sexta-feira, 30 de novembro de 2018


Modelos climáticos atuais subestimam o aquecimento causado por aerossóis de carbono negro.

Carbono Negro – Nova descoberta da lei de absorção de luz ajuda cientistas do clima a construir melhores modelos.

Universidade Washington em St. Louis
termelétrica a carvão
Fuligem é expelida de motores a diesel, ascende de fornalhas queimando estrume e madeira e é lançada de chaminés das refinarias de petróleo. De acordo com pesquisa recente, a poluição do ar, incluindo a fuligem, está ligada à doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e, nos Estados Unidos, a nada mais nada menos que 150 mil casos de diabetes todo ano.

Além de seu impacto na saúde, a fuligem, conhecida como carbono negro pelos cientistas atmosféricos, é uma poderosa agente do aquecimento global. Ela absorve a luz solar e aprisiona calor na atmosfera em uma magnitude que fica atrás somente do conhecido dióxido de carbono. Comentários recentes na revista Proceedings of the National Academy of Sciences chamaram a falta de consenso na magnitude da absorção de luz da fuligem de “um dos grandes desafios das ciências atmosféricas.”

Rajan Chakrabarty, professor assistente na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Washington em St. Louis, e William R. Heinson, da Fundação Nacional da Ciência e colega de pós-doutorado no laboratório de Rajan, aceitaram o desafio e descobriram algo novo sobre a fuligem, ou antes, uma nova lei que descreve sua habilidade de absorver luz: a lei de absorção da luz. Com ela, os cientistas poderão entender melhor o papel da fuligem na mudança climática.

A pesquisa foi selecionada como uma “Sugestão dos Editores”, publicada online no dia 19 de novembro na prestigiada revista Physical Review Letters.

Por causa de sua habilidade de absorver luz solar e diretamente aquecer o ar circunvizinho, os cientistas do clima incorporam a fuligem em seus modelos – sistemas computacionais que tentam replicar condições reais – e então predizem futuras tendências de aquecimento. Os cientistas usam observações concretas para programar seus modelos.

Mas não há um consenso sobre como incorporar a absorção de luz da fuligem em tais modelos. Eles a tratam de forma simplista demais, utilizando uma esfera para representar um aerossol puro de carbono negro.

Mas a natureza é curiosa e tem seus próprios meios de tornar as coisas mais complexas,” disse Rajan. “Pela massa, 80% de todo o carbono negro é sempre misto. Não é perfeito, como os modelos o apresentam.

As partículas estão misturadas, ou revestidas, com aerossóis orgânicos que são, com a fuligem, emitidos de um sistema de combustão. No fim das contas, o carbono negro absorve mais luz quando está revestido destes materiais orgânicos, mas o aumento da magnitude de absorção varia de forma não-linear, dependendo da quantidade de revestimento presente.

Rajan e William queriam descobrir uma relação universal entre a quantidade de revestimento e a habilidade da fuligem de absorver luz.

Primeiro, eles criaram partículas simuladas idênticas às encontradas na natureza, com graus variados de revestimento orgânico. Então, utilizando técnicas emprestadas do estudo de Rajan sobre fractais, a equipe analisou cálculos minuciosos, medindo gradualmente a absorção de luz nas partículas.

Quando eles esquematizaram as magnitudes de absorção com a porcentagem de revestimento orgânico, o resultado foi o que os matemáticos e cientistas chamam de “lei universal de potência.” Isto significa que, conforme a quantia de revestimento aumenta, a absorção de luz da fuligem aumenta proporcionalmente.

(O comprimento e a área de um quadrado estão relacionados por uma lei universal de potência: Se você dobra o comprimento dos lados de um quadrado, a área aumenta quatro vezes. Não importa qual era o comprimento inicial dos lados, a relação sempre se manterá.)

Eles então se voltaram para um estudo feito por diferentes grupos de pesquisa, que mediu a absorção de luz da fuligem em todo o globo, de Houston a Londres e Pequim. Rajan e William novamente esquematizaram os aumentos de absorção com a porcentagem de revestimento.

O resultado foi uma lei universal de potência com a mesma proporção de um terço, assim como foi encontrada em seus experimentos simulados.

Com tantos valores diferentes para o aumento de absorção de luz na fuligem, Rajan disse que os modeladores do clima estão confusos. “O que fazemos? Como podemos representar a realidade em nossos modelos?

Agora você tem ordem no caos e uma lei,” ele disse. “E agora você pode aplicá-la computacionalmente, de uma forma econômica.”

As descobertas deles também indicam o fato de que o aquecimento devido ao carbono negro pode ter sido subestimado pelos modelos climáticos. Pressupor um formato esférico para essas partículas e não levar em conta de forma adequada o aumento da absorção de luz pode resultar em estimativas de aquecimento significativamente mais baixas.

Rahul Zaveri, cientista sênior e desenvolvedor do modelo detalhado de aerossol MOSAIC do Laboratório Nacional do Noroeste Pacífico, chama essas descobertas de um avanço significativo e oportuno.

Estou especialmente animado com a elegância matemática e a extrema eficiência computacional da nova parametrização, que pode ser prontamente implementada aos modelos climáticos uma vez que a acompanhante parametrização da dispersão de luz das partículas do carbono negro for desenvolvida,” ele disse.

Reação de um pioneiro na pesquisa de carbono negro

Esse estudo fortalece a ciência e confirma o papel do carbono negro como um forçador significativo da mudança climática,” disse Mark Z. Jacobson, professor de engenharia civil e ambiental e diretor do Programa de Atmosfera/Energia na Universidade Stanford.

Esse estudo mostra, com uma combinação de dados e uma modelagem altamente detalhada, que os fortes efeitos climáticos previamente encontrados não são somente corroborados, mas também que eles talvez tenham sido até mesmo subestimados em alguns dos estudos anteriores, pois muitos deles não levaram em conta as formas reais das partículas de carbono negro e as misturas resultantes.”

Referência:

Scaling Laws for Light Absorption Enhancement Due to Nonrefractory Coating of Atmospheric Black Carbon Aerosol
Rajan K. Chakrabarty and William R. Heinson
Phys. Rev. Lett. 121, 218701 – Published 19 November 2018

Tradução de Ivy do Carmo, Magma Translation (magmatranslation.com)


Fonte: EcoDebate

A miopia de gestão sobre as mitigações e adaptações às mudanças climáticas.


Por Sucena Shkrada Resk

Às vésperas da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (COP 24), o Brasil desenha um quadro desestruturador das medidas quanto a mitigações e adaptações às mudanças climáticas. Diplomaticamente falando, a desistência da candidatura de sediar a COP 25, anúncio feito nesta semana pelo governo brasileiro, integra um pacote de desestímulo a um protagonismo do país em medidas proativas nesta agenda nacionalmente e internacionalmente, que infere, na prática, uma pressão sobre a qualidade de vida de todos os cidadãos e à economia. Algo que seria considerado impensável eticamente para um país que figura como o sétimo maior emissor de Gases de Efeito Estufa (GEEs) no planeta.

