quinta-feira, 22 de março de 2018


Relatório da ONU sobre Recursos Hídricos será apresentado nesta quarta-feira.

Autoridades do Sistema ONU no Brasil apresentam os resultados do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2018 em português, nesta quarta-feira (22), em Brasília, no Dia Mundial da Água.

A apresentação começa às 11h, no evento “Planeta ODS”, no Planetário de Brasília, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

No relatório, produzido anualmente por ONU-Água e a UNESCO, são apresentados dados sobre a qualidade da água no planeta, demanda e escassez de recursos hídricos. O documento também traz informações sobre o aumento do consumo de água no planeta e apresenta soluções para gerenciar os riscos relacionadas à água. Neste ano, o tema é do estudo é “Soluções Baseadas na Natureza para a Gestão da Água”.

Estão confirmadas as presenças do coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil e representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no país, Niky Fabiancic; da representante a.i. da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto; da representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú; do representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Alan Bojanic; do diretor de país do PNUD, Didier Trebucq, e do assessor regional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Teófilo Monteiro.

Os principais dados do relatório e as suas mensagens-chave serão apresentados pela brasileira Angela Ortigara, oficial do Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos, liderado pela UNESCO, e que coordena o relatório junto às outras 31 agências das Nações Unidas e 39 parceiros internacionais que compõem o ONU-Água.

Fonte: ONUBr

Empresas estão longe de terem ações e a consciência dos riscos climáticos.

Embora uma maioria significativa de empresas informe amplo controle de assuntos relacionados ao clima, apenas 1 em cada 10 atualmente oferece incentivos para que os membros do conselho gerenciem riscos e oportunidades relacionados ao clima. A responsabilidade pela ação climática ainda não está vinculada às remunerações dos conselhos de administração ou das equipes de administração;

Empresas na França, no Reino Unido e na Alemanha estão liderando a divulgação de informações em três das quatro áreas temáticas destacadas pela Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) – Governança, Gestão de Riscos, Métricas e Metas;

As empresas da China, os setores de saúde e finanças estão atrasados nas quatro áreas de divulgação identificadas pela TCFD, embora a China continue a ser um mercado de divulgação a ser observado em 2018 à medida que novas políticas de reporte obrigatório entrarem em vigor;

Novos regulamentos estão melhorando a divulgação corporativas sobre clima e ampliando a diferença entre líderes e retardatários;

As organizações que seguem a TCFD são encorajadas a realizar uma análise de como elas funcionarão em diferentes cenários, incluindo um mundo de 2 ° C ou inferior.

Um novo relatório divulgado hoje pelo CDP e CDSB mostra que há uma lacuna entre a forma como as empresas identificam riscos e oportunidades relacionados ao clima e como eles estão se preparando para enfrentá-los.

A pesquisa em 1.681 empresas em 14 países e 11 setores que divulgam seus dados para o CDP analisa as quatro áreas de divulgação identificadas pela Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) – governança, estratégia, gerenciamento de riscos e métricas e metas – e destaca se as empresas em setores e países específicos estão preparadas para divulgar informações sob esses temas.

A grande maioria das empresas reconhece que as mudanças climáticas representam riscos financeiros para seus negócios, com 83% das empresas reconhecendo os riscos físicos e 88% identificando mudanças políticas / novos regulamentos como os principais riscos de transição para uma economia de baixo carbono.

Mas quando se trata de tornar a conscientização em ação, ainda há uma desconexão em muitos setores e países. Por exemplo, mais de 8 em cada 10 empresas supervisionam as mudanças climáticas no nível do conselho, mas apenas 1 em 10 oferece incentivos para a gestão de questões de mudança climática.

Jane Stevensen, Diretor de Engajamento da Força Tarefa no CDP, disse: “Em geral, vemos que existe um nível de preparação de superfície das empresas em todo o mundo para supervisionar o risco e a oportunidade do clima no nível do conselho. Os principais impulsionadores são a ação dos investidores, a reputação da empresa e a reação do consumidor ao risco climático. O que não estamos vendo é o aumento da governança que se traduza em mitigação da mudança climática.

2018 é o ano em que as empresas precisam intensificar a ação climática à medida que nos aproximamos do ponto de inflexão. Fundamental para isso é conduzir o engajamento no nível do conselho com o risco climático para o restante da organização “.

China

• Menor percentual de empresas que divulgam emissões de GEE em todo o Escopo 1, 2 e 3;

• A menor proporção (24%) identificando reputação e / ou alteração do comportamento do consumidor como fatores de risco;

• Progresso esperado na adoção do preço do carbono (28% prevê usá-lo até 2019);

França

• Segunda maior proporção de empresas que oferecem incentivos ao conselho para a gestão de questões relacionadas com mudança do clima (25%);

• Maior proporção de empresas que oferecem produtos ou serviços de baixo carbono que permitem emissões evitadas (78%);

• 67% das empresas identificam a reputação e / ou a mudança do comportamento do consumidor como um risco;

• 74% das empresas relatam uma diminuição das emissões resultantes de atividades de redução de emissões;

Alemanha

• Maior proporção de empresas que oferecem incentivos ao conselho para gerenciamento de questões de mudança climática (29%);

• Apenas 88% das empresas divulgam emissões de Escopo 1;

• Somente 35% das empresas usarão preços de carbono em 2019;


Norte da América (EUA + Canadá);

• Os EUA têm menor proporção usando (15%) e preparando-se para usar (9%) preços de carbono;

• EUA têm menor proporção com supervisão do conselho (66%);

• Canadá tem a menor proporção proporcionando incentivos ao conselho para o gerenciamento das questões de mudança climática (2%);

• O Canadá tem a segunda menor proporção de produtos ou serviços de baixa emissão de carbono que permitem emissões evitadas (54%);

Reino Unido

• Maior proporção de empresas com supervisão do conselho a temas relacionados com mudanças climáticas (96%);

• Maior proporção de empresas que divulgam as emissões de Escopo 1 e 2 (> 97%);

• Apenas 17% das empresas financeiras divulgaram as emissões do Escopo 3 de seus investimentos;

• Somente 35% das empresas usarão preços de carbono em 2019.

Fonte: ENVOLVERDE

Países estão atrasados na gestão sustentável da água e saneamento.

Os países estão atrasados nos investimentos em infraestrutura necessários para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6 até 2030, que prevê assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos.

A opinião é de Csaba Korosi, diretor de sustentabilidade ambiental do gabinete do presidente da Hungria, que faz parte de um painel de 11 chefes de Estado e um assessor especial convocado pelo secretário-geral da ONU e pelo Banco Mundial para discutir soluções para a gestão da água.

