sexta-feira, 2 de março de 2018


Norsk Hydro nega ruptura de barragem em Barcarena, governo contesta.
A Norsk Hydro, uma empresa de mineração e refinação de bauxita e alumínio, também conhecida como “Hydro”, cujo acionista majoritário e controlador é o governo norueguês, foi acusado pelo governo brasileiro de um derrame de resíduos tóxicos de ter bacias na sua instalação da Hydro Alunorte. A operação, localizada no município de Barcarena, estado do Pará, perto da foz do rio Amazonas, é a maior planta de refinação de alumínio do mundo. A empresa nega a responsabilidade por qualquer derrame, mas diz que está cooperando plenamente com as autoridades.

As tempestades nos dias 16 e 17 de fevereiro que supostamente causaram a ruptura da bacia de retenção tóxica da Norsk Hydro, transbordando seus rejeitos, resultando em contaminação da água usada pela população de Bom Futuro e várias outras comunidades próximas. Os habitantes preocupam-se com a possibilidade de consequências semelhantes ao pior desastre da mineração no Brasil, o derramamento em Mariana, que matou o Rio Doce, em 2015.

Os altos níveis de chumbo, alumínio, sódio e outras toxinas foram detectados na água potável até dois quilômetros de distância da propriedade Norsk Hydro, de acordo com o Ministério da Saúde. O pH registrado nas águas foi de 10, extremamente alcalino, provavelmente devido à soda cáustica usada para processar a bauxita, a matéria-prima para a fabricação de alumínio.

O procurador-geral do Estado do Pará, Ricardo Negrini, disse que “não há dúvida” ocorreu um derramamento, mas ainda não há dados sobre a causa, tamanho ou conseqüência do incidente.

Após as queixas iniciais feitas pelos residentes da comunidade sobre o derramamento, a Hydro enviou uma nota aos seus clientes descrevendo o episódio como “rumor”, afirmando que “não houve vazamentos ou rupturas” na bacia de resíduos.

Fonte: ENVOLVERDE

Governo brasileiro é o grande patrocinador do uso indiscriminado de pesticidas.
Os pesticidas estão florescendo em terreno econômico fértil, o Brasil. Isso graças aos grandes subsídios do governo e aos baixos impostos concedidos às empresas que os fabricam, os custos insignificantes para o registro nacional de ingredientes químicos ativos e a supervisão do uso de pesticidas praticamente inexistente.

Estes e outros incentivos – além do crescimento explosivo do agronegócio – levaram o Brasil a obter um recorde duvidoso em 2008, quando se tornou o maior consumidor de pesticidas do mundo, de acordo com um estudo do Grupo Kleffmann encomendado pela ANDEF, representando fabricantes brasileiros de pesticidas.

Um fato curioso, a resposta negativa da sociedade brasileira ao estudo levou a ANDEF negar suas próprias descobertas.
De acordo com o IBAMA, as vendas de ingredientes ativos de pesticidas químicos cresceram em 313 % entre 2000 e 2014, passando de 162.461 toneladas para 508.566 toneladas. São Paulo, Mato Grosso e Paraná tornaram-se os principais centros comerciais durante esse período. Mas ao mesmo tempo, também houve crescimento exponencial entre os pequenos consumidores de pesticidas, como o Amazonas, o Amapá e o Acre, que aumentaram a demanda em 1,941%, 942% e 500%, respectivamente, nas vendas por tonelada entre 2005 e 2012 nesses nestes estados amazônicos.

O alto uso de pesticidas no Brasil tem potenciais consequências para a saúde humana e o meio ambiente. Por exemplo, um dos herbicidas mais consumidos no país é o glifosato mundialmente controverso da Monsanto, que tem sido associado a inúmeros problemas de saúde, e um dos ingredientes inerentes provoca a morte celular.

A opinião técnica solicitada pelo Ministério Público Federal e publicada em maio de 2015 foi feita pelos pesquisadores brasileiros Sonia Hess e Rubens Nodari, após terem realizado uma “extensa revisão da literatura científica internacional” em relação ao glifosato. Entre as suas conclusões, o herbicida tem um efeito endócrino que agride as células do fígado e, na concentração de partes por trilhão (ppt), induz a proliferação de células humanas ao câncer de mama.

