quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Em 10 anos tecnologia poderá traduzir fala dos animais para humanos.
O Professor Con Slobodchikoff na Universidade do Norte do Arizona (EUA), está desenvolvendo uma tecnologia com as chamadas vocais de cães de pradaria, pequenos roedores da América do Norte, para serem traduzidas para uma compreensão humana. Ela poderá ser adaptada para trabalhar com praticamente qualquer animal, inclusive gatos e cachorros domésticos.

Con passou praticamente 30 anos estudando os sons únicos e complexos que os cães da pradaria usam para comunicar o perigo um para o outro sempre que um predador é avistado nas proximidades.

O dispositivo de tradução, uma vez aperfeiçoado, deve ser capaz de transformar esses sons na fala humana. De acordo com o pesquisador da Amazon, William Higham, os dispositivos de tradução de animais de estimação podem estar disponíveis para que o consumidor comprar dentro de dez anos.

Tecnologias como esta também tornarão o treinamento de animais de estimação e o diagnóstico de problemas médicos muito mais fáceis.

Con é um especialista em linguagem animal. Seu livro, Chasing Doctor Dolittle: aprender a língua de animais mostrou que vários animais têm linguagem e podem conversar. “O objetivo é ajudar as pessoas a ouvir animais e entender que os animais têm muito para nos dizer”, disse.


Fonte: ENVOLVERDE
Edifício ecológicos em Cingapura recriam clima de floresta.
Inspirado nos campos de arroz asiáticos, o escritório alemão Ingenhoven Architects criou um projeto fantástico para o edifício Marina One, localizado na região central de Cingapura. Chamado de “Coração Verde”, o espaço recria uma floresta tropical ao centro de quatro prédios. A ideia foi realizada em conjunto com o estúdio de Londres Gustafson Porter + Bowman.

Em seus mais de 400 mil metros quadrados, Marina One foi projetado para ser de uso misto com espaço para morar, trabalhar e de lazer. Aos contrários a “arranhas-céus”, a Ingenhoven Architects defende que hoje mais da metade da população vive em cidades e que esse número aumentará para 70% nas próximas três décadas. Para Marina One foi criado um espaço verde central compartilhado, que devido a interação entre a geometria dos prédios facilita a ventilação natural e gera um microclima agradável.

As duas torres de escritórios possuem uma área de 175 mil metros quadrados, já as duas torres residenciais têm capacidade de abrigar três mil moradores. Ao longo dos andares podem ser encontrados pequenos oásis verdes, sendo que o nível mais baixo do jardim possui caminhos que ligam as várias torres, além de rota direta no centro do espaço que atravessa uma lagoa refletora.

A ideia do projeto arquitetônico é enaltecer a diversidade da flora tropical. O espaço possui mais de 700 árvores, sendo 350 tipos diferentes de espécies arbóreas e de plantas em uma área ajardinada de 37 mil metros quadrados.

A forma das paredes circundantes também ajuda a melhorar a ventilação natural. Além disso, em todo o conjunto foi implantado sistemas de ventilação que poupam energia, é o caso dos dispositivos que reduzem a incidência solar no prédio. A fachada em tons terrosos, passarelas em madeira e pavimentação de pedra completam a atmosfera do local, que já foi certificado com o Green Mark Platinum e LEED Platinum.


Fonte: ENVOLVERDE
USP cria modelos em 3D para substituir uso de animais em laboratórios.
Modelos de pele humana impressos em 3D para substituir animais em testes de cosméticos são o tema do trabalho da pesquisadora Carolina Motter Catarino, que acaba de receber um prêmio internacional. A pesquisa de doutorado realizada no Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy (Estados Unidos), é uma das premiadas pelo The 2017 Lush Prize, destinado a descobertas sobre testes que eliminem o uso de animais. A base do trabalho premiado foi o desenvolvimento de um modelo de pele humana reconstruída in vitro para testar toxicidade, realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, com orientação da professora Silvya Stuchi.

Em alguns países onde o teste de cosméticos usando modelos animais ainda é permitido, são usados animais como coelhos e ratos, entretanto, muitos países baniram essa prática em favor do uso de métodos alternativos. “Por exemplo, em 2009 a União Europeia proibiu o uso de animais para testes de cosméticos e em 2013 proibiu a venda de produtos que tenham sido testados em animais”, relata Carolina. Quanto aos testes em animais no Brasil, um projeto de lei esta tramitando no Senado Federal para proibição efetiva do uso de animais para testes de produtos cosméticos e de higiene pessoal. “Uma série de métodos alternativos foram desenvolvidos nos últimos anos, como os modelos de pele humana reconstruída in vitro.

De acordo com a pesquisadora, os testes com animais apresentam inconveniências. “Primeiramente, os animais são fisiologicamente muito diferente dos seres humanos, como por exemplo, a composição e estrutura das camadas da pele e concentração de folículos capilares”, aponta. “Essas e outras diferenças podem gerar resultados que não são reproduzidos em humanos posteriormente ou até mesmo não antecipar possíveis efeitos adversos”.

MPF/RJ exige suspensão de dragagem que ameaça botos-cinza.
Medida busca impedir que poluição torne mais grave a mortandade de centenas de botos cinza na Baía de Sepetiba.

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis expediu Recomendação ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS) determinando a suspensão imediata da licença de dragagem de 1.837.421 m3 do fundo da Baía de Sepetiba, até a completa normalização do surto de morbilivirose causadora do óbito de quase duas centenas de botos-cinza nas Baías de Sepetiba e Ilha Grande. A dragagem foi autorizada pelo Inea no ano de 2017, e começou a ser realizada no último dia 12 de janeiro pela CPBS, que opera o terminal de minério da empresa Vale S.A.