Segundo Korosi, o mundo precisa duplicar os investimentos em infraestrutura de água nos próximos cinco anos para atingir o ODS 6, em um montante anual de ao menos 600 bilhões de dólares.

“Investimentos em infraestrutura da água estão bem atrás do que deveriam estar para atingir a segurança hídrica até 2030”, declarou ele nesta terça-feira (20), durante painel no Fórum Mundial da Água, que ocorre até sexta-feira (23), em Brasília (DF).

“Comparado a outros setores de infraestrutura, a água ficou bem atrás nos últimos 30 a 40 anos.

Acumulamos muitas dívidas em termos de infraestrutura para o desenvolvimento, não apenas nos países emergentes, em todos os países. Não há um país do mundo onde houve investimento apropriado e suficiente”, afirmou.

“Temos que garantir que o setor de água se torne atraente e eficiente o suficiente para receber os investimentos, a inovação, a tecnologia e para servir a população.”

Na semana passada, o painel divulgou um relatório no qual pede uma “mudança fundamental” na forma como o mundo administra a água. De acordo com o documento, 40% das pessoas em todo o mundo estão sendo afetadas pela escassez de água. Se o problema não for solucionado, cerca de 700 milhões de pessoas poderão ser forçadas a se deslocar em busca de água até 2030.

O painel de chefes de Estado fez mais de 60 recomendações para orientar as políticas públicas dos países. O documento defendeu a priorização das soluções de infraestrutura hídrica baseadas na natureza. “Essas solução são mais eficientes e melhores para o meio ambiente e o orçamento”, declarou o representante da Hungria.

Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) após sua apresentação, Korosi disse que a comunidade internacional precisa unir esforços para a construção de um “mapa do caminho, um plano de ação” para a água, e que o relatório do painel é apenas o primeiro passo nesse sentido.

“Não há panaceia, não há uma só solução para uma crise global. Ainda estamos na posição de fazer dar certo. Mas a janela de oportunidade está se fechando.”

Ele não exclui a possibilidade de se criar um pacto global sobre a água, semelhante ao que a comunidade internacional adotou para as mudanças climáticas. No entanto, vê tal acordo como uma meta de longo prazo. “Seria muito bom, mas não tenho certeza de que seja algo a ser alcançado em dois ou três anos. Talvez, mais urgente seria garantir que existam estratégias nacionais para colocar a água no caminho certo”, declarou.

Na abertura do Fórum Mundial da Água, na segunda-feira (19), o presidente da Hungria, János Áder, afirmou que a “água é questão de vida ou morte” e que a escassez desse recurso não é mais um problema do futuro, mas do presente. Segundo ele, muitos dos demais objetivos globais dependem da universalização do acesso à água e ao saneamento.

“Precisamos utilizar menos água per capta, menos água na agricultura. Enquanto isso, a mudança climática ainda nos trará muitas surpresas. O drama hídrico se desdobra à nossa frente”, declarou no discurso, lembrando que enquanto algumas regiões sofrem com as secas, outras enfrentam enchentes e muitas a poluição dos recursos hídricos.

Organizado a cada três anos, o Fórum Mundial da Água é o principal encontro global em que a comunidade de profissionais do setor hídrico e os formuladores de políticas trabalham para estabelecer os planos de ação de longo prazo sobre os desafios relacionados à água. Com mais de 150 países representados, o fórum visa aumentar a conscientização e reforçar o compromisso político com relação ao uso e à gestão da água.

Além do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, este ano acontece a abertura da Década Internacional de Ação “Água para o Desenvolvimento Sustentável” (22 de março de 2018 a 22 de março de 2028). A Década visa fortalecer a cooperação e a mobilização internacionais, a fim de contribuir para a realização dos ODS.

Fonte: ONUBr

segunda-feira, 19 de março de 2018


Tempestade em Belo Horizonte transforma bairros em rios.

Uma forte tempestade em Belo Horizonte (MG) inundou bairros arrastando carros, invadindo comércios e residências com uma violência impressionante. O número de árvores caídas é imenso. O Bairro Prado foi dos mais atingidos, dezenas de carros que estavam estacionados nas ruas foram arrastados pelas águas. o temporal começou por volta das 16h30.

Muitos carros foram atingidos por árvores e galhos que cairam, a Defesa Civil foi acionada para prestar socorro em diversos pontos da cidade. Nâo há confirmação de vítimas fatais.

Parte da capital mineira está sem energia elétrica e os estragos são muitos e ainda não foram contabilizados.

Fonte: ENVOLVERDE

Indígenas entram na discussão no Fórum Mundial da Água.

Os Direitos e Acesso à Água por Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Minorias Étnicas: histórias e aprendizados a partir de conquistas e insucessos é um dos debates que reunirá representantes de mais de 150 países no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza a partir deste final de semana até o dia 23, em Brasília.

O professor de antropologia Henyo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), será um dos coordenadores da sessão que, segundo ele, terá como principais protagonistas os representantes dos povos e comunidades que irão relatar experiências na luta pela água.

“Nossa expectativa é que possamos aprender com eles, a partir dos relatos de nativos de diversos rincões do planeta, como Nova Zelândia, Estados Unidos, Índia e também do Brasil”, disse Barreto. 

Segundo ele, o Brasil tem um “patrimônio de disponibilidade de água para todos”. As terras indígenas e das comunidades tradicionais, na condição de terras ainda florestadas, seja na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga e outros biomas, prestam importantíssimos serviços ecossistêmicos, seja na manutenção do ciclo hidrológico ou na proteção de nascentes, impedindo o avanço desenfreado do desmatamento.

Barreto tem participação na formulação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas do governo brasileiro e disse que o Cerrado, em especial, é um bioma especialmente crítico para a manutenção dos aquíferos e para a disponibilidade de água para todo o país. Ele defende a proteção de espaços territoriais do bioma para estancar o avanço desenfreado do agronegócio e das monoculturas de exportação.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o antropólogo comentou ainda o impacto das atividades de garimpo, pecuária e monocultura, citadas como fatores de degradação ambiental de rios e cursos d’água, especialmente nas áreas indígenas. Ele explica que, quando os sintomas de contaminação aparecem, a situação geralmente já está crítica.

Barreto diz que muitos povos que vivem em regiões de nascentes e cursos d’água têm com esses habitats uma relação “como se fosse com pessoas, como nós. Têm relações integrais e não somente materiais. Para eles, não são recursos naturais; são entes do mundo da vida. E, nessa relação com os nativos e a natureza, eles podem até adoecer e morrer”.

