou B da Norma ABNT NBR 10004:2004. Basta um responsável técnico habilitado pela empresa declarar tal informação em laudo. No entanto, segundo o especialista do Freitag, o mais recomendado é que ela seja realizada e monitorada por um laboratório de análises ambientais, pois sem esse suporte é grande a possibilidade de ocorrerem falhas, já que ela funciona de forma empírica e é somente através de uma análise laboratorial detalhada que se pode determinar com exatidão a composição e, consequentemente, a classificação de um resíduo.

O que muitas empresas brasileiras ainda não se deram conta é que destinar essas ‘sobras’ de forma consciente e eficiente também pode ser uma oportunidade de gerar mais economia na atividade industrial. Para se ter uma ideia, um resíduo sem classificação tem um alto custo para ser destinado, pois não é possível determinar o seu grau de contaminação no meio ambiente e com isso ele acaba sendo descartado como um resíduo com alta periculosidade.

É importante ressaltar que as empresas que transportam esses resíduos também precisam estar cientes do risco envolvido durante a destinação do mesmo, pois dependendo de sua classificação, diversas condicionantes devem ser atendidas, como o porte pelo motorista do curso de Movimentação e Operação de Produtos Perigosos (MOPP), equipamentos de segurança e emergência para o caso de vazamento da carga, entre outros.

Além de permitir que melhores técnicas de tratamento sejam adotadas para que a destinação de certos resíduos cause o menor impacto ao meio ambiente, evitando contaminações de cursos d’água, solo e atmosfera, a classificação ainda possibilita que alguns desses resíduos sejam usados como subprodutos em processos de incineração, coprocessamento, uso agrícola, entre outros processos, que podem contribuir para a minimização ou eliminação do passivo ambiental da organização. “Isso comprova que um resíduo corretamente classificado pode ter seu custo de destinação final minimizado drasticamente”, conclui.

Fonte: ENVOLVERDE

Pesquisa mostra impacto de bicicleta no transporte urbano.

Cada um dos mais de 8 mil brasileiros que usam a bicicleta no lugar do carro como meio de transporte deixam de emitir 4,4 kg de CO2 por ano, já para os que usavam o ônibus, evitam jogar na atmosfera 41,9 kg da mesma substância no mesmo período. Esta estimativa faz parte do estudo Economia da Bicicleta no Brasil, uma parceria da Aliança Bike e o LABMOB (Laboratório de Mobilidade Sustentável, da UFRJ), que revela o papel deste meio em cinco dimensões, analisando vários aspectos socioeconômicos e comportamentais.

Um dos pontos que merece destaque no estudo é justamente sobre os benefícios relacionados ao uso da bicicleta como uma maneira real de influenciar tanto o clima, quanto redução da emissão de gases poluentes.

Para chegar ao número de ciclistas no Brasil, os pesquisadores tomaram como base o censo de 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e um levantamento feito pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) que estima que 4% da população usa a bicicleta como meio de transporte.

O estudo A Economia da Bicicleta fez uma pesquisa com 968 ciclistas, no Rio de Janeiro, que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Para fazer uma medição precisa em relação a tempo e distância percorridos, eles catalogaram o tempo médio de deslocamento diário deles em quatro tempos: 10 minutos ou menos, 10 a 30 minutos, 30 a 60 minutos e 60 ou mais minutos, levando em conta que o intervalo de 10 a 30 minutos é equivalente a 5km. Com isso, a conclusão foi que a média de distância percorrida por esses ciclistas em um ano, foi um total de 1.180.536km e com essa métrica é que a relação do uso da bicicleta com a melhora do clima e preservação do meio ambiente fica interessante.

Com os dados em mãos, e levando em consideração que a média de consumo de um carro popular é de 9 km/L de gasolina, e o de ônibus é de 3 km/L de diesel, o Estudo A Economia da Bicicleta projetou o número para o país a economia na emissão de gases poluentes por meio do uso da bicicleta chega a 385.216 toneladas por ano, o que é extremamente significativo, isso considerando apenas a emissão de Monóxido de Carbono, fora os outros tipos de gases que são extremamente poluentes e tóxicos.

Na última Conferência Mundial do Clima, ocorrida em 2016 em Genebra, foi adotado um novo acordo entre 195 países, com o objetivo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, e o Brasil comprometeu-se a diminuí-los em 37% até 2025 e 43% até 2030.

Desta maneira, os ciclistas e a sua contribuição na diminuição da taxa de gases poluentes no país, é real e muito importante, não apenas para que o Brasil cumpra esse acordo internacional, mas para o meio ambiente de uma maneira geral.

Fonte: ENVOLVERDE

Conheça empresas no país que aderiram a sustentabilidade.

Os hábitos de consumo da sociedade contemporânea trazem diversas consequências. Entre elas, um meio ambiente desgastado, que não consegue se recuperar a tempo dos danos causados pelo excesso de consumo. Partindo da necessidade de conscientização sobre o modo de viver, o dia 5 de junho é marcado como o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Com o objetivo principal de chamar a atenção para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, a data traz uma reflexão sobre o modo de viver. Entretanto, para que ocorram mudanças significativas, é necessário ter atitudes sustentáveis todos os dias do ano.

Para isso, as principais empresas do setor de decoração, preocupadas com o excesso e com a degradação ambiental, promovem mudanças no modo de ver, tratar e produzir, com a finalidade de exercer um consumo consciente.

By Kamy: investimento e consentimento.