Desde o final de novembro, um surto do vírus morbilivírus tem causado a morte de dezenas de animais nas duas baías. A doença compromete a imunidade dos botos e ainda estão sendo investigado se há outras patologias associadas. Até o dia 10 de janeiro, 170 animais foram recolhidos nas duas baías e, segundo Boletim Técnico emitido pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (MAQUA/UERJ) e o Laboratório de Patologia Comparada de Animais Selvagens da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (LAPCOM/FMVZ/USP), a tendência é que o número de animais mortos aumente nas próximas semanas.

A recomendação do MPF está baseada em documento elaborado pelo Laboratório de Bioacústica e Ecologia de Cetáceos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que aponta que as atividades de dragagem afetam negativamente os mamíferos marinhos. Segundo o documento, “em relação às baleias e golfinhos, têm sido reportados impactos negativos que envolvem principalmente o abandono temporário ou permanente do ambiente. Além disso, a dragagem pode levantar plumas de sedimentos que, se contaminados, podem tornar os metais pesados biodisponíveis aos golfinhos e as baleias”.

Como é sabido, por décadas a empresa metalúrgica Ingá, além de outras empresas instaladas no Distrito Industrial de Santa Cruz, se utilizaram da baía de Sepetiba como destino final de seus efluentes líquidos e sólidos ricos em metais pesados, principalmente cádmio, zinco e cromo. “Altas concentrações de contaminantes desse tipo estão ligadas à depressão do sistema imune, principalmente em relação ao mercúrio, cádmio, chumbo, selênio e zinco, como foi o caso reportado para os golfinhos-nariz-de-garrafa”, registra o documento da UFFRJ.

O documento ainda registra que o ruído produzido pela dragagem “tem o potencial de induzir estresse, que, por sua vez, pode reduzir a eficiência de forrageamento de mamíferos marinhos ou aumentar sua suscetibilidade a patógenos e aos efeitos das toxinas”.

Para os pesquisadores do Laboratório de Bioacústica e Ecologia de Cetáceos da UFFRJ, “uma vez que a única forma de recuperação populacional é o desenvolvimento de uma imunidade adquirida contra tal doença, é importante minimizar fatores estressores que podem levar os indivíduos a se tornarem mais suscetíveis aos impactos locais. Sendo assim, não é recomendável qualquer atividade de dragagem, visto que a mesma será impactante para uma população que está ameaçada por um patógeno, tornando-a mais vulnerável à instalação de doenças“;

Para os procuradores da República Sergio Gardenghi Suiama e Igor Miranda da Silva, que assinam a Recomendação, o risco concreto de extinção dos botos-cinza nas Baías de Sepetiba e Ilha Grande justifica plenamente a paralisação da dragagem. “É inaceitável que, diante de tão grave situação de saúde de espécie ameaçada da fauna brasileira, o órgão ambiental mantenha a atividade de dragagem em área contaminada, colocando ainda mais em risco a sobrevivência dos botos-cinza, símbolo da cidade do Rio de Janeiro”, afirmam os procuradores.

A Recomendação expedida pelo MPF determina que o Inea e a CPBS informem, no prazo de 72 horas, se cumprirão espontaneamente a determinação.

Confira aqui a íntegra da recomendação e dos documentos técnicos que embasaram o documento do MPF.


Saneamento continua fora das prioridade da política no Brasil.
Por Sucena Shkrada Resk, para o blog Cidadãos do Mundo – 
Falar sobre a situação do esgotamento sanitário no Brasil é um assunto “espinhoso”, imprescindível, mas que raramente faz parte da pauta de campanhas políticas nacionais, estaduais e municipais e de programas de gestão pública de boa parte de municípios deste Brasil de proporções continentais. A constatação se dá pelos fatos: estamos em 2018 e 45% da população brasileira ou 93,6 milhões de pessoas não têm acesso a tratamento de esgoto e o resultado desta falta de foco em infraestrutura no país é o despejo diário de 9,1 mil toneladas nos corpos d`água, de lagos a rios, que estão morrendo e revelando um dos aspectos mais complexos que envolve o tema da crise hídrica. Os 106 municípios com mais de 250 mil habitantes são responsáveis por 48% desta descarga.

Quem retrata este cenário desolador? A própria Agência Nacional de Águas (ANA) e o Ministério das Cidades, no Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas, estudo divulgado no segundo semestre do ano passado, que faz análise comparativa entre dados populacionais de 2013 e 2035 para realizar a construção de cenários futuros e alternativas para remediar problemas que se estendem por décadas a fio, em um Brasil com 168,4 milhões de habitantes que deverá chegar a 204,8 mi habitantes. O mapeamento foi dividido em 12 regiões hidrográficas (Amazônica, Tocantins-Araguaia, Atlântico Nordeste Ocidental, Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, São Francisco, Atlântico Leste, Sudeste, Sul, Uruguai, Paraná e Paraguai). O quadro é ainda mais perverso, pois o levantamento se restringiu às áreas urbanas. Isso quer dizer, não diagnostica a parte rural.