Na opinião do professor, as áreas de mineração, aquelas onde se instalam obras de infraestrutura, como hidrelétricas e onde há o agronegócio, são sempre as mais afetadas. “Vejam o que aconteceu com os povos do Rio Xingu com a construção de Belo Monte, com o povo Krenak com a tragédia do Rio Doce e agora a situação em Barcarena. A principal ação de política pública a ser adotada para minimizar os efeitos dessa degradação é fortalecer a regulação ambiental,” disse.

Segundo Barreto, capacitação e qualificação para monitorar a qualidade da água são sempre bem-vindas. Ele diz que muitos povos e comunidades indígenas têm reivindicado uma articulação intercientífica entre os seus regimes de conhecimento e os nossos, na identificação de problemas e de violações de direitos à água. Porém, diz que monitorar, identificar crimes contra o meio ambiente e não dispor de uma estrutura que permita a responsabilização dos criminosos é o mesmo que nada.


Reversa biológica de Itaipu ‘batiza’ dois filhotes de harpia nascidos em cativeiro.

Dois filhotes da segunda geração de harpias (Harpia Harpyja) nascidas em cativeiro no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), de Itaipu Binacional, foram batizadas nesta sexta-feira (16), em Foz do Iguaçu (PR). As aves ganharam os nomes de Ta´aromby e Kauane.

O batismo foi uma homenagem de Itaipu a duas instituições que colaboraram com a empresa no início do programa de reprodução: o Refúgio de Animais Silvestres GüiráOga, de Puerto Iguazú, Argentina, e a Fundação Jardim Zoológico, de Brasília (DF).

A cerimônia ocorreu no recinto das aves do RBV. A primeira ave batizada foi o filhote mais novo, neto do macho fundador do programa de reprodução. Ta’aromby, que significa esperança, em guarani, teve como padrinho Jorge Afonso, diretor do Refúgio de Animais Silvestres GüiráOga, de Puerto Iguazú.

Afonso foi quem acompanhou o avô de Ta´aromby desde a chegada da ave ao RBV, em 2000. “Estou muito emocionado por ver que nossa dedicação deu certo. Lembro-me do dia em que trouxemos a primeira harpia para o refúgio. Poderíamos ter cuidado dele, mas houve todo um trabalho para transformá-lo em reprodutor. Hoje batizo o neto, com 24 dias de vida”, disse Afonso.

Kauane (gavião em guarani), com 315 dias de vida, foi batizada por Gerson Norberto, diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, que em 2002 enviou a avó do filhote, fêmea fundadora do projeto. Após o batismo, Kauane fez um voo pelo recinto, simbolizando o próximo passo do programa: devolver as aves à natureza.

“O papel do zoológico é mais que alimentar. É cuidar para que a espécie seja mantida. Este foi um trabalho de cooperação. Para nós não adiantava ter uma fêmea; e, para Itaipu, tampouco ter um macho. Juntos, hoje, temos uma família de harpias”, reforçou Norberto.

Reconhecimento

Para o superintendente de Gestão Ambiental de Itaipu, Ariel Scheffer da Silva, o batismo é uma forma de agradecer aos parceiros. Hoje, o programa de Itaipu é referência mundial, com 32 nascimentos. “Com a ajuda dessas duas instituições conseguimos reproduzir as aves, que são símbolos do Paraná, mas que estão ameaçadas de extinção”, disse.

“Estamos orgulhosos do nosso trabalho, pois a primeira harpia foi encontrada pela polícia. Poderia ter morrido, mas conseguimos resgatá-la e torná-la um reprodutor. Hoje temos os avós, filhos e netos e, quem sabe, em breve, os bisnetos”, afirmou o médico veterinário Wanderlei Moraes, de Itaipu.

Outros zoológicos também tentaram fazer a reprodução, sem sucesso. Há registros filhos e netos que nasceram em cativeiro apenas nos Estados Unidos e no Panamá.

Fonte: ENVOLVERDE

França participa do Fórum Mundial da Água como sede mundial do conselho.

País sede do Conselho Mundial da Água, a França participará, de 18 a 23 março, do 8° Fórum Mundial da Água (FMA), em Brasília. Organizado a cada três anos pelo país anfitrião e pelo conselho baseado em Marselha, o fórum é o mais importante evento internacional consagrado à água e ao saneamento.

A delegação oficial francesa, dirigida pelo embaixador delegado para o meio ambiente, Xavier Sticker, irá pleitear para que a água continue no cerne da agenda para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e para que a declaração ministerial seja ainda mais ambiciosa que a dos fóruns anteriores, abordando especialmente as soluções baseadas na natureza, no clima, na cooperação transfonteiriça e nas relações entre água, paz e segurança.

O grupo defenderá a importância de um engajamento político forte para a água, no âmbito do próximo Fórum político de alto nível, que acontecerá em Nova Iorque, de 9 a 18 de julho de 2018. 

Voltado para o acompanhamento da implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODD) até 2030, este fórum irá se dedicar especialmente ao objetivo 6 sobre a temática da água e do saneamento.

A França defenderá o estabelecimento de áreas de ação específicas destinadas a facilitar o cumprimento deste objetivo, tais como o acompanhamento operacional dos progressos na direção das metas fixadas, a gestão negociada dos recursos em águas compartilhadas por diversos países como ferramenta para a prevenção de conflitos, as soluções fundamentadas na natureza.

A Parceria Francesa para a Águas (PFE), que coordenará a presença dos diversos atores franceses na área de águas (empresas, ONG, academia, pesquisa, setor público), no FMA, representará uma forte mobilização francesa em torno das questões do desenvolvimento sustentável e da água.

Fonte: ENVOLVERDE

Ministério lança portal sobre educação climática.

Nesta sexta-feira (16/3), Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança portal inovador que divulga conteúdos sobre o tema: o EducaClima, acessado pelo endereço educaclima.mma.gov.br

No portal, uma plataforma de gestão do conhecimento, o MMA reúne, em um único site, os principais conteúdos sobre mudança do clima do país: o que é a mudança do clima e o que você pode fazer; compromissos do governo; legislação; ações de educação; publicações; gráficos; sites; filmes e vídeos; aplicativos para celular; cursos; negociação internacional; notícias e muito mais. Por meio do EducaClima, o cidadão poderá entender melhor o que é feito no país e o que pode ser feito daqui em diante sobre o tema.