A By Kamy contratou uma empresa de consultoria ambiental focada no desenvolvimento de projetos e serviços ligados ao melhor aproveitamento econômico e à preservação ambiental.

Assim, passou a enfatizar suas práticas de reciclagem, doação, uso consciente de produtos e matérias-primas, além do aperfeiçoamento de peças em parceria com ONGs para o reaproveitamento de materiais.

Também, algumas atitudes fazem parte do dia a dia da marca: separação do lixo para reciclagem, reuso da água, aplicação em todas as áreas do galpão e dos showrooms de um piso especial para melhor drenagem da água e incentivo ao consumo de produtos elaborados com matérias-primas naturais.

Eucatex: madeira no piso e no reaproveitamento.

A Eucatex possui o selo FSC – Forest Stewardship Council® (Conselho de Manejo Florestal) em todos os seus produtos provenientes de madeira, atestando, assim, a responsabilidade da origem do material que utiliza em seus processos.

Além disso, a empresa investe no Programa de Reciclagem Eucatex, que tem o objetivo de reaproveitar os resíduos de madeira, reduzindo a poluição e gerando energia, por meio da utilização de biomassa além da responsabilidade ambiental, deixando de descartar os resíduos nos aterros e terrenos baldios em um raio de 100km da fábrica da Eucatex em Salto, interior de São Paulo, visando usar este material na co-geração de energia. Também, parte da madeira que seria descartada é utilizada em reformas ou na troca de móveis.

FK Grupo: menos buracos na camada de ozônio.

O FK Grupo foi a primeira empresa do setor a buscar a eliminação total de CFC (Clorofluorcarboneto) na produção de espuma, além de cumprir normas para gerar produtos sustentáveis e de menor impacto ambiental em relação aos seus similares. A colaboração em ações como o Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) evidencia o papel de destaque do grupo no cenário ecológico global.

Além disso, a empresa conta com um Programa de Controle de Qualidade composto por sofisticados laboratórios, que analisam desde a matéria-prima até o produto final, através de testes que comprovam o alto nível de resistência, durabilidade e segurança dos produtos, reduzindo, assim, o consumo. Ademais, sua matriz energética é baseada em meios de geração de energia renováveis, como a solar, hidrelétrica, biogás, PCH e geração de energia a partir de aterros sanitários.

Futon Company: aproveitar e reaproveitar.

A Futon Company investe em diferentes frentes de sustentabilidade, como na produção nacional baseada na qualidade e longevidade, por meio do uso de materiais naturais, reciclados ou de origem controlada; utilização de matéria-prima sustentável local, tendo como consequência imediata a redução da pegada de carbono; e hiperextensão da vida útil de cada produto, garantindo a desaceleração da compra.

Além disso, seus produtos não somente são recicláveis, como também produzidos com tecidos reciclados. Os ateliês de produção não usam água e o lixo é limpo, com reciclagem sistemática dos resíduos. A sobra das espumas bio dos futons é picotada para compor o enchimento dos pufes. O algodão que sobra é reprocessado em mantas. Os retalhos de tecidos, quando não reciclados internamente, vão para ONGs.

Grupo Eliane: prudência antes e depois.

Os cuidados com o meio ambiente começam ainda antes de iniciar o processo de produção nas fábricas do Grupo Eliane: em busca do menor impacto ambiental possível causado pela mineração, responsável por 50% das matérias-primas utilizadas na fabricação de cerâmica, a marca investe em um constante aperfeiçoamento das técnicas de lavra e recuperação das áreas degradadas, a fim de destiná-las a novas atividades, como pastagem, agricultura, reflorestamento e habitação.

Todas as fábricas prezam a proteção dos recursos hídricos. Exemplo disso é a construção de um sistema para tratamento de efluentes em Criciúma, um projeto para fechamento do circuito de resíduos em Cocal do Sul, que garante o tratamento e reaproveitamento de 100% dos rejeitos e a Estação de Tratamento de Efluentes na Bahia. Além disso, em sua sede, a água da chuva é captada, tratada e utilizada pela empresa.

Os resíduos sólidos gerados pelas atividades da empresa são separados para posterior reaproveitamento, reciclagem ou destinação adequada.

Guararapes: produção de matérias-primas.

A Guararapes utiliza em seu processo produtivo pinus de reflorestamento. Os resíduos da madeira utilizada no processo de fabricação do compensado se tornam matéria-prima na produção do MDF, o que resulta em qualidade e sustentabilidade. A marca possui, também, certificação FSC – Forest Stewardship Council® (Conselho de Manejo Florestal).

Além disso, se responsabiliza pelo tratamento de toda a água utilizada em seus processos produtivos, que é devolvida ao meio ambiente em condições superiores à captação e em total conformidade com o exigido pelos órgãos de proteção ambiental.

Monica Cintra: esculpindo a natureza.

O trabalho de Monica começa no próprio campo, retirando de pastos e florestas madeiras em processo de envelhecimento e árvores tombadas encontradas em matas, no fundo de rios ou trazidas pelo mar. Além de incentivar e propagar a sustentabilidade, o processo de reaproveitamento da madeira aproxima a designer da população local, especialmente onde ainda as queimadas fazem parte da cultura.

Outra opção de resgate é o manejo sustentável, que são madeiras comercializadas com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) através do Documento de Origem Florestal (DOF), um sistema eletrônico de controle do governo federal. Depois de selecionadas, as madeiras, ainda na sua forma bruta e com resquícios da mata de onde foi recolhida, como micro-organismos e efeitos de queimadas, seguem para o local de tratamento. Lá, a madeira passa por uma limpeza cuidadosa e descupinização, que dura cerca de oito a nove meses, quando fica sob sol e chuva, sofrendo uma acidificação para os poros ficarem mais abertos.