Mesmo assim, a regulação do glifosato continua relaxada no Brasil, onde o herbicida é permitido na aplicação em até 500 miligramas por litro. A União Européia (UE) limita a quantidade máxima de glifosato a 0.1 miligramas por litro, ou 5.000 vezes menos. Da mesma forma, com pulverização de soja, o Brasil permite um resídual de glifosato 200 vezes maior; 10 miligramas por quilograma de resíduos são tidos como aceitáveis, contra 0,05 miligramas por quilograma na UE.

Fonte: ENVOLVERDE

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Satélite Copernicus monitora impactos em áreas costeiras e bacias fluviais.
Os ecossistemas costeiros, marinhos e fluviais beneficiam a sociedade de várias maneiras, fornecendo-nos uma gama de ” serviços ecossistêmicos “, como o armazenamento de carbono, o apoio a pescarias sustentáveis ​​e a atuação como amortecedor entre o mar e a terra. A conservação e o manejo adequado desses ecossistemas também podem nos ajudar a reduzir o risco de inundações costeiras e erosão.

As estruturas artificiais muitas vezes têm um impacto negativo nos processos naturais nas áreas costeiras, causando custos futuros significativos. Por outro lado, as intervenções que integram sistemas naturais dentro das defesas de inundação podem resultar em estratégias de mitigação mais sustentáveis ​​e econômicas. Os dados e informações da Copernicus oferecem uma oportunidade para implantar serviços operacionais a jusante que ofereçam suporte a tais estratégias.

As soluções baseadas na natureza exigem uma melhoria no nosso conhecimento de como os ecossistemas costeiros funcionam. Por exemplo, engenheiros e cientistas precisam entender melhor os mecanismos pelos quais a vegetação reduz a energia das ondas, como esses processos “aumentam a escala” de plantas individuais para grandes horizontes e como melhor incluir essa informação no projeto de esquemas de defesa contra inundações. Gerentes ambientais, por outro lado, podem precisar de um inventário geo-referenciado de vegetação natural, e informações sobre como essas áreas estão mudando ao longo do tempo.

As demonstrações verificáveis ​​dos benefícios das soluções baseadas na natureza são raras. Os organismos de proteção contra inundações e os engenheiros ambientais precisam de ferramentas confiáveis ​​e práticas que lhes fornecem informações quantitativas sobre parâmetros-chave. O Satélite Copernicus fornece dados e informações da Observação da Terra (EO)  pelo programa de EO, tido como um dos mais ambicioso do mundo.

Aproveitando os dados gratuitos e abertos de Copernicus, a equipe de projeto FAST (Foreshore Assessment using Space Technology), financiada pela UE, mediu as características da vegetação, a atenuação das ondas, a sedimentação e a erosão em oito locais costeiros em quatro Estados-Membros diferentes da UE. Os dados e informações de Copernicus – juntamente com outros dados de EO – foram transformados em camadas globais, incluindo informações sobre cobertura de vegetação global, mudanças de vegetação, além de mapas de elevação costeira novos e mais precisos.


Fonte: ENVOLVERDE
Aumento da temperatura do planeta favorece mosquitos vetores de doenças.
O aumento da temperatura média do planeta, induzido principalmente pela emissão de gases de efeito estufa, deve contribuir para ampliar, no Brasil, a área de distribuição de quatro vírus transmitidos por mosquitos: o Oropouche (OROV), o Mayaro (MAYV), o Rocio (ROCV) e o vírus da encefalite de Saint Louis (SLEV).

A conclusão é de um estudo publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases. O trabalho foi realizado no Instituto Butantan durante o doutorado de Camila Lorenz, com apoio da FAPESP e orientação de Lincoln Suesdek, do Departamento de Parasitologia. Também participaram os pesquisadores Flávia Virginio, Thiago Salomão, Breno Aguiar e Francisco Chiaravalloti-Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

“Levantamos todos os surtos dessas arboviroses ocorridos no país desde a década de 1960 e avaliamos como eles se relacionavam com diferentes fatores ambientais. Com base nos resultados, modelamos a distribuição das doenças até 2100. Os dados mostram que a área de distribuição dos quatro arbovírus deve aumentar nos próximos anos em função, principalmente, da temperatura”, disse Lorenz à Agência FAPESP.