Quando vimos principalmente trechos do rio Tietê, na região metropolitana de São Paulo ou o Iguaçu, no Paraná e o Ipojuca, em Pernambuco, a sensação é das piores. Rios que se transformaram em esgotos, que carregam múltiplas externalidades.
No Brasil, menos da metade da população tem acesso a redes de esgoto. Foto: EBC

Um dado que representa a ponta mais desfavorecida da desigualdade na justiça socioambiental, neste levantamento, é o registro de que 27% dos brasileiros sequer são beneficiados pela coleta de esgoto e 18% têm seu esgoto coletado e não tratado. Já 12% da população utiliza fossa séptica. A Resolução Conama 430, do ano de 2011, que determina o tratamento de no mínimo, 60% da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) antes do lançamento, praticamente é ignorada. A lei do saneamento básico (Lei Federal nº 11.445/2007) entra no hall das legislações que são desrespeitadas. Discutir modelo de desenvolvimento neste contexto faz sentido, tendo em vista, que 45% da carga orgânica gerada em todo país provém do Sudeste.

A tabela das condições de operação e eficiência das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em funcionamento no Brasil também são um termômetro interessante do que já existe e ainda é subutilizado. A proporção varia de 30% a 90%, com diferentes modalidades tecnológicas aplicadas. Foram registradas 2.768 ETES em 1.592 municípios.

Os percentuais de falta de coleta e tratamento por estado, segundo o estudo, descrevem esta realidade e é possível ver o distanciamento real de acesso aos serviços entre o Norte e Sudeste do país. Amapá, Rondônia, Pará, Alagoas, Maranhão são os que exigem maior cobertura. Entretanto, a complexidade por volume se dá nos estados mais desenvolvidos.

– Acre  – 22 municípios – 562.843 habitantes – (51,65% não coletados/não tratados) e (1,98% coletados e não tratados);
– Alagoas – 102 municípios –  2.437.832 habitantes – (61,97% não coletados/não tratados) e (9,19% coletados e não tratados);
– Amazonas – 62 municípios – 3.014.220 habitantes – (57,73% não coletados/não tratados) e (3,66% coletados e não tratados);
– Amapá – 16 municípios – 658.840 habitantes – (75,84% não coletados/não tratados e 0,61% coletados e não tratados);
– Bahia – 417 municípios – 10.880.101 habitantes – (31,21% não coletados/não tratados) e (12,3% coletados e não tratados);
– Ceará – 184 municípios – 6.603.150 habitantes – (25,77% não coletados/não tratados) e (3,98% coletados e não tratados);
– Distrito Federal – 2.694.296 habitantes – (8,57% não coletados e não tratados);
– Espírito Santo – 78 municípios – 3.209.162 habitantes – (34,94% não coletados e não tratados) e (19,52% coletados e não tratados);
– Goiás – 246 municípios e 5.817.885 habitantes – (36,55% não coletados e não tratados) e (2,53% coletados e não tratados)
– Maranhão – 217 municípios – 4.290.065 habitantes – (60,86% não coletados e não tratados) e (13% coletados e não tratados);
– Minas Gerais – 853 municípios – 17.592.969 habitantes – (11,56% não coletados e não tratados) e 42,25% coletados e não tratados);
– Mato Grosso do Sul – 79 municípios – 2.215.953 habitantes – (41,76% não coletados e não tratados) e (0,8% coletados e não tratados);
– Mato Grosso – 141 municípios – 2.604.062 habitantes – (54,5% não coletados e não tratados) e (2,11% coletados e não tratados);
– Pará – 144 municípios – 5.459.309 habitantes – (65,66% não coletados e não tratados) e (4,98% coletados e não tratados);
– Paraíba – 223 municípios – 2.958.129 habitantes – (34,27% não coletados e não tratados) e (16,2% coletados e não tratados);
– Pernambuco – 185 municípios – 7.385.329 habitantes – (44,12% não coletados e não tratados) e (17,6% coletados e não tratados);
– Piauí – 224 municípios – 2.096.856 habitantes – (59,16% não coletados e não tratados) e (2,34% coletados e não tratados);
– Paraná – 399 municípios – 9.402.234 habitantes – (23,54% não coletados e não tratados) e (1,11% coletados e não tratados);
– Rio de Janeiro – 92 municípios – 15.826.680 habitantes (18,37% não coletados e não tratados) e (30,55% coletados e não tratados);
– Rio Grande do Norte – 167 municípios – 2.630.467 habitantes – (47,28% não coletados e não tratados) – (6.07% coletados e não tratados);
 Rondônia – 52 municípios – 1.277.299 habitantes – (71,55% não coletados e não tratados) e (5,15% coletados e não tratados);
– Roraima – 15 municípios – 374.084 habitantes – (47,97% não coletados e não tratados) e (3,82% coletados e não tratados);
– Rio Grande do Sul – 497 municípios – 9.512.434 habitantes – (21,56% não coletados e não tratados) e (28,17% coletados e não tratados);
– Santa Catarina – 295 municípios – 5.594.950 habitantes – (19.78% não coletados e não tratados) e (8,69% coletados e não tratados);
– Sergipe – 75 municípios – 1.619.457 habitantes – (56,21% não coletados e não tratados) e (10.73% coletados e não tratados);
– São Paulo – 645 municípios – 41.892.786 habitantes – (9,15% não coletados e não tratados) e (22,62% coletados e não tratados);
 Tocantins – 139 municípios – 1.169.213 habitantes – (54,06% não coletados e não tratados) e (1,31% coletados e não tratados)

Esgotamento sanitário é investimento

A ausência de tratamento que atinge mais de 4,4 mil municípios dos 5.570 destaca a necessidade emergente de investimento, que requer que os gestores e legisladores elenquem a pauta como prioridade, o que não ocorre historicamente. Somente 31 dos 100 municípios mais populosos brasileiros conseguem tratar mais de 60%. E por incrível que pareça, o único município que supera este percentual no país, é Brasília. E a poluição dos recursos hídricos é o resultado destas discrepâncias. Hoje, de acordo com as classificações de qualidade hídrica, 84 mil km de rios são praticamente mortos e é descartada a captação para abastecimento público nos mesmos.