Santa Luzia: materiais de construção reciclados e recicláveis.

O que para muitos é lixo e sem utilidade para Santa Luzia é matéria-prima. A marca em meados de 2002 desenvolveu um processo que culminou na substituição de cerca de 98% da madeira utilizada na fábrica. Por meio da reciclagem do EPS (Poliestireno Expandido), popularmente conhecido como Isopor®, a empresa revolucionou sua produção.

As características do EPS, um plástico muito leve, com um processo de fabricação que consome pouca energia e gera pouquíssimos resíduos sólidos e líquidos fazem desse material fundamental em segmentos da economia na área alimentícia, construção civil, médico-hospitalar, veterinária, eletroeletrônica, automotiva, agronegócios, entre outros.

O ciclo do bem se inicia com a coleta do material, que é enviado por cooperativas de reciclagem onde é feita a triagem. O EPS é compactado em uma máquina que retira todo ar do produto, que equivale a 98% do volume do produto. Isso, traz viabilidade econômica tanto na captação quanto no transporte.

A partir dessa compactação, que transforma o EPS em matéria-prima novamente, a empresa produz perfis, molduras, revestimentos de pisos e paredes, com foco em alto padrão de qualidade, durabilidade, e na minimização de impactos no meio ambiente. A Santa Luzia dá o destino correto para cerca de 10% dos Poliestireno e Poliuretano produzido no Brasil.

Tarkett: economia circular na construção civil.

A Tarkett, principal fabricante de pisos vinílicos no mundo, acredita que o desenvolvimento sustentável não é uma obrigação apenas, mas uma oportunidade que abre novas perspectivas. Por isso a empresa integrou o desenvolvimento sustentável em todas as suas ações e também na sua abordagem aos diferentes públicos, ambicionando ser o líder global em soluções inovadoras que gerem valor para os clientes de forma sustentável.

Única fábrica de pisos vinílicos no Brasil, a Tarkett tem capacidade de tratar mais de 90 toneladas/mês de sucatas e aparas recicladas para reutilização na produção de pisos vinílicos no país. A iniciativa impulsionou o uso de materiais reciclados de vários setores (blisters de medicamentos, aparas de SIM cards de celulares), evitando que 960 toneladas de resíduos por ano fossem para aterros.

UNLIMITED: tecnologia que une sustentabilidade e segurança.

A UNLIMITED Pool, braço da iGUi para projetos mais elaborados, tem um sistema completo automatizado, o que permite menos desperdício. Utiliza o sistema Eletronic System para controlar funcionalidade e equipamentos, como filtragem, iluminação, temperatura, portão da garagem e luzes do jardim – tudo na palma da mão. O sistema de filtragem, além de consumir menos água e eletricidade, sua construção emite 32 vezes menos CO2 do que de piscinas de concreto. Além disso, conta com sistema de sucção aberta, sendo o mais seguro do mercado.

Fonte: ENVOLVERDE

Pelo desenvolvimento sustentável.


Cristiane Lima Cortez e José Goldemberg

O extraordinário progresso material da humanidade ocorrido a partir do século 19, com a Revolução Industrial, impactou a manutenção da sustentabilidade do planeta Terra – ameaçada até hoje.

A população mundial de mais de 7 bilhões de habitantes movimenta cerca de 56 bilhões de toneladas de materiais por ano (sob a forma de alimentos, energia e recursos naturais), isto é, quase 8 toneladas por ano por habitante. É uma força geológica comparável às forças naturais responsáveis por erupções vulcânicas, terremotos e tempestades que movem anualmente aproximadamente 50 bilhões de toneladas de materiais.

O crescimento econômico até o começo do século 20 não era sensível aos impactos ambientais, causando degradação ambiental e áreas contaminadas (solo, ar, corpos d’água e oceanos) advindas de desmatamento e destinação inapropriada de resíduos e efluentes industriais. Também não considerou as consequências sociais, gerando pobreza e desigualdades. Tampouco ponderou os efeitos econômicos relacionados às fragilidades ambientais e sociais. Era um desenvolvimento econômico caótico.

Entretanto, no início do século 21, há uma conscientização de que as três esferas (econômica, social e ambiental) interagem fortemente e têm importantes áreas de superposição. Assim, originou-se o conceito de desenvolvimento sustentável: suprir as necessidades da atual geração sem comprometer a capacidade de atender às futuras gerações, de forma a não esgotar recursos naturais, água e energia e garantir suprimentos para nossos descendentes.

O desenvolvimento sustentável só pode ser alcançado pela ação de todos os setores da economia: indústria, construção civil, transporte, comércio, turismo, serviços e agricultura, com a participação fundamental do consumidor final.

Nesse contexto, há dez anos a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) criou seu Conselho de Sustentabilidade, com a missão de promover o desenvolvimento sustentável nos setores que congrega, de modo a estimular, na atuação empresarial, o equilíbrio dos três pilares da sustentabilidade.

Assim, o Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP promove o Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade. Em seis edições, foram quase 2 mil trabalhos inscritos de todos os Estados brasileiros. São cerca de 50 vencedores (e outros cem finalistas), que inspiram as nossas empresas do setor de comércio de bens, serviços e turismo no sentido do desenvolvimento sustentável. Assim, difundimos e valorizamos ações e projetos que visam à melhoria da qualidade de vida dentro e fora das instituições, refletindo por toda a sociedade.