O desenvolvimento do portal atende às diretrizes da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) em relação à promoção da disseminação de informações, educação, capacitação e conscientização pública do tema. Essas orientações também estão presentes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) e no Acordo de Paris, ambos ratificados pelo Brasil, e no texto da Agenda 2030 / Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), assinado pelo país na 70ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O EducaClima divulga conteúdos de órgãos governamentais e de instituições da sociedade civil. O lançamento ocorre após um ano e meio de desenvolvimento: em outubro de 2016 grupos de juventude da sociedade civil, o Engajamundo e o Clímax Brasil, solicitaram ao governo brasileiro a criação de um relatório que contivesse a listagem das ações de educação realizadas para a temática da mudança do clima. Trabalhando na ideia, o MMA decidiu criar não um relatório, e sim um site, com o intuito de facilitar o acesso e garantir atualização permanente.

Fonte: MMA

quinta-feira, 15 de março de 2018


Alta Desigualdade Apresenta Risco para Gerações Futuras da América Latina.

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo (IDI) 2018 do World Economic Forum, a recuperação econômica da América Latina pode esconder alguns desafios econômicos importantes para gerações futuras. O Índice é uma fonte de informações para líderes regionais, apresentando uma visão mais precisa do crescimento econômico e da saúde de cada economia, destacando as desigualdades, as dívidas e os ônus ambientais que serão deixadas como legado para as gerações futuras.

A avaliação de 2018 foi realizada depois de duas décadas de atividade econômica robusta. Durante esse período, maior acesso à educação e transferências governamentais ajudou a reduzir a desigualdade de renda na América Latina. Essas mudanças ajudaram a diminuir as diferenças salariais entre mão de obra especializada e não especializada, no entanto, a América Latina ainda é uma das regiões de maior desigualdade do mundo.

“As abordagens econômicas precisam enfatizar o bem-estar e a inclusão social das gerações futuras prioridades fundamentais para as economias latino-americanas, e muitos países ficam atrás de seus vizinhos de acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo. À medida que os países saem da recessão, eles deveriam aproveitar a janela de oportunidades para acelerar as reformas para esse fim “, disse Margareta Drzeniek-Hanouz, Chefe do Futuro do Progresso Econômico, Membro do Comitê Executivo do World Economic Forum.

Os resultados do índice apresentam uma nova visão dos desafios econômicos regionais. Embora o ano de 2017 terminou com tom positivo, o fim da recessão no Brasil e na Argentina, a expansão moderada de atividade econômica e eficiência durante os últimos cinco anos e o crescimento de 1,7% previsto para 2018 não serão suficientes para aliviar seus desafios de sustentabilidade ou aumentar o padrão de vida mediano da região.

O World Economic Forum acredita que o crescimento econômico duradouro depende da construção de sociedades inclusivas. Com eleições previstas no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México ainda esse ano, os governos devem priorizar estratégias proativas para reduzir ainda mais as desigualdades e garantir o bem-estar de gerações futuras.

Principais resultados

De acordo com o índice, as economias mais inclusivas da América Latina são as do Panamá, Uruguai, Chile, Costa Rica e Peru. O Panamá avançou muito na redução da intensidade de carbono de seu PIB, que caiu 39,7% em cinco anos. O país também apresenta o segundo maior nível de produtividade na região, atrás do Chile.

A poupança líquida ajustada, uma forma de medir a taxa real de poupança dentro da economia depois de contabilizar os investimentos em capital humano, a redução de recursos humanos e os prejuízos causados pela poluição, caiu na metade das economias regionais incluídas no índice, com a Bolívia, o Brasil e o El Salvador registrando o pior desempenho.

Além disso, a dívida pública como porcentagem do PIB, uma ilustração aproximada do nível de endividamento da geração atual comparado com as capacidades de gerações futuras, aumentou em todos os países durante os últimos cinco anos, especialmente no Brasil (+16%) e México (+14,9%).

A desigualdade de renda caiu em 14 dos 16 países da América Latina pesquisados para o ranking desse ano, no entanto, a região inclui 11 dos 25 países em desenvolvimento com a maior desigualdade de renda. De acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo 2018 do World Economic Forum, os níveis crescentes da dívida pública e as significantes desigualdades de riqueza e renda estão prejudicando a América Latina, apesar da perspectiva de maior crescimento econômico na região.

As gerações mais jovens e futuras são as mais vulneráveis, com a sustentabilidade e equidade intergeracional caindo nos últimos cinco anos em 11 das 16 economias regionais pesquisadas. As economias do Panamá, Chile e Uruguai são as mais inclusivas da região. Entre as maiores economias da região, a Argentina, o México e o Brasil estão na 23a, 24a e 37a colocação do ranking, respectivamente.

Fonte: ENVOLVERDE

Transição energética é ruim e o mundo não avança à sustentabilidade ambiental.

O World Economic Forum divulgou um novo relatório, Promoção de uma Transição Energética Efetiva, onde apresenta sua Índice de Transição 2018 e avalia a atual condição dos sistemas de energia de 114 países, além de sua preparação estrutural para atender às necessidades energéticas no futuro.

O relatório criou um ranking destes países de acordo com o desempenho de seus atuais sistemas energéticos, medindo três dimensões – segurança energética e acesso à energia, a sustentabilidade ambiental do sistema e o potencial para crescimento e desenvolvimento econômico sustentável – e avalia a presença de condições que poderiam viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono.

“Dentro desta análise dos fatos, conseguimos construir uma visão do desempenho atual de cada sistema nacional de energia e uma perspectiva do que ainda precisa ser feito para garantir seu sucesso no futuro”, disse Roberto Bocca, Chefe de Setores Básicos e de Energia, do World Economic Forum.

O principal resultado desta edição do Índice revela que o mundo parou de avançar em direção à sustentabilidade ambiental. O relatório mostra praticamente nenhuma redução da intensidade do uso de carbono: foram registrados uma melhoria de apenas 1,8% por ano durante nos últimos cinco anos, comparado com a meta de 3% exigida pelos objetivos para o clima no Acordo de Paris. Falando sobre acessibilidade, desde 2013 os preços da energia doméstica tiveram aumento real em mais da metade dos países, apesar de uma queda generalizada dos preços dos combustíveis.

Um dado positivo, de acordo com as últimas tendências globais, mais de 80% dos países registraram um aprimoramento de seus sistemas energéticos nos últimos cinco anos. No entanto, o relatório concluiu que precisamos de uma nova estratégia para ajudar mais de um bilhão de pessoas que ainda não tenham acesso a eletricidade.

De acordo com os resultados, os países da Escandinávia e Europa Ocidental lideram o ranking geral, com a Suécia, a Noruega e a Suíça assumindo os três primeiros lugares. O Reino Unido (7) e a França (9) são as únicas economias do G7 entre os 10 primeiros do ranking.