Uma das condições mais preocupantes está em trechos dos rios na região do litoral fluminense. De acordo com o Atlas, o problema é identificado em 30,7% da extensão dos corpos d’água, que concentram 19 das 21 cidades que compõem a Região Metropolitana da capital do Estado, onde vivem cerca de 12 milhões de pessoas. Pela densidade demográfica, a área do rio Tietê se destaca na descarga da poluição hídrica, com 29 milhões de habitantes. As regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e o litoral paulista são os que mais sofrem pressão.

De acordo com o Atlas, o valor de investimento necessário no país seria da ordem de R$ 135 bi até o ano de 2.035 e os estudos apresentam alternativas de ações a serem executadas, no contexto do aumento populacional no período. O problema é que não são só as cifras suficientes para suprir esse déficit, mas o gargalo é mais fundo: gestão eficiente para a realização e manutenção de um serviço de qualidade, como também a capacidade de diluição dos esgotos nos rios. Deste total, a avaliação é que 55% devem ser investidos nas regiões hidrográficas do Paraná e do Atlântico Nordeste Oriental.

Munir-se desse tipo de informação e ser proativo no encaminhamento de soluções eficazes e de longo prazo lícitas, revela a qualidade de gestores e legisladores. Quem  ignora esta agenda demonstra que não é capaz e nem digno de representar a população brasileira.


Fonte: ENVOLVERDE

domingo, 14 de janeiro de 2018

Relatórios do IPCC mostram que extremos estão ligados ao novo clima do planeta.
Relatórios do IPCC mostram que os estudos publicados desde o Acordo de Paris  ligam cada vez mais as mudanças climáticas aos eventos climáticos extremos em todo o mundo. Desde a conclusão da cúpula do clima da ONU em Paris, em dezembro de 2015, cientistas publicaram pelo menos 59 artigos sobre a atribuição de eventos climáticos específicos às mudanças climáticas.

Destes, 41 concluem que as alterações bruscas do clima aumentaram os riscos de um determinado tipo de evento extremo, revela a análise da Unidade de Inteligência Energética e Climática (ECIU). 

Alguns detectam um aumento na frequência, outros aumentam a intensidade ou a duração, ou vinculam um impacto particular às mudanças climáticas, ou uma combinação desses efeitos.

Os eventos meteorológicos estudados abrangem episódios de calor extremo, seca, inundações e ondas de incêndios, e dizem respeito a todos os continentes, exceto a Antártida. Eles abrangem 32 eventos individuais recentes para os quais os riscos aumentaram devido a mudanças climáticas, com outros focando na tendência em longo prazo de riscos crescentes.
Uma pequena proporção dos eventos climáticos extremos individuais analisados ​​nestes estudos têm um custo quantificado em termos de vidas perdidas ou danos econômicos. A partir destes, o relatório deduziu que, neste pequeno conjunto de eventos, as mudanças climáticas causaram cerca de 4.000 mortes e cerca de US$ 8 bilhões em danos econômicos. Mas o relatório adverte que esses números não podem ser tratados como o “custo das mudanças climáticas”.


Fonte: ENVOLVERDE
Desertos oceânicos se ampliam e surgem as zonas mortas.
Um dos problemas ambientais mais discutidos atualmente é a quantidade de plástico que existe nos oceanos. A maioria das pessoas já sabe que as milhões de toneladas de resíduos que terminam ali todos os anos geram danos irreparáveis para a vida marinha.

Mas há outro problema, menos conhecido, com consequências graves para os ecossistemas aquáticos: a presença de zonas mortas.

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista Science, o tamanho das áreas sem oxigênio nas águas abertas do oceano quadruplicou desde meados do século 20. E as zonas com muito pouco oxigênio perto das costas se multiplicaram por 10.

Isso, dizem os autores do primeiro estudo que analisa com profundidade a falta de oxigênio nos oceanos, pode causar a extinção em massa de espécies no longo prazo, colocando em risco a vida de milhões de pessoas que dependem do mar como fonte de alimentação e trabalho.

“Os maiores eventos de extinção na história da Terra foram associados a climas quentes e a deficiência de oxigênio nos oceanos”, disse Denise Breitburg, cientista do Centro de Investigação Ambiental Smithsonian, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.

“Na atual trajetória, é para isso que estamos seguindo. Mas as consequências para os seres humanos de continuar por esse caminho são tão extremas que é difícil imaginar que chegaremos tão longe indo nessa direção.”

Vida asfixiada

As zonas mortas são grandes extensões de água que contêm pouco ou nenhum oxigênio.

Elas são chamadas de “mortas” porque há poucos organismos que conseguem sobreviver ali – a maioria dos animais que acabam nessas manchas se sufocam e morrem.

Enquanto as zonas de baixo oxigênio ocorrem naturalmente no oceano (geralmente a oeste dos continentes, devido ao efeito da rotação da Terra nas correntes oceânicas), o problema é a proporção em que se expandiram desde 1950.

Os baixos níveis de oxigênio fazem com que os animais cresçam menos, além de ter mais problemas reprodutivos e doenças.

Mas como ocorre a expansão das zonas mortas?

As mudanças climáticas, produto da atividade humana, são o principal responsável, especialmente nas águas abertas.

Como as águas quentes têm menos oxigênio, à medida que a água da superfície se aquece o oxigênio tem mais dificuldade em atingir as profundezas do oceano.

Outro efeito é que, quando a água é mais quente, os animais precisam respirar mais rápido – isso faz com que usem mais oxigênio em menos tempo.