Com a última edição da premiação, trabalhamos fortemente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda mundial proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU), para que vários desafios da humanidade possam ser solucionados até 2030 – pináculo dos entendimentos anteriores (Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e Agenda 21).

Assim, pretendemos promover a sensibilização das organizações e de seus colaboradores para que: atuem com responsabilidade socioambiental; priorizem compras de produtos e serviços que tenham baixo impacto ambiental; usem técnicas ecoeficientes para construção, reforma ou ampliação da infraestrutura; utilizem fontes de energias renováveis e menos poluentes; descartem corretamente resíduos sólidos e efluentes líquidos; e busquem parcerias entre governo, setor privado e cidadãos para a solução de problemas socioambientais.

Com respeito, diálogo, comprometimento, transparência e, sobretudo, com coerência entre o discurso e a prática, alcançamos ainda uma importante conquista com a celebração de um termo de compromisso para a implantação de um sistema de Logística Reversa de pilhas e baterias portáteis no Estado de São Paulo. Parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, a Companhia Ambiental (Cetesb), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a entidade gestora GREEN Eletron.

Este sistema coletava em média cerca de cem toneladas por ano. Com a entrada da FecomercioSP e a adesão de 68 sindicatos patronais filiados à Federação, em 2017, o sistema coletou 220 toneladas, um aumento de 120%. Além disso, passou a atender mais 44 municípios no Estado de São Paulo, totalizando 108.

Então, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, nós, do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, celebramos o desenvolvimento sustentável!

**Cristiane Lima Cortez é assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP. Bacharel e mestre em Engenharia Química. Doutora em Energia. Membro do Conselho de Orientação de Energia da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). Integrante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. Membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades), da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo. Professora dos cursos de Engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Foi coordenadora de projetos no Centro Nacional de Referência em Biomassa do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (Cenbio/IEE/USP).

José Goldemberg é presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP. Doutor em Física. Presidente da Fapesp. Professor emérito da USP. Doutor em Física. Foi presidente da SBPC e da Cesp, além de reitor da USP. Atuou como secretário das pastas de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente de São Paulo e do Meio Ambiente da Presidência da República. Também foi ministro da Educação e professor da Universidade de Paris (França) e Princeton (Estados Unidos).

Fonte: ENVOLVERDE

SP está sob risco de nova crise hídrica com baixa do sistema Cantareira.

Como a Envolverde vem alertando em seu noticiário, novamente São Paulo está sob risco de ter uma crise hídrica. Os primeiros sinais surgiram no verão pouco chuvoso e no outono praticamente seco que ainda está em vigor.

O nível de água do sistema Cantareira, principal manancial da região metropolitana de São Paulo, está em 45,8% sem considerar a reserva do chamado “volume morto”. Esse valor é um dos mais baixos que o registrado antes da crise de 2014 e 2015 e chama a atenção de especialistas. Registrar menos de 50% da capacidade antes da entrada oficial na temporada seca — entre junho e outubro –, está longe do cenário ideal. Em abril, o Cantareira recebeu um nível de chuva de 22,4 mm, quando a média para abril é de 86,6 mm, segundo medições da Sabesp.

Gostaria de sugerir entrevista com Marco Aurélio Teixeira, gerente da CAS Tecnologia e especialista em recursos hídricos, para analisar a situação e também levantar os principais problemas que uma nova crise hídrica pode trazer aos paulistanos. A ideia seria também discorrer sobre quais iniciativas o governo de São Paulo pode tomar e como cada cidadão pode contribuir para evitar o desperdício de água caso o volume de água do Cantareira continue a cair.

O especialista também esclarece que faz parte da cultura do brasileiro que mora em grandes metrópoles sempre utilizar mais água do que o necessário. “De acordo com a ONU, cada pessoa necessita de 110 litros de água para consumo e higiene, porém no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros para cada pessoa. O desperdício é muito grande e, se os brasileiros conseguissem reduzir em 10% o consumo de água, o país economizaria cerca de R$1,3 bilhão em recursos”, garante.

Marco Aurélio Teixeira é especialista em técnicas de medição de água há mais de dez anos. Implantou o projeto de medidores individualizados de água homologado pela Sabesp em São Paulo, que já foi instalado em mais de 40 mil pontos na cidade.

Teixeira também dá consultoria de como economizar água. Por exemplo, qual tipo de chuveiro é ideal para cada tipo de família, quais as novas tecnologias que podem ser implantadas, quais hábitos devem ser mudados, a instalação de caldeira de água em prédios com aquecimento a gás e como um medidor individual é importante para entender o gasto de água.

Fonte: ENVOLVERDE

sábado, 2 de junho de 2018

Poluição do ar em São Paulo diminuiu pela metade com greve dos caminhoneiros.
De acordo com o patologista Paulo Saldiva, greve permitiu experimento natural raro que possibilitará medir o custo real da poluição na capital paulista, que inclui internações, mortes e incapacitação (foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil).

A greve dos caminhoneiros no Brasil resultou em transtornos graves para a população e para os negócios. No entanto, a redução do tráfego, principalmente o de caminhões, constituiu ambiente raro para avaliar índices e efeitos da poluição do ar na capital paulista.

Os resultados são impressionantes: em sete dias de greve as emissões em São Paulo caíram pela metade em duas estações – Ibirapuera e Cerqueira Cesar – do Sistema de Informações de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

De acordo com a comparação dos dados diários sobre poluição atmosférica medidos pela Cetesb, os índices de poluição aumentaram quando houve a liberação do rodízio, seguidos de uma forte queda após a falta de combustível e a redução de carros e a frota de ônibus nas ruas.