Outras grandes economias possuem performance mistas. A Alemanha (16) enfrenta preços altos e emissões crescente, embora apresente um alto nível de preparo (11), atribuído às instituições e os regulamentos fortes do país. Os Estados Unidos (25) receberam uma pontuação baixa em relação a sustentabilidade ambiental, embora mantenha uma estrutura institucional forte e um mercado de capitais vibrante, que elevou seu nível de preparo (22).

A Colômbia (32), o Brasil (38) e a Rússia (70) possuem sistemas energéticos robustos devido à fartura de seus recursos naturais, mas apresentam um baixo nível de preparo como resultado da falta de capital humano e os desafios apresentados por suas instituições e estruturas regulatórias.

Entre os países da América Latina, Uruguai (13), Costa Rica (20), Chile (24) e México (28) registraram o melhor desempenho. Embora a região esteja em linha com a média global, considerando a contribuição do sistema energético para o crescimento econômico, segurança e acessibilidade, e pontuar acima da média em sustentabilidade ambiental, muitos países estão atrasados para iniciar o processo de transição. As principais áreas que precisam de melhoria são a inovação, o capital humano, a segurança de investimentos e as estruturas institucionais efetivas.

O relatório identifica os países como a República da Coréia (49), Jordão (65) e Quênia (71), que demonstram níveis de preparo acima da média, apesar das classificações mais baixas no seu desempenho atual, sugerindo o potencial de atingir um “ponto de inflexão” e rapidamente desenvolver sistemas energéticos mais avançados. Nesses países, o aumento do investimento em energias renováveis e eficiência energética nos últimos tempos, por exemplo, levou a uma expansão significativa no acesso à energia.

A China (76) também tem o potencial de avançar rapidamente com sua decisão recente de apoiar o desenvolvimento de veículos elétricos e o seu compromisso político de enfrentar seus desafios ambientais, que inclui medidas para criar um mercado de carbono. Seu desempenho ficou reduzido devido à pontuação baixa em sustentabilidade ambiental.

A Índia (78) melhorou seu desempenho com medidas para garantir maior acesso a eletricidade e reduzir subsídios para o setor de energia. A Índia tomou várias medidas corajosas, especialmente na implementação de energias renováveis e eficiência energética, e foi ranqueado como o “País Emergente” que está rapidamente se aproximando do ponto de inflexão.

Fonte: ENVOLVERDE

EDP deixa casal de velhinhos doentes sem energia elétrica e apresenta conta de R$ 10 mil.

por Júlio Ottoboni,  Editor – Chefe da Envolverde – 

O Brasil envelhece e seus governantes e empresas não aprenderam a tratar o idoso e muito menos cumprir o Estatuto que rege essa relação.  Provas da crueldade abarrotam tanto o cotidiano como as ações dos governos, elas vão  além do caso recente da aposentadoria com idade ampliada para cobrir o rombo previdenciário por má gestão e corrupção, partem também das empresas, entre elas bancos e prestadoras de serviços essenciais. Segundo levantamento da Coordenação-Geral dos Direitos do Idoso, vinculada à Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH), do governo federal, os bancos estão entre os mais lesivos aos Direitos dos Idosos.

Mas as concessionárias não ficam atrás. Por exemplo, a falta de energia elétrica a um casal de idosos impede que ambos vivam com dignidade e contraria regras da legislação brasileira, como o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03). A decisão foi tomada pela 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A EDP Energia de São Paulo mostra que não só ignorou isso como extrapolou qualquer limite do bom senso,  da legalidade e da dignidade humana quando no começo de março cortou a eletricidade de um casal de idosos humildes e doentes em Taubaté, no Vale do Paraíba, os deixando sem o fornecimento por praticamente uma semana.

A brutalidade foi cometida contra Isabel Rabelo dos Santos, de 65 anos, recém operada de um câncer agressivo, e seu marido, Benedito Hilário, de 67 anos, que trabalha de porteiro, desesperou o casal com a “conta extra” de R$ 10 mil sobre as demais despesas, todas regiamente pagas, do fornecimento de energia pela EDP Bandeirante. Uma empresa que traz em sua ficha corrida também o fato de mutilar árvores por onde passa sua fiação e ficar impune também neste crime.

A manicure Isabel Rabelo dos Santos, moradora numa casa simples no Jardim Mourisco, em Taubaté, tem passado por sessões semanais de quimioterapia. Benedito é diabético, usa um aparelho de ventilação respiratória e a geladeira para manter a insulina, e teve de diminuir o ritmo do serviço de porteiro noturno de um prédio, que reforçava sua pequena renda de aposentado, para acompanhar a esposa no tratamento, sua companheira num casamento de 44 anos.

Gente humilde, honesta e que enfrenta uma rotina de lutas diárias para sobreviver. Mas isso pouco importante para a voracidade do lucro e do ganho contabilizado no último dia 5 de março quando funcionários da EDP cortaram a energia da residência e o caso ganhou contornos dramáticos, para não dizer criminosos. E só religada no último dia 9, depois de muita tensão, sofrimento e angústia, após o pagamento de quase R$ 8 mil com dinheiro emprestado.

Apesar das contas mensais estarem todas em dia, a alegação da concessionária era que o reestabelecimento da energia ocorreria somente mediante pagamento de uma “conta extra” de R$ 9.654,61, de um valor “não calculado” em razão de um mau funcionamento do relógio de luz. Algo que é de inteira responsabilidade da empresa, pois a averiguação de seus equipamentos é de sua exclusiva competência.

Segundo a EDP existe uma falha no antigo marcador analógico de consumo, que ocorre desde 2001. Uma bobina estaria desconectada dentro do aparelho, o que levaria ao não registro de parte da energia. A quantia adicional estipulada, no entanto, seria a soma da energia não registrada pelo relógio entre novembro de 2014 e novembro de 2017, segundo a concessionária. Como num passe de mágica, sem dizer sequer qual foi a base de cálculo, a não ser que foi baseado nos novos medidores, a EDP Bandeirante chegou a número astronômico de R$ 10 mil.
A companhia mutiladora de árvores, não se conteve com o ‘provável’ prejuízo e manteve a interrupção do fornecimento de energia elétrica, mesmo avisa que se tratava da moradia de um casal de velhinhos doentes e que estava com suas contas em dia. A religação foi efetuada depois que a distribuidora reduziu o valor da ‘conta extra’ para R$ 7.986,82, se o pagamento fosse à vista.