Nas águas costeiras, o principal problema são as substâncias que são utilizadas na agricultura e chegam no oceano.

Elementos como o fósforo, presente em fertilizantes e adubos para plantas, são levados para os rios. Ao chegar no mar, provocam o crescimento excessivo de algas que, quando morrem e se decompõem, absorvem enormes quantidades de oxigênio.

Soluções

Como se os efeitos acima mencionados ainda não fossem suficientes, a falta de oxigênio também pode fazer o oceano liberar substâncias químicas perigosas, como o óxido de nitrogênio, um gás com efeito de estufa 300 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono.

Mas os especialistas avaliam tratar-se de um problema que tem uma solução.

“Parar a mudança climática exige um esforço global, mas mesmo as ações locais podem ajudar a diminuir o oxigênio produzido pelo excesso de nutrientes”, disse Breitburg.

Além de implantar medidas para reduzir o aquecimento global, os cientistas recomendam medidas como criar áreas marinhas protegidas, áreas que os animais usam para escapar de baixos níveis de oxigênio nas quais a pesca seria proibida.


Fonte: ENVOLVERDE
Os oceanos vão sofrer uma extinção em massa, mostra estudo.
“Agora mesmo estamos decidindo, quase sem querer, quais caminhos evolutivos permanecerão abertos e quais serão fechados para sempre. Nenhuma outra criatura jamais havia feito isso, e será, infelizmente, nosso legado mais duradouro”. Elizabeth Kolbert definiu assim o papel que estão desempenhando os seres humanos em A Sexta Extinção, o livro que ganhou o Prêmio Pulitzer em 2015. O título é bastante expressivo: nos quase 4 bilhões de anos de história da vida na Terra, ocorreram cinco megaextinções, momentos em que muitos dos seres vivos foram arrastados de repente para a desaparição por vários cataclismos. E agora, segundo todos os dados recolhidos pela ciência, a civilização humana está causando uma nova extinção em massa: somos como o meteorito que dizimou os dinossauros do planeta.

E as criaturas dos oceanos não vão conseguir se livrar. Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e, como dizia Kolbert, escolhendo os seres aquáticos que ao desaparecerem deixarão de evoluir no futuro. A este ritmo, os grandes animais que vão povoar os mares dentro de milhões de anos não serão descendentes de nossas baleias, tubarões e atuns porque estamos matando todos eles para sempre. E do mesmo modo que o desaparecimento dos dinossauros deixou um vazio que demorou eras para ser preenchida pelos mamíferos, não sabemos o que vai ser da vida nos oceanos depois de serem arrasados.

“A eliminação seletiva dos maiores animais nos oceanos modernos, algo sem precedentes na história da vida animal, pode alterar os ecossistemas durante milhões de anos”, conclui um estudo apresentado pela revista Science. Liderado por pesquisadores de Stanford, o trabalho mostra como esta sexta extinção está acontecendo com os seres aquáticos de maior tamanho. Um padrão “sem precedentes” no registro das grandes extinções e que com muita segurança acontece por causa da pesca: hoje em dia, quanto maior o animal marinho, maior a probabilidade de se tornar extinto.

Como explicou para Materia o principal autor do estudo, Jonathan Payne, o nível de perturbação ecológica causada por uma grande extinção depende da percentagem de espécies extintas e da seleção de grupos de espécies que são eliminados. “No caso dos oceanos modernos, a ameaça preferente pelos de maior tamanho poderia resultar em um evento de extinção com um grande impacto ecológico porque os grandes animais tendem a desempenhar um papel importante no ciclo de nutrientes e nas interações da rede alimentar”, disse Payne, referindo-se a que os danos afetariam em cascata todos os ecossistemas marinhos.

Os cenários pessimistas preveem a extinção de 24% a 40% dos gêneros de vertebrados e moluscos marinhos; o cálculo mais trágico é comparável à extinção em massa do fim do Cretáceo, quando os dinossauros desapareceram, como explicado na revista Science.

O trabalho deste investigador da Universidade de Stanford e seu grupo foi analisar o padrão de desaparecimento de 2.500 espécies nos últimos milhões de anos. Até agora, o tamanho dos animais marinhos não tinha sido um fator determinante nos cataclismos anteriores, mas nos nossos dias existe uma notável correlação. Para os pesquisadores, é evidente que isso acontece por causa da forma de consumir ecossistemas própria dos seres humanos. Foi o que aconteceu com a extinção dos mamutes e agora acontece com a pesca: cada vez que entramos em um ecossistema primeiro acabamos com os pedaços maiores e à medida que os recursos ficam mais escassos vamos esgotando o resto dos recursos menores.

Os pesquisadores alertam que a eliminação desses animais no topo da cadeia alimentar poderia perturbar o resto da ecologia dos oceanos de forma significativa por, potencialmente, os próximos milhões de anos. “Sem uma mudança dramática na direção atual da gestão dos mares, nossa análise sugere que os oceanos vão sofrer uma extinção em massa de intensidade suficiente e seletividade ecológica para ser incluída entre as grandes extinções”, diz o estudo.

Este paleobiólogo defende que a visão positiva de sua descoberta é que as espécies ameaçadas ainda podem ser salvas da extinção com políticas de gestão eficientes e, a longo prazo, abordando os impactos do aquecimento global e da acidificação dos oceanos. “Podemos evitar esse caminho; com uma gestão adequada, seria possível salvar muitas dessas espécies da extinção”, afirma Payne.