Ao todo, sete fatores ambientais foram considerados na análise multivariada: precipitação anual (o quanto chove ao longo do ano na região em que ocorreu o surto), média de temperatura anual, elevação (altitude), sazonalidade da temperatura (variação entre os meses mais quentes e mais frios do ano), sazonalidade da precipitação (variação entre os meses mais chuvosos e os mais secos), amplitude térmica (variação da temperatura ao longo do mês) e variação diária da temperatura.

De acordo com Lorenz, os resultados sugerem que cada vírus é afetado de forma diferente pelas variáveis ambientais. No caso do Oropouche e do Mayaro, por exemplo, os fatores que se mostraram mais associados à ocorrência de surtos foram a média anual da temperatura e a amplitude térmica. 

Ambos os vírus mostraram características semelhantes e se distribuem principalmente na região Norte do país. Já para Saint Louis e Rocio a precipitação anual teve mais peso – quanto mais alta a média anual de chuva, maior o número de surtos.

“Embora fracionada em diferentes variáveis, a temperatura esteve de algum modo presente em todos os casos. A precipitação também apresentou alguma contribuição para a ocorrência dos surtos, já que a presença de água é necessária para a reprodução dos mosquitos”, disse a pesquisadora.

A variável altitude, segundo Lorenz, teve mais influência apenas sobre a distribuição do vírus Rocio. 

Um grande surto causado pelo patógeno foi registrado no Vale do Ribeira, região de baixa altitude no sul do Estado de São Paulo, por volta de 1975.

“Já existe a noção de que a temperatura é um fator importante para as doenças tropicais, mas, por mais que o senso comum aponte para uma direção, só temos segurança científica por meio de experimentos ou validação estatística. E observamos que, como os vírus têm características diferentes, ciclos de vida diferentes dentro e fora do hospedeiro, não são influenciados da mesma maneira pelos fatores ambientais. Este estudo dá diretrizes para o refinamento das estratégias de detecção e de controle dessas doenças”, disse Suesdek.


Fonte: FAPESP
Em maio 80 países aplicam provas de conhecimento em seus alunos.
Em maio deste ano, mais de 80 países aplicarão as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), maior avaliação internacional em educação. No Brasil, 19 mil alunos de 661 escolas serão submetidos a esse exame.

No início de março, diretores das escolas selecionadas em todos os estados e no Distrito Federal receberão a Cartilha do Diretor e serão contatados pela instituição aplicadora. O público-alvo são estudantes de 15 anos, nascidos em 2002 e matriculados a partir do sétimo ano do ensino fundamental.

A avaliação abrange as áreas de leitura, matemática e ciências. A divulgação dos dados ocorre no ano seguinte à aplicação. A partir dos resultados, serão produzidos indicadores que contribuem para a discussão da qualidade da educação nos países participante.


Fonte: ENVOLVERDE
Simpósio sobre maconha leva pesquisadores serem indiciados por crime.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está sendo investigado por apologia ao crime, durante o 5º Simpósio Internacional Maconha Outros Saberes, que ocorreu em maio do ano passado. Eles prestaram depoimento no 16º Distrito Policial (DP), na Vila Clementino, zona sul paulistana, na quarta-feira (21).

O Ministério Público decidiu abrir a investigação porque os organizadores do evento convidaram Geraldo Antonio Baptista para palestrar em uma das mesas. Conhecido como Rás Geraldinho, ele está preso desde 2013, condenado por tráfico de drogas. Geraldinho é fundador de uma igreja de denominação rastafari em Americana, no interior paulista. A filosofia religiosa utiliza a maconha como parte de seus rituais.

Os pesquisadores pediram autorização judicial para que Geraldo pudesse comparecer ao simpósio. A Justiça, no entanto, negou o pedido e o evento aconteceu sem a participação do religioso. Ele deveria falar sobre o uso ritualístico da substância.


Fonte: EBC
CDP Supply Chain 2018 – Diálogo com fornecedor gera cadeia de valor sustentável.
Por Caroline Ligório, da Envolverde, especial para o CDP – 

Uma relação de colaboração e integração é a aposta para que empresas e fornecedores gerem uma cadeia de valor baseada na sustentabilidade do início ao fim do processo do serviço que prestam à sociedade. No evento CDP Supply Chain 2018 casos de sucesso de empresas como Braskem, Arcos Dorados, Santander Brasil e Stefanini Solutions foram trazidos à tona.