Neste ciclo de comprometimentos, há poucos dias, mais uma informação oficial se integrou neste sinal amarelo: o aumento em 14% do desmatamento na Amazônia (entre agosto de 2017 e julho de 2018), o maior desde 2008. Nessa pegada devastadora, o hotspot Cerrado também sofre pressões significativas, na chamada região da MATOPIBA, siglas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Segundo especialistas, movimentos e organizações do terceiro setor e fontes do próprio governo, uma combinação de fatores gera esta instabilidade, que vai desde o teor político de prioridades, que tem como ponto central o aumento da propulsão à agenda do agronegócio, como também o aumento de queimadas e de situações de seca cada vez mais intensas. Ao mesmo tempo, está em curso há anos, a fragilização do Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos fiscalizadores, que agora chega a um ponto crítico. Essa orquestração expõe a combinação de retrocessos.

Historicamente, alguns estados brasileiros permanecem aquém de uma performance sustentável. Pará, Mato Grosso e Rondônia assumem uma posição estratégica neste descompasso na Amazônia Legal. Juntos representam 81% do total de desmatamento num total de 7.900 km 2 de devastação, conforme dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite)/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (PRODES/INPE).

Como o físico Paulo Artaxo (USP/IPCC), um dos cientistas mais respeitados nesta agenda, destacou recentemente no lançamento da oitava edição do SEEG/Observatório do Clima , a Ciência evidencia que onde há sistema produtivo, há maior aquecimento. Trocando em miúdos, isso significa que é preciso racionalizar tanto a extração e recursos naturais e uso da terra, como as técnicas produtivas, conjuntamente com consumo para que a equação parta para ganhos e não a um ciclo vertiginoso de perdas.

“Em um pior cenário das mudanças climáticas, com aumento de 6 graus (2071-2099), os piores impactos serão sentidos na Amazônia/Centro-Oeste”, diz Artaxo. Hoje já é possível refletir que é uma questão que ultrapassa achismos. Para se limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus C, seria necessário zerar as emissões no planeta até 2040; e a 2 graus C, até 2050. Com o atual cenário brasileiro, como o Brasil poderá efetuar sua parte no engajamento com os demais países?

No ranking de emissões de GEEs no Brasil, o setor de agronegócios está disparadamente na frente, com 71%, seguido de transportes, industrial e produção de combustíveis/energia. Ao fazer o recorte de origem, Pará e Mato Grosso são os que mais emitem (agropecuária) e Minas Gerais e São Paulo (energia).

Quando se trata de emissões líquidas oriundas de mudança do uso da terra, a sequência dos oito estados que mais emitem é a seguinte: MT, RO, PA, MG, RS, BA, MA e GO.

Ao analisar, por exemplo, situações mais concentradas, o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) 2018 também traz alguns dados municipais no estado de São Paulo quanto a fontes de emissões, desde transporte a resíduos. De acordo com a apuração, as situações mais complexas se encontram na Capital, em Paulínia, Cubatão, São José dos Campos, Guarulhos, Jacareí e Campinas, entre outros municípios. Já quando o recorte é percapita, em primeiro lugar está o município de Alumínio seguido de Paulínia.

Os problemas já são detectados, não há como negar. A questão é a permanência de políticas públicas que contemplem de curto a longo prazos, ações mitigadoras e de adaptação. Uma discussão que só se acirra atualmente.

O Greenpeace Brasil lançou recentemente também o relatório “Segure a Linha: A Expansão do Agronegócio e a Disputa pelo Cerrado”, no qual destaca que somente em 45 dos 337 municípios do Matopiba, os indicadores de produção e de bem estar superam a média dos respectivos estados. Segundo o levantamento, 196 municípios continuam pobres, com produção e qualidade de vida piores do que a média de seus estados.

Cenário mundial

No contexto, existe atualmente um enunciado de negacionismo a evidências expostas nas últimas décadas, quanto à intervenção humana na aceleração das mudanças climáticas e do aquecimento global, que ganha eco em exposições equivocadas de futuros quadros do próximo governo. Um contrassenso ao mais recente relatório Emissions Gap Report, da ONU Meio Ambiente, que enfatiza que é necessário triplicar no planeta a velocidade de redução de emissões de gases de efeito estufa até 2030 se quiser evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de menos de 2 graus C definido no Acordo de Paris.

Meio Ambiente e economia

Em outro relatório deste ano, do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNISDR), foi exposto que as perdas econômicas diretas devido a catástrofes climáticas nos últimos 20 anos foram 2,5 vezes maiores do que no período de 1978-1997 e 1,3 milhão perderam a vida nessas ocorrências. Os prejuízos econômicos de desastres em geral totalizaram 2,9 trilhões de dólares entre 1998 e 2017, sendo que US$ 2,24 trilhões ou 77% do total foram relativos à questão climática.

E na contramão do negacionismo, a Comissão Global sobre Economia e Clima, em documento recente, apresentou dados de que o investimento contra a mudança climática até 2030, pode contribuir com US$ 26 trilhões à economia mundial e evitar mais de 700 mil mortes. A chave para isso: energia limpa, melhor planejamento urbano, agricultura e utilização de recursos hídricos de forma sustentável e indústrias menos poluentes.

No Brasil e em nações estratégicas, como os EUA, é como se vivêssemos um processo de miopia das lideranças políticas, que abre a vulnerabilidade na ação de comando e controle sobre esta pauta, que não só interfere internamente nestas nações, mas em todo o equilíbrio do planeta.

*Sucena Shkrada Resk é jornalista, formada há 26 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.



Fonte: Envolverde

A nova vida de assentados da Transposição do São Francisco.


por Maristela Crispim, da Agência EcoNordeste
A vida segue ritmo próprio nas vilas produtivas onde foram reassentadas famílias deslocadas pelas obras da Transposição das Águas do Rio São Francisco .

São José de Piranhas – Na quarta matéria na região de Sousa (PB), encontramos Damião Ferreira Fernandes, 28. Ele pertence a uma família de agricultores que há dois anos e oito meses vive na Vila Produtiva Rural Irapuá I com outros 31 reassentados pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (Pisf).

Segundo Damião, são 256 famílias reassentadas pela Transposição na Paraíba, em quatro vilas produtivas. Para ele, os pontos positivos ganham dos negativos no balanço geral da mudança. Mas, apesar de a vida ser melhor na nova morada, destaca que as terras não são melhores que as anteriores, mas que isso varia de vila para vila.

Ele conta que a assistência técnica foi bem importante na transição e que a situação econômica das famílias melhorou, embora também haja uma variação de caso a caso. Eles deixaram as casas em 2012 e foram reassentados em 2016. Enquanto não recebiam as casas, tiveram uma ajuda de custo mensal de R$ 1.200.
Maria Zélia e Damião cuidam das cabras no quintal produtivo. FOTO: Maristela Crispim.

As casas entregues têm três quartos, banheiro, cozinha e sala. Algumas já foram reformadas e ampliadas. Elas não possuem cisternas, pois têm água encanada a partir da Barragem Boa Vista, conta Maria Zélia Ferreira Fernandes, 62, mãe de Damião, que planta hortaliças, cria galinhas, cabras e já está constituindo um pomar de frutíferas em seu quintal produtivo.
Numa localidade da Barragem Morros, visitamos algumas ruínas de imóveis desapropriados por segurança, inclusive uma escola. FOTO: Maristela Crispim.