Fonte: ENVOLVERDE
Nhandereko, o Turismo de Base Comunitária do Fórum de Comunidades Tradicionais.
por Comunicação Popular do FCT – 

A Rede de Turismo de Base Comunitária avança e se consolida cada vez mais no território como uma ferramenta de luta dos povos e comunidades tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba.

Poder contar sua verdadeira história e realidade, criar redes, fortalecer, gerar renda, empoderar e promover cada vez mais um novo olhar para o turismo de uma das regiões mais bonitas do Brasil. 

Mostrar que além das paisagens exuberantes, há comunidades tradicionais, saberes ancestrais, povo lutando em busca de garantir seus direitos ao território, cultura, educação e, sobretudo, pelo direito de continuar seus modos de vidas em cada local. É nesse contexto que nasce, a Nhandereko, nome da rede de Turismo de Base Comunitária do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba.

A Rede de comunidades envolvidas com o TBC é antiga, as primeiras iniciativas são de 2003. A partir de 2016 por meio da realização das “Partilhas em Turismo de Base Comunitária”, diversas ações foram colocadas em andamento nas comunidades articuladas pelo Fórum de Comunidades Tradicionais – FCT, que passaram a se encontrar e partilhar suas vivências dentro do turismo. 

Inicialmente com apoio da Fiocruz através do Observatório dos Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), 17 comunidades dos três municípios passaram a se articular com mais frequência.

“O TBC é uma possibilidade de resistência no território, faz com que a comunidade possa se olhar”, pontua Maria Guadalupe da comunidade caiçara de Trindade (RJ). A iniciativa, reúne diversas comunidades, empreendimentos coletivos, individuais e familiares  e consolida de maneira intensa no território um turismo protagonizado pelos comunitários da região como uma ferramenta de luta em defesa de seus direitos.

Em 2017, a ideia de criar uma central de comercialização de produtos e serviços em turismo de base comunitária da Rede, como estratégia para ampliar sua capacidade comercial e de comunicação, conquistou um prêmio do DESAFIO BIG. O apoio permitiu continuar o processo de discussão e aprofundamento dos conceitos, estabelecer acordos e princípios para o funcionamento da Rede, bem como construir uma proposta coletiva de modelo de negócios para Central. Também faz parte dos objetivos do projeto: criar um site contendo portfólio online, dos produtos e serviços oferecidos por três comunidades (Trindade, São Gonçalo e Campinho) e realizar roteiros teste em parceria com agências de turismo.

A partir dos resultados do processo, foi possível também, mobilizar o apoio da Prefeitura Municipal de Paraty e da APA Cairuçu para as oficinas de formação.

Três oficinas foram propostas pelo projeto – em cada uma das comunidades citadas acima – e dentre essas atividades, as de Trindade e São Gonçalo já foram realizadas. Confira na sequência, registros desses momentos de intercâmbio, fortalecimento e de construir os princípios que irão nortear a rede Nhandereko.

Luta e formação na construção coletiva dos princípios e conceitos do TBC 

“O TBC pra gente hoje é auto-reconhecimento da cultura, das nossas tradições, coisas que estavam perdidas ao longo do tempo e o turismo de base comunitária vem resgatar isso dentro da comunidade”, destaca Vaguinho liderança da comunidade caiçara de São Gonçalo em Paraty (RJ). As oficinas para criação e consolidação da Rede Nhandereko  tem como proposta criar empatia entre as lideranças e propiciar espaços para a partilha de conhecimentos, nos quais os princípios e conceitos são alinhados.

Segundo ele, o TBC promove sobretudo o fortalecimento da luta dentro do território e a geração de renda. “Mas mais do que tudo representa a preservação da nossa tradicionalidade que ao longo dos anos vem sendo consumida pelo turismo de massa no município de Paraty e nas comunidades tradicionais”, completa. As oficinas promovem o encontro de cerca de 25 comunitários de 12 comunidades envolvidas no processo e permite a construção coletiva de diretrizes, sonhos e planejamentos para a rede de TBC.

Na Oficina em São Gonçalo além de vivenciar e levantar elementos para a roteirização do produto turístico, o grupo discutiu o modelo de negócios mais adequado à central de comercialização, considerando aspectos de governança local, como a democracia interna, a comunicação e a participação. As atividades do projeto buscam, sobretudo, fortalecer o protagonismo das associações locais  como, por exemplo, da Associação de Moradores de São Gonçalo.

Turismo de Base Comunitária é nosso jeito de ser

“A identidade é o sentido de se reconhecer, é a nossa identificação como indígena. Esse é o modo de fazer as coisas, esse é o modo de ser indígena. Nas comunidades tradicionais todos tem sua cultura e seu modo de ser, é a identidade cultural de todos”, pontua Júlio da aldeia Sapukai de Angra dos Reis. Nhandereko é uma palavra Guarani e seu significado explica com precisão o que queremos compartilhar com os visitantes: “ o nosso modo de ser”.

O roteiro e os saberes de Trindade 

Na comunidade caiçara de Trindade durante os dias 3 e 4 de outubro aconteceu a primeira oficina com objetivo de impulsionar a criação de princípios, conceitos e diretrizes da rede. Os comunitários do FCT experimentaram durante os dois dias de evento o roteiro de turismo de base comunitária disponibilizado pelos trindadeiros que receberam caiçaras, indígenas e quilombolas de diversas comunidades dos três municípios.
A oficina teve início na Sede da Associação dos Moradores de Trindade (AMOT) e logo em seguida, os participantes seguiram até o Rancho da Associação de Barqueiros de Trindade (ABAT), na Praia do Meio. De lá  tomaram o barco para visitar e conhecer o cerco flutuante, podendo aprender mais sobre a lida dos pescadores locais que mantêm a tradição da pesca artesanal.