No caso da Braskem, o engajamento junto aos fornecedores despontou como parte integral da estratégia de sustentabilidade da empresa e não algo externo que passou a ser incorporado dentro da pasta sustentabilidade. A Arcos Dorados com operação em mais de 120 países, com atendimento diário mundial de 70 milhões de pessoas, quatro milhões na América Latina e 134 mil restaurantes ao redor do mundo buscou entender os impactos que os negócios ocasionavam. Em 2012, o levantamento feito sobre a emissão de gases de efeito estufa na Europa indicou que 71% dos gases gerados vinham dos fornecedores.

O grande desafio com o qual as empresas se depararam foi o convencimento e conscientização dos fornecedores, no intuito de lhes demonstrar que o engajamento implica em perpetuação dos negócios. Na Stefanini Solutions, uma cartilha distribuída aos fornecedores aborda a temática sustentabilidade. Na Braskem, os dados do CDP Supply Chain tornam-se indicadores que apontam a eficácia, desta forma é possível identificar o percentual de fornecedores que não apresentavam metas, e como estão hoje, e os que conseguiram reduzir as emissões.

O trabalho de conscientização não se dá apenas na esfera externa, mas também na esfera interna. Há de haver uma sinergia entre gestores e funcionários para que as informações sejam introduzidas dentro das rotinas das mais diversas áreas, sustentabilidade, compras, serviços, transporte, entre outras.

“A forma de trabalhar do banco e de seus fornecedores tem que ter valores próximos. É um desafio muito grande, porque esses fornecedores têm tamanhos, histórias e experiências diferentes e também outros clientes”. Para Ricardo Pasqualini, superintendente de operações e compras do Santander Brasil, o alinhamento de valores é necessário, pois, a marca de uma empresa é influenciada diretamente pelos fornecedores.

Para que o engajamento tome proporções gradativamente maiores, as empresas optam por medidas que incentivam na melhora quantitativa e qualitativa dos fornecedores nos resultados de emissão e de gestão. “Dentro do próprio CDP nós oferecemos anualmente para qualquer fornecedor que queira uma oportunidade de fazer uma consultoria gratuita. Ele pode avaliar os seus processos para identificar oportunidades, reduzir custos, emissões e consumo de energia”, informou Luis Carlos Xavier, coordenador de desenvolvimento sustentável da Braskem, acrescentando que ainda contam com o índice de desempenho do fornecedor, o qual atribui nota de 0 a 100 a todos os fornecedores da empresa.

Segundo Leonardo Lima, diretor corporativo de sustentabilidade da Arcos Dorados, a empresa não tem apenas um fornecedor para um determinado produto, o que faz com que seja um estímulo para que respondam aos questionários CDP, sendo que outros da mesma categoria estarão respondendo a ele e não irão querer ficar para trás.“O maior beneficiado é o próprio fornecedor que tem um diagnóstico baseado em uma ferramenta global. Ele pode se situar e se observar em relação aos seus pares, aos seus competidores e a outras categorias. Ele pode se comparar e fazer um plano de evolução.”

Tendo em vista que as mudanças nas cadeias de valor estão em curso, as previsões para um período de 20 anos são otimistas. Ricardo Pasqualini, superintendente de operações e compras do Santander Brasil, acredita que não haverá mais a necessidade de incentivar as pessoas, pois, a prática será adotada como idoneidade tributária, algo que se faz, por acreditar e gerar resultados.

Compartilhamento de valores é o que Luis Carlos Xavier, coordenador de desenvolvimento sustentável da Braskem, espera dos fornecedores que a empresa terá daqui 20 anos. Para Xavier, a escolha não será pautada somente pela questão econômica, mas, sobretudo em como essas empresas tratam seus funcionários, como o fornecedor se porta dentro da cadeia, se não há trabalho análogo ao escravo, exploração de mão de obra infantil, ou seja, vendo como ele gerencia todas as questões de impacto social e ambiental. Essa visão é compartilhada por Washington Souza, gerente executivo de governança da Stefanini Solutions. “Destacarão os fornecedores que irão ajudar os clientes na transformação de seus negócios. A questão da ética, conduta, integridade, tratar bem as pessoas, deve ser o próximo tema da vez.”