Numa localidade da Barragem Morros, visitamos algumas ruínas de imóveis desapropriados por segurança, inclusive uma escola. Não muito distante dali está o Túnel Cuncas I, um dos seis do Eixo Norte da Transposição do São Francisco. Maior do Projeto e o maior para transporte de água da América Latina, tem 15 quilômetros de extensão, 9 metros de altura e de largura. Interliga São José de Piranhas (Paraíba) a Mauriti (Ceará). Seu objetivo é dar vazão a 83 mil litros d’água por segundo.
Túnel Cuncas I é o maior para transporte de água da América Latina, tem 15 quilômetros de extensão e interliga São José de Piranhas (Paraíba) a Mauriti (Ceará). FOTO: Maristela Crispim.

O Projeto São Francisco

Segundo o informações do Ministério da Integração Nacional, o Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco , inaugurado em março de 2017, vem, desde então, garantindo o abastecimento de água a um milhão de pessoas em 35 municípios nos estados de Pernambuco e da Paraíba.

Já o Eixo Norte está na fase final, com mais de 97% das obras concluídas. Todas as grandes estruturas para condução da água aos estados beneficiados estão prontas – estações elevatórias, túneis, aquedutos etc. Os serviços remanescentes contam com turnos 24 horas para garantir o cronograma de entrega até o fim deste ano.
O Eixo Norte da Transposição está na fase final, com mais de 97% das obras concluídas. FOTO: Maristela Crispim.

Ainda sobre o Eixo Norte, as águas do Rio São Francisco já avançam por 80 quilômetros de canais e outras estruturas – desde a captação, em Cabrobó (PE), até a terceira estação de bombeamento (EBI-3), em Salgueiro (PE). Desde novembro de 2017, o eixo vem atendendo mais de 12 mil moradores em comunidades rurais nos municípios pernambucanos de Cabrobó e Terra Nova.

Quanto à conclusão do empreendimento, é importante destacar que cabe ao Governo Federal entregar a água do São Francisco aos pontos de captação inicialmente previstos nos quatro estados beneficiários. Já os governos estaduais têm a prerrogativa de estudar e implementar intervenções necessárias para levar o recurso hídrico aos municípios e às torneiras das casas da população.

Potencial de atendimento

A Barragem Boa Vista é uma das que integra o Eixo Norte da Transposição das Águas do Rio São Francisco, localizada em São José de Piranhas (PB). FOTO: Maristela Crispim.

O Eixo Leste foi projetado para levar água para aproximadamente 4,5 milhões de pessoas, em 168 municípios em Pernambuco e na Paraíba. Já o Eixo Norte, tem potencial para beneficiar 7,1 milhões de habitantes em 223 municípios, nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e Ceará. Destes, inclusive, mais de quatro milhões de moradores somente na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A jornalista viajou à Paraíba a convite da Inter Press Service – News Agency (IPS)

Fonte: EcoNordeste

As pedras da Lua e a biocivilização.

Por Dal Marcondes, da Envolverde –

Em 1969, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na Lua, um grande objetivo foi alcançado pela humanidade. “Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”, como ficou imortalizado o feito na fala de Armstrong.  49 anos depois a humanidade tem a frente muitos novos desafios que precisam de união e orgulho em ser uma espécie inteligente.

O texto abaixo foi escrito alguns anos atrás apenas para mostrar que ir à Lua não foi apenas um passeio, mas um desafio civilizatório. Confira!
Na foto, o astronauta Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar, caminha sobre a superfície da lua. Foto: Nasa.

Em 1961 o presidente Jonh Kennedy lançou um desafio à sociedade americana, levar um homem à Lua e trazê-lo de volta em segurança. Mais do que isso, o feito deveria ser realizado antes do final da década. Em 1963 Kennedy foi assassinado, mas os Estados Unidos seguiu em frente e se lançou em um dos mais importantes desafios para o processo civilizatório de um dos tempos mais prolixos em realizações, o século 20. Em 20 de julho de 1969 a nave espacial Apollo 11 estabeleceu um novo marco na história humana. Pela primeira vez um ser humano pisa em um território que não pertence ao Planeta Terra. De lá foram trazidos 385 quilos de pedras, nas diversas missões Apollo, que ainda aguardam estudos mais detalhados por parte dos cientistas. “Muito dinheiro dos contribuintes para nada”, disseram conservadores e jornais da época.

Kennedy, ao lançar o desafio certamente não estava pensando no valor científico ou econômico do que seria encontrado na Lua. Estava, na verdade, estabelecendo metas para um grande salto tecnológico, que tirou o mundo de um cenário restrito do pós-guerra, para lançá-lo em um real processo de transformação científica, tecnológica e de globalização. Da decisão tomada em 1961 surgiu toda uma nova perspectiva planetária a partir do desenvolvimento de computadores menores e mais eficientes, tecnologias de comunicação, satélites, microships, universalização do acesso à internet e às telecomunicações em geral.

A sociedade e a economia que emergiram desta decisão é mais rápida, trabalha com mais informação e saber e é educacionalmente mais qualificada do que tudo o que havia existido antes. Claro que não conseguiu resolver todos os problemas e mazelas da humanidade, teve uma parte expressiva de suas tecnologias destinadas a usos militares e criou novos problemas. No entanto, é inegável que mudou o mundo.

Seria possível continuar a linha de tempo sem os avanços da micro-computação e sem os saltos da tecnologia da informação? Certamente que sim. No entanto o novo padrão científico e tecnológico se espalhou de forma capilar e estrutural pelo mundo, o que criou novos cenários e novas oportunidades de geração de conhecimento, empregos, renda e riqueza não mais limitados a porções geográficas do “mundo ocidental”.

Nesta primeira década do século XXI surge um novo desafio, enfrentar as mudanças climáticas de forma criativa e com grande capacidade de transformação para a humanidade como um todo. Da mesma forma que a conquista da Lua foi um fator decisivo para a transformação civilizatória do final dos anos 90, a busca de conhecimento, ciência e tecnologias para o desenvolvimento de uma economia limpa, eticamente comprometida e includente sob o ponto de vista de acesso a bens e serviços é o fator que vai alavancar o crescimento da oferta de riquezas nos próximos anos, bem como sua distribuição de forma mais justa.

Manter os mesmo parâmetros de desenvolvimento, sem mudar os usos e costumes da economia não vai levar a humanidade muito além de onde chegou. A estabilidade do business as usual não oferece os desafios necessários para que empresas, governos e pessoas se superem em busca de horizontes mais amplos para cada um destes atores.

A biocivilização preconizada pelo economista Ignacy Sachs, uma mente brilhante a serviço de construir e propor hipóteses de desenvolvimento realmente inovadoras, é, sem dúvida, a transformação necessária para a criação de desafios capazes de mobilizar as forças extraordinárias do mercado e da sociedade em direção a um modelo econômico não planetariamente antropofágico.