Desesperado e coagido, Benedito Hilário, que é diabético e depende da geladeira para conservar a insulina, aceitou o empréstimo de um familiar para restabelecer a energia elétrica. A única flexibilidade apresentada pela empresa foi o pagamento de R$ 10.191,84 divididos em 48 prestações, com juros de 12% ao ano. Ou seja, praticamente o dobro da taxa básica do Banco Central, a Selic, ou quatro vezes mais do que a inflação oficial do país, que fechou o ano de 2017 em 2,95%.

A empresa disse para a família que os juros eram compatíveis com o sistema financeiro do Brasil. E que foram comunicados para aparecer na aferição técnica do aparelho e sobre os prazos recursais, segundo o relações institucionais da EDP Bandeirante, Marcos Scarpa, desfiando a defesa da companhia num rosário burocrático. O casal, mesmo debilitado por doenças, teria que cumprir a burocracia em São José dos Campos e ainda entrar no site da companhia, fazendo uso de internet, algo que foge completamente do cotidiano dessas pessoas, para se qualificar como necessitadas de energia elétrica.

Segundo o relatório da EDP, o ano de 2017 “ foi marcado por diversas oportunidades e desafios para a EDP, que resultaram em um crescimento de 89,4% no Lucro Líquido ajustado pelos efeitos não caixa, que atingiu os R$ 570 milhões, possibilitando a distribuição de R$ 367 milhões em dividendos, ou 60% de payout, acima do compromisso mínimo de 50% assumido com nossos acionistas. Em 2017, fez um resultado destacado neste segmento, trabalhando de forma integrada com a área Regulatória e de Planejamento Energético,o que lhe permitiu atingir um EBITDA de R$ 151 milhões.”

Neste caso o que soa como ironia, também ganha contornos um tanto hipócrita, e o mesmo vem reforçado no  relatório da movimentação financeira da empresa ( de capital português), no pronunciamento do presidente da EDP, Miguel Setas.

“ Em 2017, reafirmamos o nosso compromisso com os Princípios do Pacto Global e incorporamos à nossa estratégia os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. Para nós a Sustentabilidade faz parte do nosso negócio, no dia-a-dia. E os reconhecimentos obtidos nesta área foram prova desse compromisso. “
O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção refletidos em 10 princípios.

Quanto aos Direitos Humanos, as empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e assegurar-se de sua não participação em violações destes direitos.
O Defensor Público José Luiz Simão, professor de direito constitucional e teoria geral do Estado, explica que serviços essenciais são contínuos e essa garantia decorre do texto constitucional. Dessa forma, o corte intencional de energia para a residência do casal de idosos não poderia ter ocorrido.

“A legislação deve obediência aos vários princípios constitucionais que dirigem suas determinações. Entre esses princípios encontram-se os da intangibilidade da dignidade da pessoa humana e da garantia à segurança e à vida”. O jurista entende que, a despeito do processo administrativo promovido pela concessionária ter sido realizado unilateralmente, sem a necessária defesa da parte acionada, o “principio da dignidade da pessoa humana”, deveria prevalecer disse o defensor.

Com sua dignidade coloca a prova, abalado por tantos percalços da vida, Benedito, indignado e abalado emocionalmente comentou o caso , que agora vai para as esferas judiciais.

“Eu nunca ousei me aproximar do relógio em razão do perigo de uma descarga elétrica. E periodicamente funcionários da empresa passavam em casa para medir a luz e nunca comentaram sobre alterações. Sempre recebemos e pagamos as duas contas sem atraso” disse Hilário. “Foi uma grande surpresa receber esse tipo de acusação depois de tantos anos. Nossa prioridade nesses últimos meses tem sido ajudar a minha esposa com o tratamento e com os afazeres da casa.”

Em Nota Oficial, emitida à imprensa: “A EDP São Paulo reitera que está à disposição para as tratativas referentes ao caso mencionado, conforme orientação já comunicada ao cliente.

A Distribuidora afirma que segue as normas e os procedimentos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão que regula o setor, no que diz respeito a identificação e cobrança de valores devidos por irregularidades no consumo de energia.

A Companhia atua rigorosamente no combate a fraudes de energia em duas frentes: inspeções direcionadas por modelos estatísticos computacionais, que tem como foco identificar irregularidades no sistema de medição de energia, e a retirada de ligações irregulares, feitas diretamente a partir da rede de distribuição, que ficam visíveis às equipes de campo da Distribuidora.

Em 2017, a Concessionária realizou, somente em Taubaté, mais de três mil inspeções em campo, recuperando mais de 2 mil megawatts-hora (MWh) irregulares, volume suficiente para abastecer o município de Roseira e Potim por um mês.

O objetivo das ações contra o furto é prevenir acidentes com as ligações precárias e que não observam os padrões e normas técnicas, também prevê garantir a qualidade e continuidade do serviço aos clientes que pagam a conta em dia. Além do alto risco para a população e do impacto negativo no fornecimento, a fraude faz aumentar o valor da tarifa dos consumidores e causa prejuízo à Distribuidora. Como o cálculo do preço abrange também as perdas elétricas da Concessionária, o custo da energia usada irregularmente pelas pessoas que cometem o crime é parcialmente repassado a todos os usuários. O estado também é prejudicado, já que deixa de arrecadar o Imposto sobre Comercio e Serviço (ICMS), cobrado por meio da conta de luz.

A EDP São Paulo informa que entrou em contato com o cliente para orientar sobre o caso e está à disposição para esclarecimentos.

A Distribuidora ressalta que segue a resolução normativa 414, da Agência Nacional de Energia Elétrica, órgão regulador do setor elétrico, quanto aos procedimentos de cobrança de consumo não faturado aplicáveis ao caso. Após a identificação da ocorrência, por meio de sistema e inspeção em campo, é encaminhada ao cliente a fatura de energia elétrica mensal junto com um demonstrativo de cálculo, esclarecendo os valores cobrados e possibilidade de manifestação do consumidor junto à concessionária, incluindo tratativa de parcelamento.”, posso manter essas duas notas como versão da empresa”.  O relações institucionais da EDP, Marcos Scarpa, foi contatado via whatsapp pela Envolverde e questionado sobre novos posicionamentos da empresa, inclusive sobre o Estatuto do Idoso às 12h56 e ainda o retorno é aguardado.

Fonte: ENVOLVERDE

Plataforma Sua Voz integrará todo o planeta ao fórum da água.

A partir desta semana pessoas do mundo todo já podem começar a participar do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será Compartilhando Água, e contribuir para preparar o evento, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento e está disponível no site do 8º Fórum Mundial da Água.