Na tarde de segunda-feira (28/05), sétimo dia de greve dos caminhoneiros, a qualidade do ar na capital paulista era considerada boa em todas as estações de medição e para todos os poluentes analisados, algo difícil de ser registrado.

“Houve uma redução de 50% da poluição na capital paulista. Esse é um episódio raro e vamos estudar suas consequências na saúde pública. Quem sabe essas evidências quantitativas sirvam de argumento para a criação de políticas públicas”, disse Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), durante apresentação no evento “Diálogos Interdisciplinares sobre Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista”, realizado no auditório da FAPESP.

Saldiva comparou os dados relativos aos índices de monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (N2O) e partículas inaláveis na atmosfera. Os três índices, diretamente ligados à liberação da queima de combustíveis, são historicamente mais altos às segundas e sextas-feiras, quando há mais trânsito na cidade, e caem nos fins de semana.

“Na semana anterior ao episódio, a maior poluição foi na segunda e na sexta (14 e 18/05). Na primeira semana da greve, a poluição começou alta e piorou com a liberação do rodízio no dia 24 (quinta-feira). Quando a gasolina começa a rarear, há menos carros nas ruas e a frota de ônibus segue reduzida, os níveis de poluentes primários caem pela metade”, disse Saldiva.

Com os dados da redução da poluição, a equipe de pesquisadores do IEA vai agora fazer uma análise mais completa do fenômeno e cruzar os níveis de poluição e de congestionamento com os dados diários de mortalidade e internações no período. O objetivo é medir o custo real da poluição.

“A poluição tem um custo alto em saúde. Existe a chamada perda de capacidade produtiva de uma população economicamente ativa, ou seja, quanto dinheiro o Brasil perde por uma fração produtiva da sua população morrer antes da hora estipulada”, disse Saldiva.

É o chamado índice DALY (da sigla em inglês para Disability Adjustment Life Years). “Isso é uma moeda que pode ser precificada pelo PIB per capita regional e dá um custo astronômico. Todo mundo sabe o preço de mudar, mas ninguém sabe o preço de manter. Esse experimento vai permitir saber esse imposto oculto, provavelmente muito maior que o subsídio. É uma perda da saúde que todos pagamos e que não temos defesa individual: a poluição atmosférica”, disse.

Desde o dia 21, caminhoneiros de todo o Brasil fecharam mais de duas centenas de trechos de rodovias no país, protestando contra o aumento do diesel. Como consequência, aeroportos tiveram voos cancelados, supermercados não fizeram reposição de produtos, a frota de ônibus foi reduzida em todo o país e postos de gasolina pararam de funcionar por falta de combustível. As ruas da cidade de São Paulo desengarrafaram.

Na última terça-feira (29), perto das 18h, horário de pico, a cidade registava apenas 2 quilômetros de engarrafamento nos 868 quilômetros monitorados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Sem metrô

A equipe de pesquisadores teve a oportunidade de medir a poluição de São Paulo em outra experiência rara: a greve dos metroviários em maio de 2017. Naquela época, no entanto, a poluição atmosférica dobrou. “Quando o metrô entrou em greve, todo mundo saiu de carro. No dia, houve um excesso de 12 mortes. Então, o metrô funciona como um redutor da poluição”, disse Saldiva.

A estimativa, desta vez, é que, com a redução de carros e ônibus nas ruas, sejam evitadas pelo menos seis mortes por dia na capital paulista. “Só teremos essa resposta mais para frente, com os cálculos prontos”, disse.

Saldiva destaca que o episódio pode ter um papel educativo. “Talvez esse estudo convença as pessoas de que a volta ao diesel seja transitória. Talvez isso crie um capital político para que essas mudanças para reduzir a poluição – como melhoria do transporte coletivo, adoção de matriz energética mais limpa, adensamento urbano – sejam mais toleráveis pela população”, disse.


Cemaden e entidades de ensino discutem experiências em educação ambiental.

O Cemaden Educação, em parceria com diversas instituições, lançou a 3ª edição da Campanha da #AprenderParaPrevenir, com o objetivo de ampliar a mobilização e incentivar projetos e práticas em prevenção de riscos de desastres socioambientais.

Como processos cumulativos de experiências e aprendizagens da educação ambiental – crítica, participativa e emancipatória – podem contribuir com a educação em prevenção de riscos e desastres? Como a educação ambiental tem potencial político e transformador para a construção de escolas sustentáveis e resilientes, em tempos de mudanças climáticas? Estas foram algumas questões abordadas durante os debates realizados na mesa redonda “Contextos e práticas em Educação Ambiental” na semana passada, na Universidade de São Paulo (USP), com a participação da equipe do Cemaden Educação, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Organizada pela prof.ª Rosana Louro Ferreira Silva e pelo Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Formação de Educadores (IBUSP), a mesa redonda reuniu cerca de 50 pessoas – envolvendo profissionais da área e estudantes da graduação e pós-graduação – que discutiram as práticas de diversos educadores e pesquisadores presentes.

A pesquisadora e antropóloga Rachel Trajber, do Cemaden Educação, falou sobre os projetos desenvolvidos em parceria com escolas, Defesas Civis Municipais e universidades, além da participação ativa da comunidade escolar. Abordou, também, a rede de compartilhamento de estudos e pesquisas escolares, disponibilizada no site do Cemaden Educação, em expansão para todo o território nacional.