Leonardo Lima, diretor corporativo de sustentabilidade da Arcos Dorados, chama atenção para a quantidade de informações e dados disponíveis, que farão com que a transparência seja total dos fornecedores em 20 anos. Lima acredita que os fornecedores da empresa terão que usar o que a Arcos Dorados está tentando praticar, aprender e compartilhar. “Precisamos acelerar o compartilhamento, nós não temos muito tempo. Compartilhar significa reduzir custos. As soluções já estão lá, só que não são compartilhadas. Precisamos parar de achar que cada organização vai encontrar a solução para o mundo! A solução já esta encontrada.”


Fonte: ENVOLVERDE

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

América Latina é mais preocupada com as mudanças climáticas, mostra estudo.
Da Patagônia ao ponto mais a norte do México, a mudança climática é percebida como um problema “muito sério” entre 80% e 60% da população, preocupação que duplica o que se expressa nos Estados Unidos e no Canadá.

Isso é mostrado por uma pesquisa realizada pelo Americas Barómetro e Vanderbilt University, que incluiu 29 países e avaliou os fatores individuais que prevêem a opinião pública sobre mudanças climáticas nas Américas.

Com base em suas pesquisas, os autores concluíram que o nível educacional e socioeconômico, bem como a avaliação de riscos, são os principais preditores de preocupação com esse fenômeno na região.

Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Honduras lideram a lista de países com maior preocupação com as mudanças climáticas. Na América Central, 8 das 10 pessoas entrevistadas responderam que consideravam “muito sério” se seus governos não fizeram nada para mitigar as consequências do fenômeno.

Nos Estados Unidos e no Canadá, por outro lado, apenas 4 dos 10 cidadãos questionados descreveram este problema como “muito sério” para seus países.

Outra diferença nas Américas destacada no estudo é a politização do tema. Enquanto nos EUA, a preocupação com as mudanças climáticas difere de acordo com a inclinação política dos indivíduos, na América Latina e no Caribe é mais difundida em todo o espectro político.

“O alto nível de preocupação com as mudanças climáticas na América Latina e no Caribe indica que existe, pelo menos, uma demanda latente entre os cidadãos para obter respostas. Os dados sugerem que os líderes (locais e nacionais) e as ONGs que defendem soluções encontrarão uma audiência interessada no diálogo “, disse Elizabeth Zechmeister, uma dos autores do estudo que usou uma amostra representativa de cada país, para a SciDev.Net, tanto na população urbana como rural.

A descoberta parece promissora para iniciativas verdes que buscam cidades latino-americanas para apostar nos transportes públicos com energia renovável ou para promulgar ordenanças em favor da construção ecológica.


Fonte: ENVOLVERDE
Parque Solar da Enel começa a funcionar no Estado da Bahia.
A Enel, por meio de sua subsidiária de energias renováveis Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (“EGPB”), iniciou operação de seu parque solar Horizonte (103 MW), localizado no município de Tabocas do Brejo Velho, no estado da Bahia.

“A entrada em operação de Horizonte representa um novo marco para a presença do Grupo no mercado de energia solar do Brasil, onde em apenas oito meses adicionamos quatro novos projetos que somam uma capacidade de 807 MW de energia solar. Entre esses projetos, está a maior usina solar fotovoltaica da América do Sul atualmente em operação, Nova Olinda” , disse Antonio Cammisecra, Responsável Global da Divisão de Energias Renováveis da Enel, Enel Green Power.

“ Confirmamos nossa liderança no setor de energias renováveis brasileiro, como reconhecido também após as recentes vitórias do Grupo nos últimos leilões. Dessa forma, estamos , contribuindo para a diversificação da matriz de geração do país e para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.”

A Enel investiu aproximadamente 110 milhões de dólares americanos na construção de Horizonte, como parte dos investimentos previstos no atual plano estratégico da companhia, e é financiado por meio de recursos próprios do Grupo Enel, assim como por um empréstimo de longo prazo concedido pelo Banco do Nordeste (“BNB”). O parque solar é apoiado por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA, sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE).

O parque solar Horizonte é composto por cerca de 330 mil painéis solares e será capaz de produzir mais de 220 GWh por ano quando estiver operando plenamente.No Brasil, o Grupo Enel tem uma capacidade instalada de energias renováveis de cerca de 2,9 GW, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, dos quais 842 MW são de energia eólica, 819 MW de energia solar fotovoltaica e 1.270 MW de energia hidrelétrica. A companhia também conquistou recentemente contratos para uma capacidade total renovável de mais de 1 GW nos leilões brasileiros A-4 e A-6.