Sachs acredita que a produção e usos de biomassas podem alavancar uma modelagem econômica com novas empresas e novas tecnologias, com mais distribuição de renda pelo trabalho e com uma imensa capacidade de regeneração de biomas e ecossistemas. Ele vê biomassa como matéria-prima para quase todos os usos que a humanidade possa precisar. São matérias-primas florestais para energia e indústria, biotecnologia de base para o desenvolvimento de produtos, bioenergia a partir de celulose, o que transforma qualquer resíduo vegetal em combustível e assim por diante. Além disso, uma organização social diferente, com estruturas de mobilidade coletiva e alto valor para educação e cultura completam o quadro de um desenvolvimento limpo.

A existência de combustíveis fósseis fartos, muito mais do que se poderia imaginar na metade do século XX, tem sido um argumento forte para que os investimentos em uma biocivilização não ganhem escala. No entanto, esta é uma argumentação que peca em uma das bases estruturais do pensamento sustentável. A ex-ministra norueguesa Gro Brundtland, ainda nos anos 80 do século passado, quando desenvolveu a pedido das Nações Unidas o relatório “Nosso Futuro Comum”, onde descreveu pela primeira vez o conceito mais aceito de sustentabilidade, estabeleceu, também, o conceito de solidariedade entre gerações: “Ser sustentável é trabalhar para prover as necessidades da atual geração de humanos sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas próprias necessidades”.

Dentro deste raciocínio, é muito importante que a atual geração olhe para uma matéria-prima da importância do petróleo com mais responsabilidade. De todos os usos que se pode dar a este recurso, o pior e menos nobre é queimar em motores de automóveis. Existe toda uma indústria petroquímica e de química fina e farmacêutica criando produtos a partir do petróleo. São produtos que poderão não estar disponíveis no futuro apenas porque setores da economia do século XXI não se esforçam  para buscar transformações estruturais em seu modo de ser e de agir. E, entre estes setores não estão apenas empresas, mas também governos que não veem com bons olhos pedir que seus eleitores mudem a forma como vivem. Mesmo que isto signifique grandes transtornos no futuro.

A busca da ciência e da tecnologia necessária para a transição para uma economia de baixo carbono pode ser a alavanca necessária para melhorar a performance do sistema educacional, pode representar um novo complexo industrial capaz de absorver milhões de trabalhadores em áreas pobres do planeta e, certamente, não significa o desmantelamento do atual parque industrial mantido pela dobradinha montadoras de veículos/petroleiras. É apenas uma nova maneira de olhar para velhos problemas e buscar o uso mais racional e eficiente de recursos naturais.

A biocivilização tem o potencial de levar parte de seus processo e de sua geração de renda para os rincões de miséria do mundo. Será preciso trabalhar em todas as potenciais áreas agrícolas e com tecnologias menos agressivas em termos de uso do solo. O mundo precisará de mais especialistas em ciências da vida, em conhecimentos tradicionais e em gestão de processos e pessoas. Principalmente, uma economia limpa deverá ter a capacidade de inovar em situações onde o conhecimento tradicional está cristalizado.

Recentemente a Alemanha anunciou o retorno de uma das mais antigas tecnologias do mundo para mover navios, as velas. Um cargueiro de 30 mil toneladas usa uma vela de última geração para reduzir em 20% seus gastos de combustível em alto mar. A vela é controlada por um piloto automático e demonstrou excelente eficácia. Não é um retrocesso, mas um avanço significativo e com alto potencial de redução de custos para os transportadores.

A busca pela reputação de sustentabilidade está fazendo com que grandes empresas globais atuem para entender melhor suas cadeias de valor, de forma a visualizar oportunidades que unam conceitos de responsabilidade socioambiental e redução de custos. Isto tem dado certo. Mas, o mais importante deste movimento, é que as empresas que enveredam pela busca honesta pela sustentabilidade não podem voltar atrás e dizer: “agora não quero mais brincar de ser sustentável, cansei”. O recuo seria muito mau visto pelos clientes e por todos os públicos desta empresa.

A transição para uma economia limpa se dará nos próximos anos. Será pela necessidade objetiva de mudanças nos padrões de produção e consumo, pelos problemas impostos pelo atual modelo, ou pela vontade de mudar. Se a sociedade conseguir gerar um pacto de transição, envolvendo empresas, governos, ongs e pessoas, as mudanças podem ser mais eficazes sob o ponto de vista de organização social, e talvez custem menos em recursos materiais, ambientais e sociais.

A busca por uma economia limpa será a “Conquista da Lua” do século XXI. Será o uso de todos os conhecimentos acumulados pela humanidade e de todos os recursos e riquezas à disposição do mundo apontando em direção ao futuro. Tudo o que sabemos e podemos deverá ser direcionado a fazer do futuro um bom lugar para se viver.

Dal Marcondes é jornalista especializado em jornalismo econômico, diretor e editor responsável da Envolverde – e presidente do Instituto Envolverde.


Fonte: ENVOLVERDE

Conservação de Paranapiacaba e entorno frente a projetos de novos empreendimentos.


Por Sucena Shkrada Resk

Empreendimentos que por sua natureza econômica causam passivos ambientais devem obrigatoriamente, por determinação legal, antes de serem licenciados, esclarecer da forma mais transparente possível todos os cenários possíveis do comprometimento relacionado à sua atuação, que se refere a questões de ocupação e uso do solo, emissão de poluentes, interferência no planejamento urbano, comprometimento da biodiversidade, impactos de diferentes portes que afetem populações do entorno e seus modos de vida e saúde. Ao mostrar esta radiografia, vem o principal: com quais ações (factíveis) se comprometem para mitigar e adaptar o que e quem são afetados em curto a longo prazo. E aí entra o aspecto crucial: esta remediação se sobrepõe qualitativamente a todos os danos?

Esta introdução permeia os processos que envolvem o movimento de cidadania e de gestão participativa quanto a um tema que está causando polêmica atualmente sobre o futuro da região de ecoturismo e de patrimônio histórico da rústica Vila de Paranapiacaba (de característica histórica ferroviária inglesa no meio de um maciço verde de floresta atlântica, tombada da esfera municipal à federal, entre 1987 e 2003), em Santo André, – que conheço como jornalista e cidadã há 16 anos – e seu entorno que se estende até a Baixada Santista. É o projeto de construção de um Centro logístico na área do distrito de Campo Grande, também chamado de porto seco, numa área particular total de 468 ha (empreendimento Fazenda Rio Pequeno, Gleba A, Gleba C), até o ano de 2024, a 4 quilômetros da vila, onde passa a Ferrovia Santos-Jundiaí. Neste trecho, somente há transportes de cargas destino a Cubatão e Santos. E da Luz e Santo André para lá, também trem turístico aos finais de semana à vila.

No aspecto do processo na gestão pública, cabe à Prefeitura de Santo André a análise do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), devido à zona de amortecimento do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, área contígua ao Parque Estadual da Serra do Mar, além da Reserva Biológica da Serra do Mar. Já o licenciamento ambiental do EIA/RIMA está sob análise da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

Com a instalação, segundo o empreendedor, estaria prevista inicialmente a quantidade de 64 viagens diárias de caminhões pela Rodovia Antônio Adib Chammas (SP-122), que dá acesso à Vila diariamente para transporte de cargas e utilização da ferrovia local, que segue para o Porto de Santos. Esta rodovia é utilizada hoje principalmente por ônibus de transporte público, ciclistas e carros de passeio para moradores e turistas.