A visita foi finalizada com um passeio pela piscina natural da Praia do Caixadaço seguida de um almoço com a culinária tradicional local. Na parte da tarde, o roteiro foi concluído com uma roda de conversa com os trindadeiros Dário, Robson e senhor Vitor, considerado o último mestre canoeiro da comunidade. O mestre e os mais jovens iniciaram uma roda de conversa, trazendo contos e causos da comunidade. Relatos do período em que o local era habitado pelos povos indígenas, a história do nome desse lugar, a luta dos trindadeiros para manter seu território e muitos outros momentos históricos e marcantes de Trindade foram compartilhados com os presentes.

“Eu notei a semelhança com o nosso Quilombo, pois foram algumas famílias que não abandonaram o local, a força da resistência”, comenta Marilda, liderança do Quilombo Santa Rita do Bracuí, de Angra dos Reis sobre a permanência e luta dos trindadeiros na comunidade. “A organização comunitária, a união, a visita ao cerco, o feitio do remo, a vivência toda”. 


Fonte: ENVOLVERDE
Carros elétricos podem ter baterias que carregam em um minuto e de longa duração.
Os carros elétricos, com emissão zero de gases de efeito estufa e poluentes, que ainda buscam se tornar uma realidade, já podem ter sua primeira grande transformação. O pesquisador Henrik Fisker, que deixou a carreira na Aston Martin para começar sua própria empresa, a Fisker Automotive, sediada na California (EUA), quer usar baterias de estado sólido para conseguir cargas mais rápidas e com maior duração em seus veículos elétricos.

Enquanto essa tecnologia ainda está em fase de pesquisa, a nova fonte de energia pode substituir as baterias de íon de lítio. Com isso os veículos elétricos conseguirão uma carga total em apenas um minuto.

As baterias de estado sólido diferem das de ions de lítio, poderiam suportar mais do dobro da carga de baterias usadas em carros elétricos atuais.

Os carros também provavelmente seriam mais baratos do que os veículos Tesla devido a um aspecto particular. “Nós usamos como solvente e para construir a bateria um produto muito mais barato que o litio e que você pode obter facilmente, que é a água”, disse Fisker.


Fonte: ENVOLVERDE
Sistema integra operações e gera 45% de redução em energia iluminação pública.
Com o nome comercial de City Landscape Manager, a solução da Indra permite que as prefeituras tenham uma operação centralizada e integrada de vários serviços públicos. As possibilidades de redução de custos operacionais foi mapeada pela empresa europeia e já tem uma aplicação real na cidade espanhola de Logroño.

Segundo a companhia, os números apontam, entre outras otimizações, para uma redução de mais de 45% nos custos de energia para sistemas de iluminação e em 11% para a coleta seletiva de resíduos. Um outro recurso da plataforma é o uso de aplicativos móveis que dão informações sobre vagas de estacionamento e status de tráfego, reduzindo engarrafamentos.

No caso do gasto energético para acionar os sistemas de iluminação, a tecnologia foca em políticas de eficiência energética. A economia aconteceria pela mudança de luminárias LED e com a regulação por sistemas de comunicação entre máquinas (M2M). São recursos que permitem aumentar ou reduzir a intensidade da iluminação em função da detecção da presença de pessoas ou veículos. Ela também pode atuar no controle remoto dos edifícios com o consumo setorizado por pisos e salas, permitindo comparar os consumos para estabelecer políticas sobre temperatura em seu conjunto.

A coleta seletiva de resíduos pode ser melhorada com a utilização de sensores que controlam o nível de preenchimentos de contêineres. A otimização envolve a frequência e o tempo de coleta, reduzindo as horas de trabalho desnecessárias e contribuindo para a melhora do meio ambiente graças à redução do número de caminhões em circulação.

A solução da Indra também permite reduzir em mais de 35% o consumo de água para irrigação graças ao cruzamento de dados com o serviço de meio ambiente e meteorologia (por exemplo, o grau de umidade da terra e a previsão de chuvas), que fará com que se regue somente quando não tenha chovido e que se adapte a quantidade de água às necessidades de cada parque ou jardim.


Fonte: ENVOLVERDE
Papa Francisco abre o Sínodo Amazônico em Puerto Maldonado, no Peru.
Com a viagem ao Chile e Peru (de segunda-feira 15 a domingo 21 de janeiro), e em especial com o encontro dos povos da Amazônia na cidade peruana de Puerto Maldonado, o Papa Francisco dá início ao Sínodo amazônico que foi convocado em Roma para 2019. No Chile, informou Greg Burke, o pontífice latino-americano também se reunirá com duas vítimas da ditadura de Augusto Pinochet, enquanto “não está agendado” um encontro com as vítimas dos padres pedófilos chilenos, explicou o diretor da Sala de imprensa do Vaticano acrescentando, no entanto, que “o tema é importante”, e “as reuniões mais interessantes são aquelas privadas”. Voando sobre a Argentina, o Papa irá enviar um telegrama “interessante” ao presidente do seu país natal Mauricio Macri.

“É o início do Sínodo, podemos dizer” Burke afirmou durante um briefing sobre a 22ª viagem internacional de Francisco, a sexta na América Latina, “em sua encíclica Laudato si’ o Papa pede o respeito pela criação, mas também para as pessoas e para os povos”. Em especial, no primeiro dia no Peru, sexta-feira, 19 de janeiro, o papa antes de se encontrarem com as autoridades durante a tarde em Lima, se deslocará na parte da manhã de avião para Puerto Maldonado, no sul do país, “no coração da Amazônia”.