Fonte: ENVOLVERDE
Poluição sonora aflige cada vez mais os centros urbanos.
A poluição sonora prejudica a saúde, o meio ambiente natural e antropizado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ruído é considerado um problema de saúde pública e uma das causas de poluição que mais afeta o planeta. Dos problemas mais frequentes temos os ruídos em excesso no ambiente urbano externo, perdas auditivas, irritabilidade, agressividade, stress, insônia, pressão alta e problemas cardiovasculares.

Ruídos são gerados em diferentes ambientes, como o externo e o interno, mas podem ser controlados por soluções em acústica, que devem ser projetados e aplicados por equipe especializada. Ouvir boa música, ver um filme, jogar videogame ou fazer uma reunião confidencial devem proporcionar tranquilidade e privacidade para quem participa e quem não precisa participar. O processo de acústica auxilia na interatividade, redução de estresse, bem estar, aprendizado e aumento de produtividade.

De acordo com o estudo All About Music, promovido pelo Vagalume, 52% dos brasileiros dedicam seu tempo apenas para ouvir música, enquanto 32% ouvem ao trabalhar e 25% enquanto jogam. O som também influencia na percepção e melhora das habilidades em jogos de videogame. Há ainda consumidores que investem em um sistema de som de qualidade, com surround e recursos, por exemplo, mas esquecem de desenvolver um ambiente acusticamente preparado para receber a absorção e a difusão das ondas sonoras.


Fonte: ENVOLVERDE
São José dos Campos usará lâmpadas de LED na iluminação pública.
A Câmara de São José dos Campos aprovou um projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar operação de crédito junto ao Banco do Brasil, até o valor de R$ 32,1 milhões, para continuidade do Projeto Iluminar, que integra o Plano de Gestão com o objetivo de garantir mais segurança para a população.

O Projeto Iluminar teve início neste ano e prevê a substituição gradativa das 75 mil luminárias atuais de ruas e avenidas por LED, mais potentes e modernas.

Além de serem mais eficientes, contribuirão para a diminuição da necessidade de manutenção e reparos na iluminação pública, gerando economia para os cofres públicos.

Economia

O investimento na iluminação de LED proporcionará uma economia anual estimada de R$ 3,7 milhões, sendo R$ 1,9 milhão em relação ao consumo de energia e de R$ 636 mil com a manutenção dos equipamentos. Outros R$ 1,1 milhão serão economizados através da reutilização das lâmpadas e reatores que serão substituídos.

Além da economia, a expectativa é de que a modernização da iluminação contribua para a redução da criminalidade e que proporcione maior conforto e segurança para a população.

Iluminação moderna

O Projeto Iluminar começará com a instalação de 500 luminárias no primeiro semestre deste ano, sendo que 100 já foram implantadas no novo trecho da Via Oeste. As outras 400 iluminarão avenidas de grande fluxo de veículos e pessoas. Os locais já estão sendo definidos.

O financiamento aprovado pela Câmara permitirá a continuidade do projeto, que prevê a instalação de outras 18 mil lâmpadas de LED entre julho de 2018 e julho de 2019.

Elas serão implantadas sempre em corredores de ônibus e nas proximidades de escolas e das câmeras de vigilância do COI (Centro de Operações Integradas). 


Fonte: ENVOVERDE

Portos do Arco Norte crescem com demanda de milho e soja para exportação.

Levantamento divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostra que o escoamento de grãos pelo Norte/Nordeste do País quanto a movimentação de carga geral cresceu 8,3% de 2016 para 2017 em todo o País. Já os cinco portos do Arco Norte (Porto Velho – RO, Miritituba – PA, Santarém – PA, Itacotiara – AM, Barbacena – PA, e Itaqui – MA) aumentou em 80%. Foram 51,2 milhões de toneladas de soja e milho.

Na avaliação de Fernando Serra de Fernando Serra, gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, a efetivação de investimentos para a região, de forma a proporcionar capacidade de movimentação para Portos Públicos e Privados, contribuiu para o excelente desempenho. O gerente deu o exemplo de que Portos Públicos como Itaqui-MA, Santarém-PA e Porto Velho-RO, se aparelham cada vez mais na adequação de suas infraestruturas e superestruturas, de forma a estarem capacitados ao crescimento das demandas por movimentação.

“Além disso, também há investimentos na ampliação e na implementação de novos portos privados, notadamente nas regiões de Miritituba e Barcarena. Desses portos, a soja e o milho saem para o mercado externo, atendendo, principalmente a destinos na Ásia e Europa”, explicou Serra.