Em 2017, houve uma emenda à Lei de Uso de Ocupação do Solo (LUOPS) andreense, que permite a obra e está sendo questionada. A Prefeitura de Santo André chegou a apresentar à Câmara Municipal recentemente um projeto de lei que a revoga.

No decorrer de 2018, o assunto foi tema de debate na Universidade Federal do ABC (UFABC), no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA/USP), originou uma mobilização social por meio do atuante movimento SOS Paranapiacaba e abaixo-assinado on-line. A reação parte da sociedade civil, de especialistas nas áreas socioambiental e de gestão pública. A pauta também está sendo acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com o empreendedor Fazenda Campo Grande Empreendimentos e Participações, o investimento está estimado na ordem aproximada de R$ 780 mi, e ocupará a área de influência direta do Centro é a porção alta da Bacia do Rio Grande (que abastece a Represa Billings) e indiretamente, a Bacia do rio Grande e parte do vale do rio Mogi, até o Vale da Morte. A previsão é que sejam desmatadas 91 ha de mata nativa (equivalentes a 91 campos de futebol). A empresa alega que respeitará as características ambientais (sem entrar em detalhes maiores quanto a compensação ambiental direta ao passivo), além de promover a geração de mais de 1,2 mil empregos diretos e indiretos e arrecadação de Imposto sobre Serviços (ISS) a Santo André, na ordem de R$ 64 mi, entre construção e operação.

Preocupação socioambiental

O Movimento SOS Paranapiacaba e especialistas, como a arquiteta e urbanista Silvia Passarelli, da UFABC, a bióloga e especialista em recursos hídricos Marta Marcondes, da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM) e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e o advogado Virgílio Alcides de Farias, do Movimento em Defesa da Vida do ABC (que já deu entrada em uma ação no Tribunal de Justiça quanto a este projeto) argumentam que a instalação do empreendimento poderá causar sérios comprometimentos socioambientais, de acordo com o que apuraram de “lacunas” de informações prestadas até agora pelo empreendedor, nos estudos inicialmente apresentados.

Segundos os especialistas, devido ao porte e abrangência do empreendimento, alguns dos problemas verificados na proposta do projeto inicialmente são a possibilidade de perda de biodiversidade devido ao desmatamento (incluindo impactos irreversíveis a espécies ameaçadas), redução de produção de água comprometendo o abastecimento da Billings, o aumento de problemas de drenagem de águas pluviais em Campo Grande, comprometimento dos serviços ecossistêmicos, como também conflito de trânsito no entroncamento da SP 31 com a SP 122, em Ribeirão Pires. Mais um aspecto apontado é que indiretamente a atração de novos empreendimentos pressionem as nascentes do rio Grande e haja incidência de problemas de saúde em população flutuante.

Também são feitos questionamentos quanto à qualidade do sistema de coleta e tratamento de esgoto que será adotado na construção para que não comprometa os mananciais, ao tipo de carga que será transportado e à questão de possibilidade de acidentes com produtos contaminantes, como também o comprometimento do corredor ecológico que há nesta região que abriga diferentes áreas de conservação ambiental e compreende o cinturão verde da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica . 

Aspectos importantes, como a geração de partículas finas poluentes e emissões de Gases de Efeito Estufa também são mais um ponto a ser esclarecido. Fazem parte dos componentes de saúde ambiental e de mudanças climáticas.

Primeira audiência pública programada para dezembro

A realização da primeira audiência pública sobre o EIA/RIMA do empreendimento, programada para junho deste ano, foi suspensa conforme informação do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). Uma nova data foi anunciada, agora, para 17 de dezembro. A participação da sociedade civil é de extrema importância nesta fase, como também a leitura anterior do documento (link acima) para que possa ter o mínimo de subsídios de informações.

Em um processo de gestão participativa, todas as dúvidas quanto a passivos e ações de mitigação e adaptação devem ser esclarecidas pelo empreendedor de forma objetiva e transparente para que qualquer pessoa (leiga) compreenda. Nestes espaços, especialistas que questionam o empreendimento também têm o direito de se expressar, com suas argumentações e perguntas. Ao mesmo tempo, o poder público, representado pelos órgãos ambientais, devem ser claros quanto a estes pontos levantados neste processo. A Justiça, por sua vez, neste momento, na figura dos promotores de Justiça, também devem ser atuantes na defesa do direito público e ambiental. Ouvir gestores de unidades de conservação do entorno é fundamental, dada a importância desse maciço de mata atlântica e hídrico paulista.

*Sucena Shkrada Resk é jornalista, formada há 26 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.


Fonte: ENVOLVERDE

terça-feira, 27 de novembro de 2018


Agência Pública participa de investigação global sobre implantes médicos.

Projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, investigou as falhas na fiscalização de implantes médicos ao redor do mundo e suas consequências na vida dos pacientes.

São Paulo – Os implantes médicos com defeito estão ligados a 1,7 milhão de lesões e cerca de 83 mil mortes na última década. Os dados são da investigação “The Implant Files”, comandada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que começa a ser publicada hoje. O projeto contou com a participação de 59 organizações e 252 repórteres e profissionais de dados de 36 países. No Brasil, participaram da apuração a Agência Pública e a revista piauí.

Há um ano a equipe investiga diversos tipos de implantes médicos e como eles são distribuídos em diferentes países. As reportagens revelam que países da África, Ásia e América do Sul acabam confiando nas regulamentações dos Estados Unidos e de países europeus ao invés de fazerem suas próprias. Além disso, os repórteres mostram como a competitiva indústria dos implantes trabalha para acelerar a regulamentação e diminuir os padrões de segurança dos produtos.
Ilustração: Christina Chung/ICIJ

A Agência Pública investigou o Essure, método contraceptivo permanente em formato de mola, produzido até 2017 pela farmacêutica alemã Bayer. Descobrimos que no Brasil, o Essure foi utilizado em hospitais públicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Tocantins e Distrito Federal. Muitas mulheres que colocaram o dispositivo na rede pública sofrem de sintomas relacionados a ele, como dores, inchaço na barriga, queda de cabelo, inflamações no útero e, em caso mais graves, migração das molas e gravidez. A reportagem conta as histórias de algumas dessas mulheres, abordando também a luta delas pela retirada dos implantes, que tem que ser feita cirurgicamente, a partir da remoção somente das trompas ou das trompas e do útero.

A reportagem aborda também a polêmica do Essure na Anvisa. Em fevereiro de 2017, a agência publicou uma resolução que suspendeu a circulação do produto em território nacional e determinou o recolhimento das unidades que haviam sido distribuídas ao mercado. Em julho, a medida foi revista, e a comercialização do Essure foi liberada. Com documentos obtidos via Lei de Acesso à informação, a Agência Pública teve acesso a documentos que mostram como se deu a negociação entre Anvisa, Bayer e Commed pra que isso ocorresse —de acordo com os dados, as companhias exerceram pressão via lobby para reverter a decisão da agência reguladora.