“O Cemaden Educação trabalha junto às comunidades escolares no desenvolvimento de atividades educativas, voltadas a criar uma cultura de percepção e de prevenção de riscos de desastres geo-hidrológicos. Essas atividades envolvem tanto conhecimentos das Ciências Naturais, ao mesmo tempo que integra a diversas disciplinas das Ciências Sociais e Humanas”, destaca a pesquisadora.

Com atividades disponíveis desde 2014, o site do Cemaden Educação (educação.cemaden.gov.br) propõe orientações e metodologias para as escolas se envolverem com a ciência cidadã, fazerem suas pesquisas e disponibilizarem os resultados em rede de compartilhamento de informações, conhecido como crowdsourcing. Além disso, oferece sugestões e dicas para a gestão participativa de intervenções na comunidade, por meio da Comissão de prevenção de desastres e proteção da vida – Com-VidAção.

Além da experiência do Cemaden Educação, três educadoras ambientais compartilharam abordagens educativas e aprendizados de suas instituições. Kátia Rancura da Fundação Parque Zoológico de São Paulo abordou o potencial educativo de espaços de educação não formal como os zoológicos e apresentou as principais características e atividades do Programa de Educação Ambiental do Zoológico de São Paulo. Elaine Colin, da Prefeitura de Santo André, relatou a experiência de envolvimento das escolas estaduais, municipais e comunidades residentes nas áreas de mananciais do município de Santo André (SP), com enfoque no Plano de Educação Ambiental para gestão e conservação dos recursos hídricos. No final, Paula Hirata, do Saneamento Ambiental (Semasa), apresentou as experiências de educação ambiental como instrumento de participação no município de Santo André.


Fonte: ENVOLVERDE

Riachos e rios podem se transformar em bombas de dióxido de carbono.

Riachos e rios podem bombear dióxido de carbono para o ar a taxas crescentes se continuarem aquecendo, potencialmente aumentando os efeitos do aquecimento global, mostrou uma nova análise mundial.

Para chegar a essa conclusão, uma equipe de pesquisa internacional conduziu o primeiro estudo em escala continental dos fluxos de carbono para dentro e para fora dos córregos em seis grandes zonas climáticas. Eles coletaram dados em bacias hidrográficas de Porto Rico, Oregon (EUA), Austrália e Alasca. Em cada um deles, os cientistas analisaram o equilíbrio entre a fotossíntese – que usa CO2 atmosférico para gerar material vegetal, como raízes e folhas – e a respiração, que bombeia CO2 de volta para o ar.

Os cientistas publicaram seus resultados esta semana na revista Nature Geoscience.

A questão é importante porque os rios e riachos do mundo trocam carbono com a atmosfera a taxas comparáveis com os ecossistemas terrestres e os oceanos. Se o aquecimento global continuar, um aumento nas emissões de carbono baseadas em fluxo poderia aumentar a concentração de CO2 na atmosfera.

“Este estudo é o primeiro a olhar para os efeitos da mudança climática sobre o ‘metabolismo’ do fluxo na escala continental usando observações de campo”, disse Alba Argerich, co-autor. “Essa abordagem leva em consideração a complexidade de um ecossistema, em oposição a experimentos controlados em que você recria versões simplificadas de um ecossistema.”

Argerich e outros cientistas monitoraram os fluxos de temperatura da água, oxigênio dissolvido e luz solar na superfície da água. Os pesquisadores também simularam o equilíbrio entre a produção primária líquida (o produto da fotossíntese por todos os organismos no córrego) e a respiração sob um aumento de 1 grau Celsius na temperatura da correnteza. O resultado líquido das simulações, eles relataram, foi uma mudança de 24 por cento em direção a mais respiração e emissões de CO2. No entanto, nem todos os fluxos respondem da mesma maneira.

A mudança em direção a mais emissões de CO2 parece ser mais pronunciada em fluxos mais quentes, descobriram os cientistas, enquanto correntes mais frias podem realmente ver um aumento na produção primária líquida. A ciclagem de carbono nos riachos também pode ser afetada por outros fatores, como plantas e micróbios no ecossistema do córrego e nutrientes que fluem para a água das terras vizinhas.

Argerich conduziu seu trabalho como pesquisadora no College of Forestry da Oregon State University. Ela é agora professora assistente na Escola de Recursos Naturais da Universidade do Missouri. Em trabalhos anteriores no HJ Andrews Forest, Argerich mostrou que pequenos riachos podem exportar quantidades surpreendentes de carbono tanto a jusante quanto para a atmosfera.

“Este documento confirma o papel dos fluxos como uma fonte ativa de CO2 para a atmosfera, que pode ser ainda mais importante à medida que as temperaturas globais aumentam”, disse ela.

Fonte: ENVOLVERDE

Saiba como surgiu o Dia Mundial do Meio Ambiente.

No dia 05 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi estabelecida pela ONU durante a Conferência de Estocolmo, em 1972, e tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, como inesgotáveis.

Fonte: ENVOLVEDE

Aquecimento global já passou do ponto de ‘não retorno’.

O trabalho publicado na revista científica “Nature”, que tem por autor principal Thorsten Mauritsen, do Instituto Max Planck, mostra que o ponto de não retorno do aquecimento global já passou e seus efeitos podem ser constatados por observações no sistema climático atual.

Estudo aponta para um aumento de 1,3 ºC na temperatura do planeta até 2100 mesmo se a humanidade ‘desligar tudo’.