Segundo a ANTAQ, em 2017, o setor portuário brasileiro (portos públicos + terminais de uso privado) movimentou 1,086 bilhão de toneladas. Esse valor corresponde a um crescimento de 8,3% em relação a 2016, quando foram movimentadas 1,002 bilhão de toneladas.


Fonte: ENVOLVERDE

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Plantio de mogno africano reduz destruição de floresta nativa.
A dificuldade em realizar investimentos sustentáveis e a preocupação com os danos causados pela exploração de florestas nativas fez com que os especialistas em mercado financeiro Thiago Campos e Gilberto Derze criassem a RADIX. Com foco em Mogno Africano, a empresa faz o plantio de florestas comerciais e capta recursos por meio de investimentos coletivos.

Criada em 2015, a RADIX chegou ao mercado para abrir as portas de aplicações sustentáveis a pequenos e médios investidores por meio de cotas de R$ 400 e expectativa de rendimento de 12% ao ano – sem considerar a valorização da madeira. “Investir em florestas é ir além da questão financeira. 

É contribuir com o meio ambiente e ainda ser remunerado por isso”, diz Campos. O processo é 100% on-line e está sendo realizado por uma das maiores plataformas de equity crowdfunding do Brasil, a StartMeUp, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar esse tipo de operação.

Até o momento, os 30 hectares de Mogno Africano plantados pela RADIX somam 20 mil árvores cultivadas e toneladas de dióxido de carbono absorvidas da atmosfera. A companhia auxilia, portanto, na redução de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. “Além disso, quando explorada, a floresta fornece madeira para o mercado com alta produtividade, o que evita a destruição da flora nativa em uma proporção que pode chegar a 10 vezes a área plantada”, afirma Thiago.


Fonte: ENVOLVERDE
Estudo mostra realidade das Unidades de Conservação em biomas brasileiros.
No recente trabalho publicado na revista Acta Oecologica, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC) da UNESP-Rio Claro e um pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) testaram a eficiência da rede das Unidades de Conservação nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica. Para isso o grupo utilizou uma abordagem pouco usual: eles avaliaram como as áreas de proteção (Protected Areas – PAs), como são conhecidas no termo técnico da área, eram eficientes em manter áreas climáticas estáveis ??(Climate Stable Areas – CSAs).

“Áreas climáticas estáveis são áreas que se mantiveram como bioma florestal em diferentes cenários de mudanças climáticas passadas (21 mil, 6 mil anos atrás e atualmente). No passado, esses biomas se moveram geograficamente devido às mudanças climáticas do Holoceno e do Pleistoceno, mas algumas áreas se mantiveram geograficamente e climaticamente estáveis”, segundo o pós-doutorando Thadeu Sobral-Souza, que liderou o grupo. Ele continua, “nossos modelos encontraram justamente quais são essas áreas (ver mapa à esquerda na figura). Em seguida, nós classificamos as CSAs quanto à sua estabilidade temporal, quais delas estavam situadas em áreas protegidas e possuíam remanescentes florestais intactos”.

Os pesquisadores então criaram três classes de prioridade: 1) Área prioritária muito alta [CSAs (21 mil anos), fora das PAs e com floresta intacta], 2) Área prioritária alta [ CSAs (21 mil anos), fora das PAs e com floresta fragmentada]; e 3) Área prioritária média [CSAs (6 mil anos), fora das PAs e com floresta intacta].

“Nossos resultados indicaram que a rede de PAs da Amazônia é quatro vezes mais eficiente que a rede de PAs da Mata Atlântica. Dessa forma, nós propomos que novos esforços de conservação nesses biomas florestais requerem diferentes abordagens para assegurar e aumentar a eficiência das PAs” comenta o Prof. Matheus Lima-Ribeiro da UFG de Jataí.

Por fim, os autores dão um remate final ao trabalho, deixando claras as diferenças nas propostas de conservação. Segundo o Prof. Milton Ribeiro, da UNESP de Rio Claro, “na Mata Atlântica, onde há poucas CSAs e sua distribuição é disjunta, propomos que programas de restauração deveria ser o foco”. Segundo ele, na Amazônia o cenário é totalmente diferente. Ele continua, “no oeste da Amazônia, onde há grandes áreas climaticamente estáveis e com vastas áreas florestais intactas, propomos que as ações devem incentivar a criação de novas PAs e/ou a expansão das mesmas. Já no leste da Amazônia, onde há grandes CSAs com pouco fragmento florestal intacto, comparado ao oeste da Amazônia, sugerimos que programas de restauração passiva, aliada à criação de PAs seja uma medida eficiente de conservação”.