Entre hoje (25/11) e terça-feira (27/11), a Agência Pública vai divulgar essa e outras reportagens do especial“The Implant Files”. As primeiras reportagens já podem ser lidas no site da Pública. A Agência traduziu a matéria do ICIJ que traz um panorama geral sobre as investigações e também vai publicar as reportagens produzidas pela revista piauí. A reportagem sobre o Essure será publicada na segunda-feira.

Sobre a Agência Pública: A Agência Pública foi fundada em 2011 por jornalistas mulheres e tem como missão produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando o fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e a promoção dos direitos humanos. Todas as reportagens podem ser livremente reproduzidas por mais de 700 veículos, sob licença creative commons. A Pública também atua para promover o jornalismo investigativo independente através de programas de mentoria para jovens jornalistas, bolsas de reportagem e com a Casa Pública, o primeiro Centro Cultural voltado ao jornalismo no Brasil, no Rio de Janeiro. A Agência Pública ganhou 32 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Vladimir Herzog, Prêmio República e Prêmio Gabriel García Marquez. Em 2016, foi o terceiro veículo mais premiado do país, e o primeiro veículo brasileiro indicado ao Prêmio Liberdade de Imprensa, da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). https://apublica.org/


Fonte: ENVOLVERDE

Encontro em São Paulo discute o futuro da cooperação cultural internacional.

Em parceria com o Sesc SP e o Itaú Cultural, a Fundação Suíça Pro Helvetia promove o encontro Conversas em São Paulo: intercâmbios culturais em contextos assimétricos, de 29 de novembro a 1º de dezembro, para discutir potencialidades de projetos e o futuro das cooperações artísticas;

 COINCIDÊNCIA, Intercâmbios culturais Suíça-América do Sul, é um programa da Pro Helvetia que já destinou globalmente 1 milhão de francos suíços (cerca de 3,8 milhões de reais) para projetos em oito países na região, apoiando iniciativas de artes visuais, dança, teatro, literatura e música;

O suíço Boris Nikitin, diretor de teatro, e a pernambucana Clarissa Diniz, curadora e crítica de arte, são palestrantes convidados ao lado de curadores, artistas e diretores institucionais das cenas culturais de Winterthur, Medellín, Montevidéu e Santiago.

São Paulo, novembro de 2018 – Depois de ser lançado em outubro do ano passado em quatro capitais da América do Sul – Bogotá, Buenos Aires, Santiago de Chile e São Paulo -, o programa COINCIDÊNCIA – Intercâmbios Culturais Suíça – América do Sul entra em uma segunda fase. Tendo como objetivo fomentar a troca entre a cena artística suíça e plataformas profissionais na América do Sul, a iniciativa se desloca para São Paulo nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro para o encontro Conversas em São Paulo: intercâmbios culturais em contextos assimétricos, que consistirá de oficina e seminário em que serão discutidas as potencialidades de projetos inscritos, e como o COINCIDÊNCIA pode fomentar as trocas artísticas na região. Para mais informações sobre o programa, basta acessar https://coincidencia.net/pt/.

Um seminário aberto ao público ocorre no Itaú Cultural, em São Paulo – Boris Nikitin, autor, ensaísta e diretor artístico do festival It’s the Real Thing, de Basel, Suíça, e Clarissa Diniz, curadora independente e crítica de arte, são os palestrantes convidados. Também trazem suas experiências com cultura para o encontro Tony Evanko, diretor da Casa Tres Patios, de Medellín, Colômbia, membro da rede internacional ArtsCollaboratory; Peter Pfrunder, diretor da Fotostiftung Schweiz/Swiss Foundation for Photography, de Winterthur, Suíça; Santiago Turenne, diretor de dança da INAE (Instituto Nacional de Artes Escénicas), de Montevidéu, Uruguai e Rebeca Guinea, adida cultural da Embaixada da Espanha e diretora do Centro Cultural da Espanha, em Santiago, no Chile. Os artistas Daniel Lima (Brasil), Rayama Tegegne (Suíça) e o coletivo Real Madrid (Suíça) participam nas discussões.
Sasha Huber, Louis Who? What you should know about Louis Agassiz, intervenção na Praça Agassiz, Rio de Janeiro, video 3:50 min, 2010. Foto por Calé, © Sasha Huber.

Junto às conversas, palestras e oficinas, o encontro comissionou ações em formato de refeições coletivas e gratuitas, ao artista chileno-brasileiro Amilcar Packer e ao coletivo suíço-brasileiro Gomo, formado por Valentina D’Avenia e Jonas von Holanda. Ao longo do programa, serão também apresentadas obras de vídeo, em sua maioria produzidas no contexto de COINCIDÊNCIA, de artistas de destaque internacional como Denise Bertschy (Suíça), Guerreiro do Divino Amor (Brasil), La Decanatura (Colômbia), Sasha Huber (Suíça), Thomas Rohrer (Brasil), Tobias Madison (Suíça) e Ursula Biemann (Suíça).

O programa COINCIDÊNCIA é uma iniciativa da Fundação Suíça para a Cultura Pro Helvetia, que visa a promover o intercâmbio cultural entre profissionais das artes da Suíça e de países da América do Sul, criando colaborações e viabilizando plataformas para exibições artísticas. Em seu estágio atual, o COINCIDÊNCIA já destinou globalmente 1 milhão de francos suíços (cerca de 3,8 milhões de reais) para mais que 120 projetos em oito países, apoiando iniciativas de artes visuais, dança, teatro, literatura e música, assim como projetos transdisciplinares. Neste momento, o programa prioriza enfoques que abordem conceitos de memória, construção do território, conflito e pós-conflito, contemporaneidade e narrativas não modernas.

Recentemente, o COINCIDÊNCIA também anunciou três acordos com parceiros suíços para receber artistas da América do Sul em residências em 2019. O primeiro, Utopiana, é um espaço de residência transdisciplinar em Genebra, que acolhe uma série de projetos artísticos ligados às relações entre humanidade e natureza. La Becque, às margens do Lago Léman, vai receber artistas de várias disciplinas, buscando conexões entre arte e ciência. Residency.ch é uma residência de artes visuais administrada por artistas, na capital Berna, no centro cultural PROGR, no centro da cidade.
Sobre a Pro Helvetia

Pro Helvetia é uma fundação pública vinculada ao governo da Suíça que promove arte e cultura de forma independente e em âmbito internacional. Atualmente, opera no Cairo, Joanesburgo, Nova Déli, Xangai, Moscou, Paris, Nova York, Roma, Milão, Veneza e São Francisco. Desde 2017, fincou bandeira na América Latina por meio do programa COINCIDENCIA com o intuito de abrir uma sexta presença e permanente a partir de 2021. Nos próximos dois anos, a intenção é promover mais dois workshops, um na Suíça em 2019 e outro em local ainda ser definido na América Latina, em 2020.

Sobre o Itaú Cultural

O Itaú Cultural é um instituto voltado para a pesquisa e a produção de conteúdo e para o mapeamento, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais. Dessa maneira, contribui para a valorização da cultura de uma sociedade tão complexa e heterogênea como a brasileira. Ao considerar a cultura uma ferramenta essencial à construção da identidade do país e um meio eficaz na promoção da cidadania, o instituto busca democratizar e promover a participação social.