O Papa Francisco “será recebido por uma família indígena”, depois terá um primeiro encontro no Coliseu Regional Madre de Dios, onde os povos amazônicos darão as boas-vindas ao Papa com danças, canções e testemunhos de sua situação e Franciscolhes entregará cópias da Laudato si’ traduzidas “nas línguas locais”, disse Burke. O Papa, então, mais uma vez encontrará a população no instituto Jorge Basare e por fim visitará o Hogar “El Principito”, “obra da Igreja para ajudar crianças vítimas de violência e exploração do trabalho nas minas”. Na conclusão da visita e antes de voltar para Lima, o Papa almoçará com nove representantes dos povos amazônicos no Centro Pastoral Apaktone, nome indígena do missionário dominicano José Alvarez Fernandez.

Na comitiva do Papa vai estar o Cardeal brasileiro Claudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), e o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário do Sínodo, que permanecerá em Puerto Maldonado por alguns dias para se dedicar aos preparativos gerais da assembleia extraordinária que o Papa convocou para 2019.


Fonte: ENVOLVERDE
Governo anuncia corte de 33% no orçamento das instituições de pesquisa, estudos sobre desmatamento podem parar.
A informação chegou nesta sexta-feira (12) como uma bomba de devastar qualquer planejamento nos institutos de pesquisa e órgãos ambientais. O governo federal informou que cortará 33% do orçamento das entidades, incluindo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), INPA (Instituto de Pesquisas da Amazônia) entre outros. Os investimentos em ciência no Brasil estão sendo dizimados, a reclamação dos diretores das principais entidades científicas do país é geral e instituições como o INPE podem suspender estudos ambientais em curso e previsto.

As pesquisas ambientais no país enfrentam violenta oposição da bancada ruralista no Congresso Nacional e também de governadores e deputados estaduais dos estados onde há denúncias de destruição de florestas, como a amazônica e Mata Atlântica, além do Cerrado. Em praticamente todas essa regiões a pecuária e a monocultura são as grandes responsáveis pelos danos ambientais.
O caso do INPE é gravíssimo. A própria direção reconhece o quadro assombroso. O instituto é o principal parceiro do IPCC no país e sua pesquisadora de carreira, Thelma Krug, é a vice presidente do painel intergovernamental das Nações Unidas.

A situação do principal centro de pesquisa ambiental do país, o INPE, sediado em São José dos Campos é a preocupação de grupos de cientistas, que acreditam estar ocorrendo um sucateamento da instituição, reconhecida por avaliar o desmatamento da Amazônia e desenvolver tecnologias e construir satélites. O instituto perdeu 70% da receita em 7 anos. Agora beira ao desespero.

A situação é de penúria, o aspecto até dos próprios prédios do instituto mostram a decadência. A direção do INPE está paralisando projetos, deixando de fazer manutenção nos laboratórios, acumulando atrasos na produção de satélites e pagamento de fornecedores, além de enfrentar uma grande evasão dos pesquisadores de reconhecimento internacional, que estão se aposentando ou indo para a iniciativa privada.

Na tentativa de estancar essa sangria e alertar a sociedade sobre a gravidade da situação, está se constituindo um grupo de ex-pesquisadores e cientistas do INPE, além de simpatizantes do instituto, para defende-lo e cobrar tanto o governo federal  como deputados e senadores.

A organização está partindo de cientistas que foram fundamentais na construção dos primeiros satélites brasileiros e na difusão do uso das imagens de sensoriamento remoto no país. Para o grupo a bancada ruralista e ministros ligados ao agronegócio estão por trás deste desmonte.
O orçamento do INPE encolheu quase 70% nos últimos sete anos e a tendência é despencar ainda mais com os cortes na área da ciência. A peça orçamentária de R$ 326 milhões, em 2010, despencou drasticamente para R$ 108 milhões, em 2017. O número de funcionários teve uma queda igualmente vertiginosa, 25%  dos pesquisadores deixaram a entidade na última década.

Os golpes não param por aí.  A parceria do Satélite Sino Brasileiro de Sensoriamento Remoto ( Cbers) não deve ser renovada. Os chineses reclamam dos atrasos e da falta de compromisso dos brasileiros com as missões. Sem dinheiro, o INPE como responsável pelo programa, acaba tendo sua imagem arruinada no exterior e diminui sua possibilidade de integrar grandes projetos internacionais com a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) e com a Agência Espacial Europeia (ESA).

Para o grupo de defensores do INPE, no entanto, a vitória dos ruralistas com o farto apoio do governo é visível. Com todos esses problemas, o  Brasil terá terríveis dificuldades para monitorar o desmatamento da Amazônia. Júlio Ottoboni.


Fonte: ENVOLVERDE

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

ODS15 – Governo prorroga prazo para inscrição no Cadastro Ambiental Rural.
Foi prorrogado o prazo para que proprietários rurais se inscrevam no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A base eletrônica de dados foi criada a partir do novo Código Florestal e contém informações das propriedades e posses rurais, além dos limites das posses com áreas de vegetação nativa e reservadas para preservação. O novo prazo final para inscrição é 31 de maio de 2018. O decreto foi assinado na sexta-feira (29) pelo presidente Michel Temer. O prazo anterior era 31 de dezembro deste ano. A inscrição no cadastro eletrônico é obrigatória para todos os imóveis rurais do país. A regularização ambiental das propriedades pode garantir acesso a benefícios e compensações para imóveis que possuem excedentes de vegetação nativa ou cotas de reserva ambiental.


Fonte: ENVOLVERDE