A ferramenta permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta com acesso à internet compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos vão acontecer em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano.

Os participantes têm a oportunidade de expressar suas opiniões e contribuições para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de discussões, que vão durar oito semanas cada. A primeira etapa da consulta pública começa dia 13 de fevereiro e será encerrada em abril.Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.

Cada sala temática vai contar com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. Quando o tema for pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês no site - http://www.worldwaterforum8.org/ e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente, já que a água está presente na vida de todos.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com os objetivos de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul.

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Fonte: ENVOLVERDE

Conheça o que é o 8º Fórum Mundial da Água.

Pela primeira vez, o maior evento mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul. O 8º Fórum Mundial da Água será em Brasília, de 18 a 23 de março de 2018.

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

O evento chegará pela primeira vez no hemisfério sul, trazendo a temática ‘Compartilhando Água’, exatamente num momento em que o Brasil passa por diversos denúncias de mau uso de seus recursos hídricos, escassez, poluição e morte de rios e mudanças nos regimes de chuvas e de índices pluviométricos.

O Fórum oportuniza um diálogo mundial, aberto e democrático, para estabelecer compromissos políticos relacionados à água. Também incentiva o uso racional, conservação, proteção, planejamento e gestão deste recurso em todos os setores da sociedade.

Durante o 8º Fórum Mundial da Água, os participantes poderão participar de atividades e discussões sobre o tema em diversas vertentes, tais como água e energia, economia, alimentos, cidades e ecossistemas, debates políticos entre autoridades governamentais e parlamentares, grupo focal de sustentabilidade; e interagir no Fórum Cidadão, uma plataforma para incentivar a participação efetiva da sociedade civil, além de exposição e feira.

O evento acontecerá de 18 a 23 de março de 2018, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

Fonte: ENVOLVERDE

terça-feira, 13 de março de 2018


São Paulo é uma metrópole para pouco, segundo tese da Unicamp.

A melhora dos indicadores econômicos e sociais do Brasil nos anos 2000 não foi suficiente para promover alterações no padrão de segregação urbana registrado historicamente na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), a capital em particular. Ao contrário, a despeito das estatísticas positivas, o problema se aprofundou no período. Esta é a principal constatação da tese de doutorado do economista Armando Palermo Funari, defendida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp, sob a orientação da professora Mariana Fix. “Isso ocorreu porque o cenário de desigualdade na cidade de São Paulo foi agravado. A renda aumentou, mas de forma assimétrica, com maior benefício para os mais riscos, em detrimento das camadas médias da sociedade”, considera o pesquisador.

Funari vai buscar no trabalho do urbanista Flávio Villaça, ex-docente da USP, as bases para a sua investigação. Villaça é conhecido por analisar como as classes sociais se distribuíram pelas regiões metropolitanas brasileiras, a de São Paulo entre elas, e as consequências desse processo. “Em linhas gerais, Villaça mostra que o padrão de desenvolvimento da cidade de São Paulo, por exemplo, é marcado pela concentração das classes de alta renda numa determinada porção territorial, que ele chama de Quadrante Sudoeste. Eu utilizei a metodologia proposta por ele e procurei trazer novos dados para analisar a temática em período mais recente”, explica o autor da tese.

De acordo com o economista, Villaça demonstra que o padrão de segregação urbana reflete e reforça, em boa medida, as grandes desigualdades sociais verificadas historicamente no país. “Quando uma classe social de elevada renda ocupa uma dada região do município, ela acaba concentrando outras vantagens, de caráter essencialmente urbano, que se somam às vantagens econômicas que já detém. Ou seja, o urbano atua sobre essa situação de desigualdade social à medida em que os espaços da cidade são ocupados de forma distinta”, pontua Funari.

Ademais, prossegue o pesquisador, as classes de alta renda exercem um papel ativo na configuração das questões sociais tanto no âmbito do município quanto no da RMSP. “A ação dos mais ricos acaba levando mais serviços e infraestrutura para os locais onde vivem, o que amplia o abismo sociourbano em relação a outras áreas da cidade”, afirma Funari. A pergunta que orientou a tese do economista é se a melhora dos indicadores econômicos e sociais registrada nos anos 2000 teria sido suficiente para modificar essa tendência. “Infelizmente, o que constatei é que a situação não somente persistiu, como se aprofundou. De fato, o bolo cresceu nesse período, mas as maiores e melhores fatias continuaram sendo oferecidas para os mais ricos”, acrescenta.

Questionado sobre a capacidade de o Plano Diretor ser capaz de ao menos atenuar essas desigualdades sociourbanas, Funari observa que, em tese, o instrumento poderia cumprir esse papel. Entretanto, ele lembra que normalmente as discussões em torno da formulação das políticas públicas voltadas ao ordenamento urbano são protagonizadas por grupos e corporações do segmento imobiliário, de grande poder financeiro e alta influência política, como construtoras e incorporadoras. “Frequentemente, a sociedade civil tem pouca capacidade de interferir nas decisões”.

Um exemplo da força desse lobby vem do processo de elaboração do Plano Diretor de São Paulo durante a gestão do prefeito Fernando Haddad (2013-2016). Conforme o autor da tese de doutorado, a proposta partiu de um diagnóstico acertado, mas sofreu inúmeras modificações ao longo do tempo, principalmente quando tramitou na Câmara de Vereadores. “Ao final do processo, a legislação não se mostrou tão progressista quanto a Prefeitura gostaria e menos ainda em relação ao que deveria ser”, analisa.

Funari lembra que o padrão de segregação urbana verificado em São Paulo tem consequências extremamente danosas para a sociedade. “A começar pelo seu caráter antidemocrático. No regime democrático, vale assinalar, as pessoas são consideradas equivalentes. No entanto, é preciso que essa equivalência ocorra para além do momento da eleição, no qual cada eleitor representa um voto. Uma decorrência do modelo de ocupação urbana das nossas metrópoles é o apartamento da sociedade. Estão sendo criados cidadãos de primeira, segunda e terceira classes. Nós precisamos de mais equidade. Não é possível que continuemos reproduzindo um padrão que legitima mecanismos tão evidentes de promoção de desigualdades”, entende.

No limite, continua o economista, quando se determina onde uma e outra parcela da população deve viver, também se está delimitando outras questões. “Na semana em que defendi a tese, foi divulgado um estudo que contrapunha os indicadores dos distritos que compõem a cidade de São Paulo. Um dos dados revelava que num determinado local a expectativa de vida do morador era entre 20 e 25 anos maior que a de outro. Ora, quando o padrão de segregação estabelece onde a pessoa deve morar, ele também está indiretamente demarcando até que idade essa pessoa pode viver”, assinala.