Centro de referência cultural, promove e divulga a produção brasileira no país e no exterior desde 1987. Tem em programas como o Rumos e na sua missão e visão diferenciais consistentes que o colocam entre os mais importantes institutos culturais do país. O instituto procura inspirar e ser inspirado pela sensibilidade e pela criatividade das pessoas para gerar experiências transformadoras no mundo da arte e da cultura brasileiras. Também busca ser referência na valorização e na articulação de experiências culturais e a mais acessível e confiável fonte de conhecimento sobre a arte e a cultura brasileiras.

SERVIÇO E PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Sexta-feira, 30 de Novembro

Itau Cultural (Av. Paulista, 149 – Bela Vista)

Aberto, gratuito
17h Projeção* – “Supercomplexo Metropolitano Expandido” de Guerreiro do Divino Amor
Abertura – ‘COINCIDÊNCIA: onde estamos? Um breve relato’, Jasper Walgrave e Benjamin  Seroussi

18h Projeção* – Trecho de “O Vermelho do Meio dia” de Tobias Madison
Palestra – ‘Extrativismo cultural, violência epistémica: notas’, Clarissa Diniz

19h Projeção* – Trecho de “Forest Law” de Ursula Biemann ePaulo Tavares
Mesa de conversa – ‘Engajamento local de fundações públicas internacionais’, Centro Cultural da España Chile, Goethe Institut, INAE, mediação de Chimene Costa

20h Projeção* – Teaser “Caja Negra” de La Decanatura
Estudo de caso – ‘Arts Collaboratory’, Tony Evanko

Sábado, 1º de dezembro
Itau Cultural (Av. Paulista, 149 – Bela Vista)

Aberto, gratuito
16h Palestra – ‘Contexto, não contexto. Vulnerabilidade frente aos outros’, com Boris Nikitin
17h
Paisagem sonora– Sem título, de Thomas Rohrer baseado em sua residência na Suíça
18h Projeção* – Trecho de “Helvecia – Brasil, the film” de Denise Bertschi
Estudo de caso – Cooperaxion, Izabel Barros
19h
Projeção* – “Louis quem? O que você precisa saber sobre Louis Agassiz”, de Sasha Huber
Mesa de conversa – ‘Artistas em trânsito’, Ramaya Tegegne, Real Madrid, Daniel Lima, mediação de Angie Vial
  • Projeções e paisagem sonora são apresentadas por Catarina Duncan.
    A cada dia, filmes de artistas serão projetados entre as falas, incluindo obras de Denise Bertschy (Suíça), Guerreiro do Divino Amor (Brasil), La Decanatura (Colômbia), Sasha Huber (Suíça), Thomas Rohrer (Brasil), Tobias Madison (Suíça), Ursula Biemann (Suíça).


Fonte: ENVOLVERDE

III Fórum Municipal Cannabis Medicinal.

Evento discutirá o uso medicinal da Cannabis Sativa.

A Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC), em parceria com o mandato da vereadora Soninha Francine, realiza no dia 1 de dezembro o III Fórum Municipal Cannabis Medicinal. Especialistas falarão sobre temas como o uso de cannabis nas estratégias de redução de danos, a aplicação no tratamento de doenças como AIDS e Câncer e as legislações associadas, entre outros aspectos relacionados à temática.

História

Em 1964, o cientista búlgaro radicado em Israel Raphal Mechoulam isolou e descreveu a estrutura de 2 compostos da maconha, o THC (Tetrahidrocanabinol) e o CBD (Canabidiol). Nas décadas de 80 e 90 foi descoberto o sistema endocanabinoide – ECS, e constatou-se que todos os mamíferos o possuem. Recentemente, observou-se que muitas doenças se devem ao desequilíbrio desse sistema. Identificou-se, por exemplo em pessoas com Alzheimer, a falta dos endocanabinoides como a Anandamida, análoga ao THC, e também se comprovou o efeito antiepilético do CBD.

A ciência redescobriu, assim, o uso medicinal dessa planta conhecida pelo homem há milhares de anos, utilizada de muitas maneiras por vários povos ao redor do planeta.

No século passado, por interesses econômicos e políticos sustentados por um alegado discurso médico, instaurou-se o modelo de guerra às drogas.

Como é comum às guerras, esta resultou em milhões de mortes pelo mundo, seja nos conflitos violentos relacionados ao narcotráfico ou por prejudicar a pesquisa e o acesso a medicamentos por milhares de pessoas que deles se beneficiariam.

Em muitos países a pesquisa avança e a legislação é atualizada velozmente. Porém, nos países onde as leis são ambíguas – como no Brasil, pacientes e usuários são tratados como criminosos, sendo condenados e presos como traficantes. Perdem o direito à saúde, a liberdade e, muitas vezes, a sua própria vida.

Faz-se necessária e urgente a retomada da discussão do uso medicinal, da política de drogas e das mudanças na legislação. O Fórum Cannabis Medicinal é um espaço de interlocução entre a sociedade, profissionais de saúde e pacientes de Cannabis para a conquista do direito à saúde previsto na Constituição Cidadã.

Serviço:
III Fórum Municipal Cannabis Medicinal
Quando: 1º de dezembro, das 13h às 18h
Onde: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100, 1º andar, Auditório Prestes Maia
*NÃO É PRECISO REALIZAR INSCRIÇÃO.

PROGRAMAÇÃO

13h00 – Abertura
Vereadora Soninha Francine

 13h30 – Palestra: História da Cannabis sativa
Dr. Rafael Zanato – Historiador, Mestre e Doutorando em História da UNESP e Pesquisador Associado do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – UNIFESP.
Primeira rodada temática: Cannabis e saúde

14h00  – Cannabis sativa e saúde no Brasil e no mundo
Dr. Ricardo Ferreira – Médico, com Mestrado em clínicas cirúrgicas, especialista em patologias da coluna vertebral e manejo da dor. Com mais de 3 anos de experiência no acompanhamento de pacientes que fazem uso de Cannabis para controle de dores crônicas. Atual diretor geral da Sociedade Brasileira para Estudo de Cannabis.

14h30 – Cannabis sativa na fitoterapia contemporânea
Dra. Renata Monteiro Dantas – Farmacêutica e proprietária da ORTHOFARMA – Farmácia de manipulação e homeopatia. Pós-graduada em cosmetologia e homeopatia. Membro da comissão de plantas medicinais e fitoterapia do CRF e da diretoria da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos de Cannabis. Farmacêutica da CULTIVE – Associação de Cannabis e Saúde.

15h00 – Cannabis e Câncer
Dr. Remo Rotella Junior – Psiquiatra, Especialista em dor e acupuntura.

15h30 – Cannabis e AIDS
Dra. Eliane Lima Guerra Nunes – Especialista em Psiquiatria. Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da FMUSP. Mestre em Ciências pela FMUSP. Especialista em Psicanálise Infantil pelo Instituto Sedes Sapientiae. Especialista em Dependência Química – UNIAD/Unifesp.
Segunda rodada temática: Redução de danos

16h00 – Cannabis e redução de danos em população vulnerável e na rua
Dr. Rafael Tavares Salles – Médico Infectologista do Centro de Convivência – UBS Santa Cecília.