Parece que pelo menos parte da elevação da temperatura do planeta já é irreversível — é o que informa artigo publicado na “Nature Climate Change”

Para os autores, mesmo que toda a humanidade desligue instantaneamente todas as fontes de emissão de gás do efeito estufa, a Terra ainda vai aquecer cerca de 1,3 ºC até a virada do século.

Ainda, se todas as emissões continuarem constantes pelos próximos 15 anos, assistiremos a um aumento de 1,5 ºC na temperatura global até 2100. A chance disso acontecer, segundo os autores, é de 13%.

A análise também mostrou que oceanos podem capturar o carbono e diminuir cerca de 0,2 ºC desse aquecimento – no entanto, alertam os cientistas, o aquecimento do Planeta já é uma realidade.

O Acordo de Paris, que entrou em vigor ano passado, tem por meta que o aumento de temperatura fique abaixo de 2 ºC, mas com esforços para mantê-lo em 1,5 ºC. Compromisso foi firmado por 125 países.

Fonte: ENVOLVERDE

Final do século 21 planeta estará 4 graus a mais em sua temperatura média.

Uma equipe de pesquisa colaborativa da China publicou uma nova análise que mostra que o clima da Terra aumentaria em 4%, comparado aos níveis pré-industriais, antes do final do século XXI.

Para entender a gravidade disso, considere o Acordo de Paris das Nações Unidas. É um esforço global para evitar um aumento de 2°C. Quase todos os países do planeta – os Estados Unidos são o único país a se retirar – concordaram em trabalhar para evitar os efeitos catastróficos de dois graus de aquecimento. Os pesquisadores publicaram sua análise projetando uma duplicação desse aumento em avanços em Ciências Atmosféricas em 18 de maio de 2018.

“Um grande número de eventos de calor recorde, inundações pesadas e secas extremas ocorreria se o aquecimento global cruzasse o nível de 4°C, em relação ao período pré-industrial”, disse Jiang Dabang, um pesquisador sênior do Instituto de Física Atmosférica de Academia Chinesa de Ciências “O aumento da temperatura causaria graves ameaças aos ecossistemas, sistemas humanos, sociedades e economias associadas”.

Na análise, Jiang e sua equipe usaram os parâmetros do cenário em que não houve mitigação das emissões crescentes de gases de efeito estufa. Eles compararam 39 experimentos do modelo climático coordenado da quinta fase do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados, que desenvolve e revisa modelos climáticos para garantir as simulações climáticas mais precisas possíveis.

Eles descobriram que a maioria dos modelos projetou um aumento de 4°C entre 2064 e 2095 no século 21, com 2084 aparecendo como o ano mediano. Este aumento se traduz em mais aquecimento anual e sazonal sobre a terra do que sobre o oceano, com aquecimento significativo no Ártico. A variabilidade de temperatura ao longo de um ano seria menor nos trópicos e maior nas regiões polares, enquanto a precipitação provavelmente aumentaria no Ártico e no Pacífico. Estes são os mesmos efeitos que ocorreriam sob 1,5°C ou 2°C , mas mais severos.

“Essas comparações entre os três níveis de aquecimento global implicam que o clima global e regional passará por mudanças maiores se níveis mais altos de aquecimento global forem ultrapassados no século 21”, escreveu Jiang. Os pesquisadores continuam investigando as mudanças associadas a 4°C do aquecimento global em climas extremos.

Fonte ENVOLVERDE

Começa a semana do Meio Ambiente no país.

A Semana Nacional do Meio Ambiente começa em 1 de junho e vai até 5 de junho, quando se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. Esta semana de conscientização foi criada, no Brasil, pelo Decreto nº 86.028, de 27 de maio de 1981, a Semana do Meio Ambiente. O objetivo era complementar a celebração ao Dia do Meio Ambiente instituído pela ONU.

Esta iniciativa visa incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural do Brasil.  O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 15 de dezembro de 1972, durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia.

Fonte: ENVOLVERDE

Brasileiro cria o ‘banheiro de bolso’ que é ecologicamente correto.

Quantas vezes você já se deparou com a sensação horrível e delicada de ficar “apertado” em um grande evento ao ar livre ou estádio e não encontrar um banheiro disponível a vista? Ou ter que enfrentar as imensas filas para usar os fétidos banheiros químicos?

Ao passar por esse tipo de situação constrangedora num desfile de Carnaval no Rio de Janeiro, o empresário catarinense Flávio Boabaid teve a ideia e iniciativa de trabalhar no desenvolvimento de uma solução, que ele denominou de banheiro de bolso N1, com características de praticidade, higiene, discrição e ecológico.

Em 2009, Flávio que tem formação em direito tributário e consultoria financeira e é surfista de coração, fundou a startup KFB Solutions para desenvolver o “Número 1”, que como o nome diz , é só para urina.

O primeiro protótipo do produto ficou pronto em 2012 e desde então tem evoluído e conquistado novos mercados e usos, tais como: forças armadas, em catástrofes naturais, por pessoas com dificuldade de locomoção, idosos, gestantes, no segmento hospitalar, grandes canteiros de obras, agronegócio e até mesmo na sua casa, como um verdadeiro banheiro de bolso.

Com o banheiro de bolso N1, homens e mulheres de todas as idades podem urinar em qualquer lugar que ofereça um mínimo de privacidade. O produto tem o formato de um envelope de 20 X 10 cm e abre como uma carteira. É composto internamente por uma manta de celulose reciclada, semelhante a uma fralda que proporciona a retenção e rápida absorção de até um litro de urina, livre de odores. É envolto externamente por uma embalagem de plástico biodegradável e compostável, podendo ser descartado no lixo convencional.