Os autores ainda disponibilizaram as CSAs em arquivos no formato shapefile para download no link permanente: https://github.com/mauriciovancine/CSAs-Amazon-Atlantic-Forest.


Fonte: ENVOLVERDE
Dicas do que colocar de alimentos numa lancheira na volta às aulas.
Nessa época do ano, as mães voltam a se preocupar com a lancheira dos filhos. Variar o cardápio pode não parecer uma tarefa fácil, mas é fundamental para garantir uma alimentação equilibrada. “O ideal é acrescentar na lancheira um alimento de cada grupo, como proteína, fruta e carboidrato, para garantir uma alimentação saudável e, consequentemente, o crescimento e o desenvolvimento da criança. Além disso, o ideal é evitar as opções industrializadas, com alto teor de açúcar, prejudiciais à saúde”, afirma a nutricionista Patrícia Ruffo, Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott.

De acordo com relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo¹. No Brasil, mais de um terço das crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso². Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde, em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o consumo de produtos com alto teor de açúcar e gordura começa cedo no Brasil. O estudo revela que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial3. “Uma alimentação inadequada pode não somente levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a obesidade, mas também dificultar o processo de aprendizado”, alerta Patrícia.

Quando o assunto é a lancheira das crianças, o alimento industrializado ainda é uma das principais opções, seja pela ideia distorcida de praticidade ou até mesmo pelo custo. Outro ponto de atenção é a quantidade de alimentos que devem compor a lancheira, pois muitos pais têm a ideia equivocada de que as crianças precisam comer bastante, excedendo a quantidade necessária, para comer bem.

A nutricionista traz 10 dicas para ajudar os pais na hora de elaborar a lancheira das crianças:

1.No lanche da escola não pode faltar: um líquido, uma fruta, um tipo de carboidrato e um de proteína4,5.

2.Para beber, opte pelos chás, água de coco ou sucos naturais (que podem ser colocados em recipientes térmicos para não perder os nutrientes com o passar das horas). As lancheiras térmicas também são ótimas opções para o melhor acondicionamento da comida.

3.Escolha alimentos de conhecimento da criança. A lancheira da escola deve ser uma extensão da alimentação feita em casa. Não adianta colocar um alimento que a criança não costuma ingerir em casa, pois as chances dele voltar na lancheira são grandes.

4.Os bolos são uma boa opção para rechear a lancheira das crianças, desde que sejam os caseiros, como o de laranja, limão, cenoura ou fubá. Evite os bolinhos industrializados, eles são ricos em açúcares e gorduras.

5.Mande as frutas cortadas e descascadas. A aparência é um fator determinante para a criança ingerir determinado alimento.

6.Os pães podem e devem entrar na lancheira escolar, mas o ideal é variar o tipo para a criança não enjoar: pão francês, de forma ou de milho são algumas opções. É preciso estar atento ao recheio de cada pãozinho. Neste sentido, os patês caseiros são opções saudáveis e nutritivas.

7.Faça a lancheira com a ajuda das crianças: a aceitação dos alimentos tem mais chances de sucesso quando a criança se sente parte da tarefa.

8.Invista nos petiscos saudáveis: frutas desidratadas, mix de castanhas e cereais sem açúcar são opções nutritivas e saborosas. O ideal é colocar em um pote fechado ou até mesmo em um saquinho.

9.Pense no cardápio antecipadamente: fazer uma lista para cada dia da semana deixará a rotina mais prática, e evitará cometer excessos.

10.Tenha a suplementação como uma aliada: ela é uma ótima alternativa para suprir as necessidades de nutrientes fundamentais para as crianças: ferro, cálcio, zinco, fibras e vitaminas A e D.

“É importante ter em mente que os hábitos adotados na infância têm grande influência na vida adulta. 

Uma alimentação equilibrada e saudável permite o crescimento e o desenvolvimento adequado das crianças, que se estende a médio e longo prazo”, lembra Patrícia.


Fonte: ENVOLVERDE