16h30 – Lei e redução de danos
Dr. Cristiano Marona – Mestre e Doutor em Direito Penal pela USP. Secretário Executivo da Plataforma Brasileira de Políticas de Drogas- PBPD e Presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM.

17h00 – A Cannabis como redução de danos ao Crack em mulheres
Dra. Janaina Rubio Gonçalves – Bacharel em Ciências Biológicas e Mestre no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina – UNIFESP. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Paulista de Medicina – UNIFESP. Integrante do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – CEBRID. Atua em pesquisas na área de dependência química, uso/abuso de drogas lícitas e ilícitas.

17h30 – Depoimento de paciente
Adriana Patrão / Fabiola Saad


Fonte: ENVOLVERDE

Água e lixo – Problemas e soluções inseparáveis.

Palestra na Câmara Municipal de São Paulo aborda soluções inovadoras para a gestão da água e do lixo em São Paulo.

O gerenciamento dos recursos hídricos e dos resíduos nas cidades são questões que caminham juntas e também temas prementes nos grandes centros urbanos. Na cidade de São Paulo, 18 mil toneladas de lixo são coletadas todos os meses, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso equivale à metade dos resíduos gerados em todo o estado de São Paulo e cerca de 10% de todo o volume produzido no país.

Os números não são menos significativos quando o assunto é água. Atualmente, a Sabesp distribui 60,9 mil litros por segundo (l/s) para abastecer 21 milhões de pessoas na Grande São Paulo, de acordo com informações do Instituto Akatu. E tratar desse volume todo para entregar água com qualidade não é um desafio pequeno.

Diante da enormidade da questão, pessoas e empresas têm pensado em soluções inovadoras e colaborativas para lidar com o assunto. O mandato da vereadora Soninha Francine vai promover um bate-papo para falar sobre duas delas: as ilhas flutuantes e o projeto Rua Lixo Zero.

Na palestra aberta ‘Água e lixo – Problemas e soluções inseparáveis’ os presentes poderão conversar com o engenheiro ambiental Benjamin Herr Boudler, da ÁguaV – Construindo Sustentabilidade, que já ajudou implantar em cursos d’água de São Paulo quatro ilhas flutuantes, que filtram a água utilizando essencialmente plantas, e com a também engenheira ambiental e consultora de projetos Maiara Batista, que coordenou na Vila Madalena o projeto Rua Lixo Zero, iniciativa que engajou empresas e moradores de uma rua para reduzir a geração de resíduos e ampliar os índices de reciclagem.

O evento é aberto e gratuito e não é preciso fazer inscrição!

Serviço:
Palestra aberta – Água e lixo – Problemas e soluções inseparáveis
Quando: 30 de novembro, das 10h às 12h
Onde: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100, 1º subsolo, Sala Sérgio Vieira de Melo
Acesse aqui o evento no Facebook.


Fonte: ENVOLVERDE

Inovação nos negócios orientada pela sustentabilidade é objetivo de um dos principais eventos do Brasil.

Com cerca de 60 palestrantes nacionais e internacionais, o encontro terá debates e workshops para o público.

O Sustainable Brands SP 2018 é o principal evento do País a abordar sobre empreendedorismo e negócios guiado pela sustentabilidade. O encontro reunirá profissionais de empresas, empreendedores, inovadores sociais e o público em geral que se identifica com o tema. A iniciativa acontecerá nos dias 04 e 05 de dezembro no Pavilhão das Culturas Brasileiras – Parque do Ibirapuera – São Paulo, SP.

O evento foi desenvolvido nos EUA e atinge mais de 350 mil profissionais. No Brasil a iniciativa está há seis anos e também é realizada em outros 10 países – Estados Unidos, Argentina, Espanha, França, Turquia, Tailândia, Japão, Malásia, Coréia e Portugal. O objetivo do encontro é proporcionar para os participantes um espaço de efetivo desenvolvimento de conhecimento e de relacionamento que os ajudem a direcionar suas decisões nos negócios de uma forma acelerada e ao mesmo tempo benéfica para a vida em sociedade.

Com cerca de 4 mil metros quadrados, o Pavilhão das Culturas Brasileiras será dividido em três alas: Plenárias, Activation Hub e Workshops. As plenárias darão início e fim aos dois dias de encontro reunindo todos os participantes.

“As Activation Hub são painéis de cocriação com debates sobre temas que ajudam a entender o que é uma vida boa no presente e no futuro. Já os Workshops vão ter o objetivo de fazer com que os convidados coloquem a mão na massa e consigam empregar na prática os conceitos debatidos. As Activation Hub e os Workshops acontecerão simultaneamente ao longo do dia. Teremos ao todo 12 painéis e 15 workshops”, explica Álvaro Almeida, diretor SB Brasil.

O Sustainable Brands SP vem seguindo desde 2017 um projeto de três anos que se encerrará em 2019. “Em 2017 trabalhamos com o tema Redefining the Good Life, este ano será o Redesigning the Good Life, e em 2019 Delivering the Good Life. A ideia foi trazer para as empresas envolvidas uma continuação dos projetos para que inicialmente elas criassem, em seguida desenvolvessem e por fim tragam os resultados disso tudo”, conta Álvaro Almeida.

São esperados para o Sustainable Brands SP 2018 mais de mil convidados e para participar é necessário fazer a inscrição no site até dia 04 de dezembro ou enquanto houver vagas.

Palestrantes internacionais trazem as tendências sobre a evolução dos negócios

Philip McKenzie, antropólogo cultural e estrategista americano, é o curador global da Influencer Conference, plataforma de conteúdo que conecta valores, criatividade, cultura e comércio. Philip usa sua experiência em cultura para aconselhar as organizações sobre a melhor maneira de prosperar em um ambiente cada vez mais incerto e desafiador. No SBSP 2018, ele quer responder as seguintes provocações: Em um mundo de ameaças crescentes ao nosso planeta e a nós mesmos, como trabalhamos para construir um futuro sustentável? Como uma gestão cuidadosa pode gerar um sistema social e econômico regenerativo que criará um mundo próspero?

Chris Coulter, CEO da GlobeScan, traz ao Brasil as descobertas do livro All In – O futuro da Liderança nos Negócios. Em co-autoria com Mark Lee, da SustainAbility, e David Graysson, da Cranfield School of Management, o livro mergulha nas empresas que estiveram no topo da lista da pesquisa Sustainability Leaders, realizada há 20 anos pela GlobeScan. A partir de entrevistas com seus atuais CEOs, identificou os elementos de sucesso dessa companhias e projeta quais são os requisitos necessários para a liderança nos negócios no presente e no futuro.

Lorraine Smith, Diretora Associada da consultoria Volans, liderada pelo reconhecido John Elkington, compartilhará os destaques da iniciativa New Carbon Economy. Frequentemente ouvimos sobre a necessidade de adotar uma “abordagem sistêmica” para fornecer soluções sustentáveis. Mas como isso se aplica às empresas? E quais são exemplos hoje? Lorraine apresentará as empresas que desenvolvem soluções para criar prosperidade revertendo o aquecimento global e regenerando os sistemas naturais. Ela vai desafiar o público a adaptar a narrativa sobre a mudança climática, para construir conexões futuras que alavanquem o potencial de transformação.


Fonte: ENVOLVERDE