Segundo Boabaid, “o produto ajuda também a economizar até 20 litros de água e reduz o uso de produtos químicos uma vez que não precisa dar descarga nem lavar as mãos, no caso dos homens, tornando-se um grande fator de sustentabilidade no momento de crise hídrica pelo qual passamos”. “As mulheres podem urinar de pé, evitando assim doenças contagiosas”, destaca o executivo.

O empreendedor acaba de lançar o N2 (Fezes), um novo projeto que contou com o apoio e recursos da fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e procura investidores no mercado.

O N3 é uma manta absorvente para revestir o piso do box, eliminando respingos e odores da urina. O invento foi patenteado e está protegido de cópias pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), com sede em Genebra.

O N1 e N2 foram testados recentemente pelo Exército em Roraima, em face da crise dos Venezuelanos. Em seu relatório afirmou que após 15 dias de resíduos acumulados (ao sol de 40 graus) de 300 N1 e 100 N2, não apresentaram cheiro nenhum. Os produtos substituíram os banheiros químicos no Mundial de Surf da WSL em Saquarema (RJ) de 10 a 19 deste mês, com eficiência total.

Anteriormente o produto foi testado com sucesso num concerto dos Rolling Stones em Porto Alegre e na etapa Brasil do Ironman, maior circuito de Triathlon do mundo em Florianópolis anos atrás.

Fonte: ENVOLVERDE

Bayer tem programa para abelhas em ecossistemas antropizados.

A apicultura brasileira é caracterizada como uma atividade produtiva de alta competitividade internacional e o Brasil é o 9º país que mais exporta mel, segundo dados de 2016 da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL). Os serviços prestados pelas abelhas sustentam o equivalente a US$ 1 trilhão de vendas agrícolas, segundo artigo de Tony Juniper, docente do Business and Sustainability Programme da Universidade de Cambridge.

De acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Árvores (Ibá), com uma área de 7,84 milhões de hectares de reflorestamento, o setor brasileiro de árvores plantadas é responsável por mais de 90% de toda a madeira produzida para fins industriais e 6,2% do PIB Industrial no País e, também, é um dos segmentos com maior potencial de contribuição para a construção de uma economia verde.

“Tanto as florestas nativas quanto as plantadas desempenham papel fundamental para fomentar o equilíbrio ambiental e do ecossistema, como controle de erosão, qualidade do solo, regulação dos ciclos hidrológicos, conservação da biodiversidade, provisão de oxigênio e também a segurança alimentar”, explica Fabrício Sebok, coordenador de Desenvolvimento de Produtos Florestais da Bayer para América Latina.

Mudanças climáticas, crescimento populacional e o crescimento da demanda por energia, água e florestas são fatores relacionados diretamento ao desafio da segurança alimentar. De acordo com o Ibá, a Estratégia Global para a Segurança Alimentar, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), inclui o manejo florestal sustentável e os serviços florestais como recomendações para assegurar a produção agrícola.

Dia 20 de maio foi instituído como Dia Mundial das Abelhas, de acordo com a Organização das Nações Unidas, com o intuito de lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável e a função fundamental da abelha ser provedor de alimentos por meio da apicultura. O que muitos não sabem é a relevância que há na convivência saudável entre abelhas e florestas, como o eucalipto, por exemplo.

“Comprometida em contribuir com essa questão, a Bayer, por meio do programa global Bee Care, investe em pesquisa e desenvolvimento para ajudar agricultores a obter o mais alto nível de rendimentos em suas lavouras alinhado com as demandas de qualidade, segurança e sustentabilidade apícola”, explica Claudia Quaglierini, gerente de Políticas Agrícolas e Relacionamento com Stakeholders da Bayer.

A Bayer, por meio de suas soluções, permite que as florestas cresçam saudáveis e assim fomentem a população de polinizadores. Como exemplo prático desta sinergia, as colmeias de abelhas são colocadas em meio aos eucaliptos durante a floração e retiradas no momento da colheita da árvore ou de aplicação de produtos. Este cuidado, para os silvicultores, reforça maior produtividade da floresta; para os apicultores, garante a sustentabilidade das abelhas, havendo maior disponibilidade de recursos para as colmeias, o que potencializa a produção de mel e a polinização de outras culturas, principalmente agrícolas.

Fonte: ENVOLVERDE

USP faz evento sobre mudanças globais e extremos climáticos.

Energias renováveis, florestas e futuro das negociações internacionais: estes são os temas que guiarão as discussões da quinta Conferência Regional sobre Mudanças Globais, que ocorre nos dias 5 e 6 de junho no campus da USP na capital paulista.

Desde a última conferência, realizada em 2011, o cenário internacional reafirmou a relação entre geração de energia e clima. Os extremos climáticos mais severos em várias regiões do Brasil, principalmente na região amazônica, refletem a sensibilidade dos ecossistemas naturais, do agronegócio e da produção de energia renovável às variáveis climáticas, potencialmente acentuadas pela elevação do consumo de combustíveis fósseis. A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris aumenta as incertezas em relação aos enfrentamentos dos problemas causados pelo aquecimento global no futuro próximo.

Para a discussão, foram convidados especialistas e pesquisadores envolvidos nos temas. Entre eles, o reitor da USP, Vahan Agopyan; o pesquisador Carlos Nobre, um dos mais renomados meteorologistas do País; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o biólogo Marcos Silveira Buckeridge, presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo; entre outros representantes da USP, Ipam, Inpe e instituições internacionais.