Dito de outra maneira, sem qualquer verniz, o que o pesquisador constatou é que São Paulo não é uma cidade para todos, mas sim para alguns poucos. “As opções de quem pode escolher onde viver acabam travando as possibilidades daqueles que não têm escolha. Com isso, o abismo se aprofunda. Hoje, temos claramente dentro do município uma Dinamarca e uma Zâmbia”, assevera. Funari entende que é possível e urgente construir cidades mais democráticas.

Para isso, adverte, é necessário não fazer uso de soluções prontas ou importadas e dar maior atenção às pessoas que à estrutura. “Quando o poder público age sobre um espaço da cidade sem qualquer infraestrutura, esse espaço fica qualificado. Com isso, as pessoas que pagam aluguel nessa porção correm o risco de ser expulsas, por já não conseguirem mais arcar com o custo de vida local, por causa da valorização do metro quadrado. Essa é uma questão que precisa ser melhor analisada, inclusive dentro do conceito de cidade inteligente que vem ganhando espaço na agenda dos administradores públicos. É preciso entender que não adianta agir sobre o espaço sem considerar as pessoas que o ocupam”, reforça.

A universidade pública, conclui Funari, poderia colaborar com essa discussão ao colocar à disposição da sociedade o conhecimento gerado sobre o tema por seus pesquisadores. “A universidade está inserida nesse contexto. Sem dúvida, nós contamos com profissionais qualificados para ajudar na proposição de soluções para os diferentes problemas urbanos, entre eles a ocupação desigual dos municípios”.

Fonte: Unicamp

Empresas de combustível fóssil perde US$ 1,6 tri ao ignorar a transição para baixo carbono.

As empresas de combustíveis fósseis correm o risco de desperdiçar US$ 1,6 trilhão em gastos até 2025, se basearem seus negócios em políticas de emissões já anunciadas pelos governos em vez das metas climáticas internacionais, alerta o Carbon Tracker em um relatório divulgado hoje (12), o qual pela primeira vez modela o cenário 1,75C da Agência Internacional de Energia.

Mind the gap: the $1.6 trillion energy transition risk é o primeiro relatório a analisar as implicações financeiras para os investidores do hiato existente entre o Acordo de Paris, que se compromete a manter a mudança climática bem abaixo de 2C acima dos tempos pré-industriais, visando 1.5C, e as políticas governamentais, que são consistentes com um aquecimento de 2.7C.

“Atualmente, as políticas dos governos ficam longe do objetivo final comprometido em Paris, mas devemos esperar um aumento dos esforços internacionais. Empresas que interpretam mal os sinais e sobreinvestem em projetos marginais de petróleo, gás e carvão com base em um falso senso de segurança poderiam destruir o valor do acionista em bilhões de dólares”, disse o autor do relatório, Andrew Grant, analista sênior da Carbon Tracker.

O Carbon Tracker comparou a demanda por combustíveis fósseis em um mundo de 1.75C – o ponto médio do Acordo de Paris – com a demanda em um mundo de 2.7C, olhando para a produção de petróleo, gás e carvão até 2035 e os investimento de capital para 2025. As conclusões foram:

ÓLEO – US$ 1,3 trilhão de gastos futuros estão em risco. Os novos investimentos em oil sands não serão econômicos, e apenas uma minoria do investimento no petróleo potencial do Ártico e e extra pesado vai continuar. Os EUA estão mais expostos, com US$ 545 bilhões em risco, seguido do Canadá (US$ 110 bilhões), China (US$ 107 bilhões), Rússia (US$ 85 bilhões) e Brasil (US $ 70 bilhões).

GÁS – US$ 228 bilhões de investimentos futuros estão em risco. A metade dos gastos futuros potenciais do desenvolvimento de gás europeu poderia ser não econômica e não haverá necessidade de nova capacidade de gás natural liquefeito (GNL) por uma década. A Rússia está mais exposta, com US$ 57 bilhões em risco, seguida pelos EUA (US $ 32 bilhões), Qatar (US $ 14 bilhões) e Austrália, Canadá e Noruega (todos US $ 13 bilhões).

CARVÃO – US$ 62 bilhões estão em risco, incluindo US$ 41 bilhões na China e US$ 10 bilhões nos EUA. Nenhuma nova mineração de carvão será viável, exceto na Índia, para substituir as importações, e nenhuma nova produção de carvão para exportação será necessária.

Os investidores privados correm maior risco do que as empresas estatais. Eles estão expostos a 88% dos gastos com projetos de petróleo e gás desnecessários. Para o carvão, as despesas de capital do setor privado em um mundo de 1.75C são metade do nível abaixo de 2.7C. O relatório observa: “Os investidores estão cada vez mais focados em uma” transição ordenada que minimize a interrupção financeira no processo”.

A pesquisa anterior da Carbon Tracker mostrou como o rápido crescimento de tecnologias limpas está prejudicando o business case para o investimento em combustíveis fósseis, independentemente de metas climáticas. A queda dos custos de veículos elétricos e da tecnologia solar poderia deter a demanda global de petróleo e carvão a partir de 2020.

Para Andrew Grant, “A indústria da energia está entrando em uma era de incertezas. 

Desenvolvimentos tecnológicos e políticas climáticas estão se combinando para retardar a demanda de combustíveis fósseis de uma forma sem precedentes no mundo moderno, levando os investidores a exigir que as empresas sejam testadas contra cenários que refletem níveis mais altos de ambição climática.

“As empresas de energia devem ser transparentes quanto ao seu pensamento em torno de resultados de baixa emissão de carbono e convencer os acionistas de que eles estão levando esses riscos a sério”.

O estudo é o primeiro a modelar a demanda de petróleo, gás e carvão térmico sob o Cenário Além de 2 Graus da Agência Internacional de Energia, introduzido no ano passado, alinhado com 1.75C, ponto médio do Acordo de Paris, e compará-lo com o Cenário de Novas Políticas da AIE, alinhado com 2.7C, consistente com as políticas de emissões anunciadas pelos governos globais. Com a oferta suplantando a demanda, assume que os projetos de menor custo provavelmente serão necessários, enquanto os projetos de alto custo que dependem de preços mais altos provavelmente não serão econômicos.

O estudo atualiza a análise nos relatórios do Carbon Tracker 2 Degrees of Separation (junho de 2017) e The $ 2 Trillion Stranded Assets Danger Zone (2015), que utilizou um cenário 2C para analisar o risco de ativos encalhados.

Fonte: ENVOLVERDE